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Tenha cuidado com as instalações de energia elétrica na sua casa01/03/2011

Por Danielle Bohnen

O principal cuidado que se deve tomar com energia elétrica são os curtos-circuitos que podem causar acidentes graves e incêndios. Para evitar esse tipo de problema devemos ficar atentos com a qualidade do material utilizado no sistema elétrico que instalamos na nossa casa e devemos tomar cuidado com emendas e ligações equivocadas, além de prestar muita atenção aos muitos aparelhos ligados numa mesma tomada, o que leva a uma sobrecarga. Manter o disjuntor em pleno funcionamento e importante, pois ele é responsável por proteger as instalações elétricas quando ocorre uma sobrecarga, pois corta a corrente nesses casos. Para isso deve-se utilizar o disjuntor correto para cada intensidade de corrente.

© Max Wanger/Corbis

A atenção deve ser redobrada quando há animais e crianças no domicílio. Os pais devem procurar fechar as tomadas com o protetor de segurança e manter as condições elétricas dos equipamentos da forma como é recomendado pelo fabricante. Lembrando que o choque elétrico é uma descarga de energia que pode causar danos no organismo, queimaduras e morte.

Nunca faça “gambiarras” ou mexa nas instalações elétricas com a chave geral ligada, além disso se você não entende do assunto, procure um profissional eletricista, ele sabe o que fazer em cada caso. Nunca instale antenas próximo a redes elétricas nem segure-a se ele cair, você pode levar um choque. 

Conscientize as crianças dos perigos de empinar pipas perto de terminais, postes e redes elétricas, a eletricidade é conduzida pelo fio da pipa atingindo a pessoa que estiver segurando. Nunca construa ou reforme perto de redes elétricas, pois matérias para esse fim são condutores de energia elétrica e podem causar sérios acidentes. 

Não deixe nada estragar seu Natal

Cuidados nessa época do ano tornam-se extremamente necessário devido ao grande número de enfeites e luzes natalinas na cidade e nas residências. Podemos ter uma bela decoração com luzes e enfeites que se movem sem abrir mão da segurança. Fique atento na potência eétrica do produto, em Watts (W). Quanto mais tempo as luzes ficarem acesas maior serão os riscos de choques e incêndios, além do aumento na conta de luz.

© Pietro Canali/Grand Tour/Corbis

Para evitar problemas de choque e incêndios que dá um final trágico às festas de fim de ano, fique de olho na qualidade dos produtos adquiridos, procure se o produto é aprovado pelo Instituto Nacional de Qualidade Industrial, o Inmetro. Instale os enfeites de forma segura da mesma forma que é feita a instalação elétrica, tendo os mesmo cuidados. 

Não troque lâmpadas queimadas com o enfeite ligado à tomada. Procure não deixar o produto à mercê de chuva. Tome cuidado com crianças e animais domésticos, mantenha a instalação fora do alcance deles. Cuidado para não instalar o conjunto de lâmpada próximo a materiais metálicos e pontiagudos. É importante verificar e corrigir problemas com aquecimento.

Em caso de prédios e residências que demandam mais energia, contrate engenheiro eletricista especializado. Cuidado para não sobrecarregar tomadas com mais de um aparelho ligado a ela.

Evite choque e incêndios instalando as luzes e enfeites em lugar seguro, longe de outras instalações elétricas.

Baterias do futuro podem gerar energia limpando a água do banheiro01/03/2011

Por Danielle Bohnen

A água limpa e potável é um bem escasso e limpar a água suja para poder voltar a ser consumida é um processo complexo que requer muita energia. Mas é possível que no futuro possamos limpar a água e gerar energia limpa nesse processo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo engenheiro Bruce Logan.

Logan está desenvolvendo células de combustível microbial que utilizam bactérias que consomem os elementos orgânicos da água suja. Quando a bactéria come os dejetos, são liberados elétrons como subproduto, que a célula de combustível coleta em pedaços de carbono. Assim é possível encaminhar a um circuito e gerar energia elétrica a qualquer equipamento. Tais células podem produzir tanto eletricidade como hidrogênio, o que também as torna úteis para energizar veículos que funcionam com esse elemento.

Logan assegura que as células não serão caras. “Nos primeiros reatores, usamos barras de grafite que são muito caras, além de polímeros e metais preciosos, como o platino, mas agora já alcançamos o ponto onde não temos que usar nenhum metal preciso”, explica.

As células combustíveis microbiais ainda não geram energia suficiente para serem utilizadas na vida cotidiana, mas com os avanços tecnológicos poderão chegar a ser nos próximos 5 ou 10 anos, calcula Logan. Então, poderiam ser instaladas nas plantas de tratamento de água e gerar energia suficiente para abastecer comunidades próximas. Também poderiam ser utilizadas para abastecer o próprio sistema de tratamento.

As células de Logan não são as únicas que tratam do mesmo problema. Na China, também há estudos em curso com células solares que geram energia e limpam a água, mas ainda está em processo de pesquisa. Sem dúvida, um campo interessante que ajudará para que sejamos mais sustentáveis no futuro.

Mutriku será a primeira usina de energia elétrica maremotriz da Europa01/03/2011
Por Danielle Bohnen
O Governo do País Basco inaugurou a planta para o aproveitamento das ondas de Mutriku, primeira estação energética na Europa que produzirá energia elétrica através das ondas do mar. A central conta com uma tecnologia denominada OWC (Coluna de Água Oscilante, em sua sigla em inglês) da companhia escocesa WAvegen, que pertence ao grupo Voith Hydro. As turbinas são de fabricação da empresa basca Vpith Hydro Tolosa.
A Mutriku é a primeira instalação marinha conectada em rede, em funcionamento na Espanha e na Europa Continental. Conta com 16 câmaras de turbina, com potência instalada total de 296 kW. Trata-se de uma planta demonstrativa das capacidades dessa fonte energética, pioneira em toda a Europa, dada por sua novidade e características singulares, estima-se uma produção anual de 600.000 kWh.
Prospecção do porto de Mutriku onde será instalada a usina
O funcionamento do sistema de Mutriku baseia-se na pressão que exerce a onda sobre o ar. A planta conta com 16 câmaras de ar dentro do dique, de forma que, ao chegar, a onda pressiona o ar das câmaras e este, por sua vez, sobe passando pelas turbinas e fazendo-as girar. Quando a onda sai, o ar é sugado e também passa pela turbina, em ambos os casos produze um movimento giratório de cada turbina, sempre no mesmo sentido, dessa forma, move os geradores e produz a eletricidade.
A água do mar nunca entra em contato com os elementos eletro-mecânicos da instalação. Toda a energia elétrica produzida desta forma limpa, é encaminhada diretamente à rede geral de distribuição, o que faz da Mutriku, Eunica usina que funciona dessa forma no mundo, já que as outras instalações, existentes em Portugal e Escócia são protótipos que tem por finalidade principal, a pesquisa, antes da produção de energia. Já a Mutriku, trata-se de uma planta pré-comercial.
Destaca-se que a Mutriku, é o único projeto de energia marinha em toda a Europa, dos apoiados pelo 6º Programa Marco da Comissão Europeia, que completou sua instalação e que já está em funcionamento.
Um dos principais projetos de energia marina atualmente em fase de desenvolvimento e instalação é o Bimep (Biscay Marine Energy Platform), que será um centro de testes em mar abeto situado em frente à costa de Armintza e que permitirá provar diferentes tecnologias marinhas para a captação de ondas. Bimep reunirá em um só ponto, os desenvolvimentos tecnológicos de última geração.
 
Conheça a casa confortável que não usa a rede elétrica01/03/2011
Por Danielle Bohnen
As linhas de eletricidade não chegam à casa da família Barba Walker, localizada em Xcunyá, em Yucatán, México, mas isso não é um problema, pelo contrário, fez com que seus moradores enxergassem a possibilidade de utilizar energias alternativas e agora seu lar é abastecido por energias eólica e solar.
 
Luis mostra os painéis solares
Geladeira, ferro de passar, televisão, computador, tudo funciona com a energia que provém de fonte naturais: sol e vento.
Existe a ideia errônea de que esse tipo de sistema faz a família viver com restrições, mas Luis Barba e Nancy Walker são a prova de que não é verdade, pois levam uma vida confortável e não consomem energia elétrica da rede principal.
A ideia da casa sustentável surgiu quando o casal decidiu morar em uma região afastada da cidade. O único problema era que a linha da rede elétrica não chegava até o local.
Em vez de ficarem desanimados, o casal decidiu instalar o sistema de energia eólica e solar. Assim que as placas solares e o gerados eólico foram instalados, começaram a chamar a atenção da vizinhança.
Diante da curiosidade dos moradores, surgiu a ideia de criar um parque no qual podia-se explicar a função de cada equipamento. O projeto foi baseado em três frentes: resgate da cultura maia, meio ambiente e sustentabilidade e tecnologias limpas.
Assim nasceu o Parque Aak, que funciona no mesmo terreno onde Luis e Nancy construíram sua casa, há um ano e meio.
Javier Cobo, especialista em arquitetura tropical, assessorou o projeto, posteriormente, os arquitetos Cecilia Sanchez Meza e José Alvarez Patrón desenharam e desenvolveram.
Luis Barba explica que uma das características da casa é seu muro duplo a Leste e Oeste, por onde o sol nasce e se põe. A função da primeira parede é reter o calor para evitar que a segunda – a 30 cm de distância – esquente.
A segunda parede não tem que ser necessariamente de concreto, assim se o objetivo é reduzir custos pode-se utilizar madeira ou outro material.
Chaminé Maia
Na casa foi aplicado o princípio conhecido como “chaminé maia”. Trata-se de um sistema que aproveita que o ar quente tende a subir, então na parte superior das paredes há cubos de ar para o vento cruzar e levar o ar quente para fora. Isso permite que a casa mantenha um temperatura agradável.
Na casa sustentável não existe falta de energia, onde dispõe da comodidade de todos os equipamentos elétricos
Luis Barba diz que apesar do intenso calor do verão, quando o termômetro chega a registrar mais de 40 graus, ele e sua esposa dormem sem ligar o ventilador, pois a casa foi projetada para que o ar que entra pelas janelas seja suficiente. “Até sentimos um frescor”, conta.
Outra característica da casa é um cubo circular de luz, que, assim como o muro, tem duas capas entre as quais circula o vento e leva o ar quente. Além disso, sua posição permite funcionar como um relógio solar: marca a hora de acordo com a posição do sol. Aos pés do cubo há um pequeno lago artificial com plantas e peixes.
A casa tem um aquecedor solar que funciona com uma caixa que acumula água e a mantém a uma temperatura de 90 graus. O sistema combina a água quente com a fria para o chuveiro e a torneira. O aquecedor solar substitui o tradicional que funciona a base de butano, representando uma grande economia.
Nancy Walker diz que teve de trocar seu bujão de gás apenas uma vez desde que a casa foi construída, pois o usa apenas para cozinhar.
O congelador e o freezer da casa também são especiais: utilizam energia alternativa para congelar os alimentos.
As células solares utilizadas no projeto da casa, foram instaladas no telhado e são em total de oito unidades de 160 watts cada uma.
Baterias
Um espaço da casa é destinado às baterias, que acumulam a energia captada. Cada bateria tem capacidade de 45.000 watts, o que equivale a 45 horas de funcionamento de um ar condicionado de 1000 watts.
Nancy mostra a sala de baterias
A casa tem 20 baterias, assim que conta com energia suficiente para usar qualquer tipo de aparelho eletrodoméstico, como lava-ropa, ferro, televisão, rádio e computador.
Em um ano e meio, o casal nunca ficou sem energia, segundo eles, mesmo em circunstâncias extremas, como a chegada de um furacão, contam com uma reserva para até 5 dias, que pode chegar a 15 ou 20 dias com restrições no consumo.
“Em certa ocasião, acabou a luz em toda a Península e somente nós tínhamos energia. Então, fiz uma brincadeira com minha esposa: ‘Liga a TV que agora nós representamos 100% da audiência desta região’”, conta Luis entre risos.
Investimento
O casal conta que o investimento destinado à compra e instalação dos equipamentos é de aproximadamente 250.000 pesos mexicanos, o que equivale a aproximadamente 21.314 dólares (EUA). Apesar do custo inicial elevado, a longo prazo, vale a pena a economia por anos de consumo.
Mundo moderno: os elevadores elétricos01/03/2011
Os primeiros elevadores elétricos foram construídos no início do século XX para substituir os hidráulicos e por tração. Eles eram alimentados por corrente contínua e utilizavam motores de alta rotação, que giravam a roda de impulsão principal por meio de uma engrenagem. 
Hoje em dia, os motores que utilizam-se de engrenagens são capazes de fornecer uma potência para elevadores com velocidade de 122 a 152 metros por minuto. Para velocidades mais altas, os motores que não utilizam engrenagens são mais empregados, pois podem alcançar até 600 metros por minuto. Estes são utilizados, principalmente, em prédios com mais de 10 andares.
O sistema
O elevador elétrico é movido através de cabos, ou seja, o carro sobe e desce pela tração de cabos de aço, ao invés de empurrado de baixo para cima.
O que liga os cabos ao carro é uma roldana, que trata-se de uma polia de encaixe, quando a roldana é girada, os cabos também se movem. Por sua vez, a roldana é ligada a um motor elétrico, ou seja, quando o motor gira em determinada direção, a roldana faz levantar o elevador, já para o outro lado, faz o elevador descer. Nos motores com engrenagens, o motor liga um trem que gira a roldana. Geralmente, todo o sistema fica localizado sobre os cabos do elevador, dentro de uma casa de máquinas.
Os cabo são conectados a um contrapeso do outro lado da roldana, que pesa 40% da capacidade do carro, o que significa que, quando o carro está 40% cheio, eles está em equilíbrio com o contrapeso. Esse equilíbrio conserva energia< pois com cargas iguais de cada lado, gasta-se menos a roldana. Nesse caso, o motor tem apenas que superar a fricção, pois o peso do outro lado faz a maior parte do trabalho, ou seja, o equilíbrio mantém o nível de energia potencial próximo e constante no sistema.
O carro e o contrapeso se movem através de um trilho, que além de evitarem movimentação indesejada, são responsáveis pela segurança de parar o carro em emergência.
 
 
Sistema de segurança
Os elevadores modernos são dotados de um sistema de segurança muito eficiente, acidentes não são frequentes, pois têm vários mecanismos que asseguram seu bom funcionamento e defesa em caso de algo não correr bem.
O cabo do sistema é feito de vários comprimentos de alumínio entrelaçados, sendo assim, a estrutura é tão firme que é capaz de aguentar o peso do carro e o contrapeso. Além disso, os elevadores têm de 6 a 8 cabos, portanto, se algum chegar a romper-se, há outros capazes de segurar o carro no seu lugar correto.
 
 
Em um caso bastante raro, se todos os cabos se rompessem, ainda assim seria improvável que o carro sofresse uma queda até o poço, pois os elevadores elétricos são dotados de sistema de freios, que trata-se de um dispositivo de segurança que se agarram aos trilhos caso o carro dispare muito rápido.
Os elevadores são dotados também de freios eletroímãs, que mantêm posição aberta, assim, os freios são acionados automaticamente se o elevador perde força.
Já os freios automáticos, ficam próximos ao topo e ao fundo do cabo do elevador, assim, se o carro se move rápido demais em qualquer direção, o freio é acionado automaticamente.
Mesmo com todo esse sistema para evitar acidentes, o elevador cair, há um dispositivo que pode salvar a vida dos passageiros. No poço há um pistão, um cilindro com óleo a fim de absorver o impacto e suavizar a queda do elevador.
 
Controle
Em condições normais, os elevadores modernos são controlados por computador afim de processar as informações para conduzir o carro aonde ele precisa ir. Para isso, os botões do elevador são conectados no computador, que processa o pedido de onde tem que ir.
O computador processa onde o carro está através de sensor de luz ou ímã que detecta os encaixes na vertical, contando os buracos. O computador manipula a velocidade, reduzindo à medida que se aproxima do andar que deve parar.
Os elevadores de prédios com muitos andares, têm computadores capazes de melhorar a eficiência do trabalho. Muitos são programados para atender apenas as chamadas de subir primeiro e depois as de descer, para poupar tempo, já outros têm sistema especial para saber quais andares e horários são mais requisitados. Em casos de múltiplos carros, a memória faz detectar o carro mais próximo do andar e evitar que todos parem no mesmo andar ao mesmo tempo.
Outra memória comum nos dias atuais é a capacidade de o computador saber o volume de carga de cada carro, assim, evita de parar quando a capacidade está no limite.
 
Portas
As portas automáticas são importantes não só para auxiliar pessoas com deficiência, como também evita que as pessoas caiam no fosso do elevador.
Além disso, são dotadas de sensores que evitam que a porta se feche quando há pessoas ou objeto entre o elevador e o corredor de acesso.
Fontes:
Portal São Francisco
HSW
Um brasileiro em meio às controvérsias sobre a origem do rádio01/03/2011
A origem do rádio está vinculada, assim como todos os eletrônicos, à evolução da Energia Elétrica com seus principais personagens (leia nossa matéria “A evolução da Energia Elétrica” que se encontra em nosso arquivo online). Onde cada um deu seu próprio conhecimento como uma peça básica que compõe todo o sistema que hoje conhecemos.
Em fins de 1870, Nicola Tesla, cientista italiano se opôs às pesquisas de Thomas Alva Edison, o famoso inventor da lâmpada, que só utilizava correntes contínuas e passou a fazer experimentos com correntes alternadas. Assim então, descobriu que não era necessário fios para se obter uma corrente elétrica e inventou o primeiro “transformador amplificador” na tentativa de iluminar o mundo gratuitamente, porém interesses políticos e coorporativos o impediram de seguir com suas pesquisas. Na tentativa e conseguir verba para seus reais interesses, Tesla apresentou o projeto para uma nova invenção sobre um rádio transmissor, mas que acabou abandonando para seguir as pesquisas com o transformador.
Nikola Tesla
Outros dois nomes muito importantes são James C. Maxwell, professor inglês da Universidade de Combridge, que provou a existência de ondas eletromagnéticas na teoria onde luz e calor são vibrações eletromagnética. E, Henrich Rudolph Hertz, que provou na prática as pesquisas de Maxwell. Através de aparelhos de sua invenção ele pôde definir a velocidade e longitude dessas ondas, por isso as “ondas de rádio”, até hoje, levam o seu nome.
James C. Maxwell
Hertz
Mas para quem conhece um pouco da história das telecomunicações já ouviu falar em um nome que se tornou famoso na história, mas que hoje é sabido e questionado o seu valor quanto à inventor do rádio: Guiglielmo Marconi. Natural da Itália, Marconi utilizou as descobertas de Tesla, Maxwell e Hertz para compor o primeiro aparelho radiofônico conhecido pelo mundo, fez seus primeiros testes no ano de 1895. Porém já é de conhecimento mundial que o padre brasileiro Roberto Landell de Moura criou aparelhos de transmissão de ondas de rádio em 1893.
Guglielmo Marconi
Marconi conseguiu a patente da rádio em 1896 e Landell só a conseguiria em 1900. Infelizmente, apesar de haver registros que comprovam as experiências do sacerdote, nem o mundo nem o Brasil lhe dá o lugar que lhe cabe na historia das telecomunicações. Segundo Luiz Netto em seu texto “O Radio é uma invenção produto do trabalho de um homem só?”, o autor explícita: “Se estivessemos preocupados com quem fez o que e em que datas, os registros são claros: Em06 de junho de 1900 Landell de Moura fez uma transmissão da palavra humana articulada com a presença da imprensa registrando o fato e a presença de autoridades na época incluindo o consul britânico em São Paulo, P.C.Lupton, isto para dizer o mínimo já que são feitas referências às datas de 1893, época em que isto já foi conseguido, já com fonia, mas que alguns questionam. Recordemos que é consignado à Marconi em 1895 somente a telegrafia utilizando o Código Morse e não fonia… Isto mostra que apesar de, em geral, na história do rádio um nome só ser lembrado, aqui os norte-americanos quando a questão envolvia consequências econômicas não fizeram coro nessa concordância”.
Pe. Roberto Landell de Moura
Para Netto a descoberta das telecomunicações não pode estar vinculada a apenas um nome. Já que todas as invenções foram criadas a partir de pesquisas realizadas pelos seus antecessores. “No caso das telecomunicações, existe um evidente exagero ao se mencionar o nome de Guglielmo Marconi como o inventor, "o pai" do rádio. Tal afirmação levanta uma onda de protestos e reclamações sôbre a prioridade em muitos países inclusive no Brasil. Poucos brasileiros têm conhecimento dos trabalhos do Padre Roberto Landell de Moura,o primeiro radioamador do mundo, (Eletrônica Popular, nov/dez 1967) e um dos indiscutíveis pioneiros das telecomunicações, não só no Brasil, mas no mundo inteiro”. Segundo o autor, o padre Landell de Moura, fez uso de alguns aparelhos conhecidos na época em combinação com suas invenções totalmente originais e descnhecidas dentro da sociedade científica da época: “O padre Landell de Moura construía e demonstrava seus engenhosos aparelhos de comunicações, tanto telegráficos como telefônicos, justamente na época em que o telefone com fio era a grande novidade em aplicação nos grandes centros europeus e americanos. O telégrafo ja era bastante usado e conhecido, porém o "telégrafo sem fio", era uma novidade total mesmo nos meios científicos europeus ou americanos. O "telefone sem fio" usando como onda portadora um raio de luz ou outra vibração eletromagnética, era uma idéia totalmente original e cuja prioridade pertence indiscutívelmente ao brasileiro Landell de Moura… Hoje examinando os esquemas, circuitos e descrições dos aparelhos do incrível padre Landell, surpreende a sua engenhosidade ou mesmo a sua genialidade, absoluta segurança de julgamentos sôbre as próximas e futuras possibilidades das comunicações por ondas eletromagnéticas”.
Assim é evidente a importância do padre Roberto Landell de Moura para a evolução das telecomunicações no Brasil e no mundo. Seu nome merece receber um lugar junto aos dos grandes cientistas e pesquisadores que ajudaram e aos que ajudam hoje a montar o quebra-cabeça sem fim de uma história em constante evolução.
Fontewww.srhistoria.blogspot.com
www.landelldemoura.qsl.br/antena.htm
Para saber mais:
Livro:
-       FORNARI, Ernani. “O incrível padre Landell de Moura”. Ed. Globo.
Na web:
-       http://depokafe.wordpress.com/2007/06/20/o-verdadeiro-inventor-do-radio
-        http://inventors.about.com/od/rstartinventions/a/radio.htm
-       http://en.wikipedia.org/wiki/Invention_of_radio
Cana-de-açucar como alternativa para geração de energia elétrica21/02/2011
Por Danielle Bohnen
A energia gerada a partir da combustão do bagaço da cana-de-açucar faz parte do sistema de geração de biomassa. A cana-de-açucar é responsável pela produção de energia para a produção de álcool e uma parte contribui para o sistema elétrico. Essa geração é estimada para atender até 15% da demanda do país.
Com crise do setor elétrico e a ascensão das fontes alternativas de energia, a cogeração a partir do bagaço da cana é uma promessa para ajudar no sistema elétrico do país. Aumentando a participação das empresa sucro-alccoleiras nas atividades deste setor.
A maior vantagem trazida pela cana-de-açucar é que trata-se de uma biomassa renovável e limpa, diminuindo emissões tóxicas resultado da queima de combustíveis fósseis. Outra vantagem é que a safra sucroalcooleira coincide com a época de menor pluviosidade, quando dimunuem os reservatórios de águas nas hidrelétricas. Além disso, oferece uma alternativa de baixo custo, pois o produto não depende de variações combiais.
 
Bagaço  para geração de energia. Foto- Patrícia Cândida Lopes
Os problemas encontradas pelo sistema, tem a dificuldade em conseguir investimentos, dúvidas sobre a capacidade de absorção pelo mercado e a capacidade de cobrir os investimentos necessários.
De acordo com a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica “a co-geração de energia é o processo de produção combinada de calor útil e energia mecânica, geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica, a partir da energia química disponibilizada por um ou mais combustíveis. A cogeração trata-se da associação da geração simultânea combinada de dois ou mais tipos de energia, utilizando um único tipo de fonte energética” (Embrapa).
Como funciona
O bagaço da cana-de-açucar é queimado em uma fornalha, o vapor resultante é armazenado em uma caldeira.
O jato do vapor gira a turbina da usina, que por sua vez está ligada ao gerador. Dessa forma, a energia mecânica é transformada em energia elétrica.
 

Sala de distribuição de energia elétrica.  Foto- Rogério Haruo Sakai

I Encontro dos Representantes B+M teve saldo positivo14/02/2011
Depois de um papo descontraído no Coffee Break oferecido pela B+M, o presidente Reinaldo Bohnen fez as apresentações para o início das atividades.
As palestras foram claras e objetivas e os representantes mostraram bastante interesse em todos os assuntos tratados.
“O evento foi muito importante, pois pudemos ter mais noção e conhecimento sobre a forma de trabalhar da empresa e os equipamentos. Iniciativas como essa deve ser repetidas sempre”, diz Enézio Costa, da empresa ENPJ, representante de Belo Horizonte.
Além de funcionamento, aplicação e especificações dos equipamentos comercializados pela B+M, os representantes foram apresentados às formas de contrato, marketing, leis e como funcionam as comissões para trabalhos realizados para o Estado de São Paulo.
Segundo o gerente comercial, Denis Fernandes Pereira, “o evento foi ótimo, pois a troca de conhecimento e experiência foi muito importante. Agora os representantes têm ferramentas para nos ajudar alavancar novas oportunidades. Devemos realizar encontros como esse com mais frequência para trocarmos experiências e avaliar os cases positivos e negativos”.
A opinião foi unânime quanto à qualidade das exposições e os objetivos do evento foram todos alcançados. Os pontos mais fracos serão trabalhados para os próximos encontros.
Além de promover a integração entre a B+M e seus representantes, o encontro foi essencial para que os funcionários da B+M entendessem melhor todos os setores da empresa e o que especificamente fazem seus colegas.
Reinaldo Bohnen, presidente, ficou muito satisfeito com todas as exposicões, principalmente a sequência de demonstração dos equipamentos. “Foi muito importante assistir às exposições dos outros funcionários, pois tive a grata surpresa de descobrir virtudes que, talvez, ficassem adormecidas se não fosse o evento, que contribuiu para as pessoas revelarem aptidões”.

Burndy, empresa do grupo Hubbel apresenta novidades na 7ª. Exposição de Redes Subterrâneas de Energia Elétrica14/02/2011

 

BURNDY®  - Fundada nos Estados Unidos em 1924 e estabelecida no Brasil desde 1958, continua pioneira no desenvolvimento de conectores de alta qualidade e nos métodos de instalação relacionados, com ampla variedade de ferramentas, conectores e acessórios para o setor elétrico. Fornece soluções inovadoras para o mercado atual de transmissão, subestação, distribuição de energia, construção industrial, condomínios e residencial. Em novembro de 2009, o segmento Elétrico da BURNDY foi adquirido pelo Grupo HUBBELL Sistemas Elétricos.
 
Atualmente a BURNDY® lançou uma linha inovadora de conectores isolados aplicáveis em cabos de alumínio e cobre para utilização em Redes Subterrâneas, para a classe de tensão até 600kV.
 
Essa nova linha foi divulgada na 7ª. Exposição de Redes Subterrâneas de Energia Elétrica de 20 a 22 de junho 2011 no Fórum Internacional de Produtos, Serviços e Tecnologias para Redes Subterrâneas, voltado para redes de distribuição subterrâneas e Workshop Internacional sobre Cabos Elétricos que ocorreu no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo.
 
 
O evento abordou tecnologias, produtos e serviços que suportam e viabilizam o grande crescimento das novas tecnologias de redes subterrâneas de energia elétrica, nos mais diversos setores de atividades. Tendo a participação de empresas que desenvolvem, produzem e operam as tecnologias e serviços dessa indústria.
 
BURNDY® nos recebeu em seu estande, onde divulgamos a Hipotronics, Tettex, e Haefely, empresas do Grupo HUBBELL que representamos no Brasil.
 
BURNDY DO BRASIL - Av. Guarapiranga, 2.400 – Saguão 2 - Parque Europa - São Paulo - SP - CEP 04911-905 Tel (11) 5515-7225 / 7256 / 7259

E-mail: vendasbr@burndy.com – Site: www.burndy.com

 

B+M termina participação no IX SEMETRO14/02/2011
Do dia 27 ao 30 de setembro, a cidade de Natal (RN) foi sede do IX SEMETRO, congresso que reúne especialistas e empresas de energia de todo o mundo
A equipe da B+M, que contou com Rafael Colen e Denis Fernandes, marcou presença no stand 13, junto a Thomas Schankat, da representada Haefely e Bernardino Brezmes da MTE, ambas empresas suíças.
Os visitantes puderam conhecer as novas tecnologias em calibração e ensaios e puderam aprender um pouco mais sobre os equipamentos de última geração das nossas representadas MTE e Heafely.
O IX SEMETRO foi muito importante para a B+M, pois, segundo o engenheiro de aplicação, Denis Fernandes, o evento deu “a oportunidade de melhorar o relacionamento com as representadas e, principalmente, fortalecer nossa relação junto aos nossos clientes”.
 
Confira os equipamentos que estiveram em demonstração:
 
MTE
PTS 3.3C - Duas soluções em uma: Calibração em campo da medição (CCEE/ONS) e mesa de calibração de 1 posição.
CheckMeter 2.3 - Solução trifásica para calibração e verificação em campo de medidores de energia elétrica, monofásicos, bifásicos e trifásicos, eletromecânicos e eletrônicos.
PWS 2.3+TC1000A - O Padrão Analisador de Circuito de medição para TC´s energizados é um equipamento por-tátil, eletrônico capaz de realizar testes em circuitos de medição energizados, usando a carga do próprio cliente
CheckSystem 2.1 - Uma maneira prática e confiável para calibração e verificação em campo do SMC (Sistema de Medição Centralizada).
Calport 300 - Padrões de Referência Trifásico, classe de exatidão 0,05
Haefely
 
2293 - Medidor de resistência de enrolamentos
2796 - Medidor de relação de transformação
O Evento
O Semetro é um tradicional congresso realizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e a Sociedade Brasileira de Metrologia (SBM), com o propósito de fortalecer o desenvolvimento da metrologia e da instrumentação elétrica, principalmente no Brasil e na América Latina, congregando pessoas e entidades a produzir conhecimento e cultura científica, fomentando o intercâmbio de especialistas e pesquisadores do País e do exterior.
B+M estará presente no SNPTEE este mês, em Florianópolis (SC)14/02/2011
A B+M estará presente no XXI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE) fazendo demonstração dos equipamentos de teste e calibração da Tettex, Haefely e MTE.
 
Além dos equipamentos já conhecidos, vamos demonstrar o novo medidor de resistência de enrolamento modelo 2293 da Tettex, que com uma única conexão mede os enrolamentos de transformadores, motores e geradores.
 
 
No estande 25, os visitantes poderão observar o funcionamento do MIDAS, FRA, TTR2796, 2293, Hydrocal, Hipot, Onyx 30, ecompact, 5250, TDR1150, H-flash e OC60.
 
A equipe da B+M contará com o presidente Reinaldo Bohnen e os engenheiros Denis Fernandes, Giselle Bohnen e Rafael Colen dos Santos, além de Michael Kellas, da Hypotronics, e Thomas Schankat, da Heafely.
 
O SNPTEE
 
Entre os dias 23e 26 de outubro de 2011, Florianópolis (SC) será sede do maior evento técnico do Setor Elétrico Brasileiro. Trata-se do XXI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), que acontecerá no Centro de Convenções do Costão do Santinho Resort Spa e irá reunir profissionais de várias empresas do setor, além de centros de pesquisa, universidades, fabricantes de equipamentos e outros interessados.
Este Seminário é realizado a cada dois anos e tem como objetivo promover, através dos grupos de estudos, o intercâmbio de informações e de experiências técnicas e gerenciais entre empresas e entidades envolvidas na produção e transmissão de energia elétrica, permitindo o avanço na qualidade, produtividade e competitividade do Setor Elétrico nacional.
B+M marca presença também na Metering Latin American 2011, em SP14/02/2011

Além de estar presente na SNTPEE, em Florianópolis (SC), a B+M marca presença também no evento Metering Latin American 2011, sobre energia elétrica e alta tensão, que acontece entre os dias 25 e 27 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).

A equipe, Denis Fernandes, Helga Bohnen, Ana Rufino e Alex Amaro, estão no estande 64, fazendo demonstrações dos equipamentos da MTE.
 
Os visitantes podem aprender um pouco mais sobre a tecnologia de ponta dos equipamentos PTS 3.3C, PWS 2.3 Plus, Checkmeter, checksystem, calport e medidores.
 
Todos aqueles que visitarem o nosso estande serão presenteados com brindes especiais!
 
O Congresso
 
Chegando a sua nona edição, o Metering Latin America 2011 consolida-se como o principal ponto de encontro para se debater o panorama e as perspectivas de desenvolvimento da distribuição inteligente para concessionárias de energia e água latino-americanas.
 
Já em sua primeira edição, realizada em 2003, São Paulo, o congresso se destacou como percursor das discussões referentes ao controle de perdas e proteção de receita por meio da utilização de modernos sistemas de medição.
 
Inicialmente focado em energia elétrica, e depois se expandindo aos mercados de distribuição de água e Smart Grids, o congreso foi parte estratégica do processo de desenvolvimento das concessionárias latinas que já começavam a conhecer os equipamentos e processos ligados a medição inteligente, tecnologias AMI/AMR, sistemas modernos de faturamento e melhores práticas em relacionamento com clientes.
Encontro Sobre Ensaios de Alta Tensão e Diagnósticos em Transformadores14/02/2011

Senhoras e Senhores,

 
Temos a satisfação de convidar a todos para o Encontro Sobre Ensaios de Alta Tensão e Diagnósticos em Transformadores a ser realizado em São Paulo nos dias 10 e 11 de maio de 2.012.
 
 
Palestrantes: Engenheiros da Haefely, Basel-Suíça
 
 
Idioma: Espanhol/Inglês com tira-dúvidas/explicações em português.
 
 
Realização: Haefely e BOHNEN+MESSTEK
 
 
Local:
Mercure São Paulo Moema
Tel.: 55 11 5053.2899
Fax: 55 11 5053.2900
Av. Lavandisca, 365 - Moema
Cep: 04515-010 - São Paulo/SP
 
 
Hospedagem no hotel acima:
 
Apto single = R$299,00 + 5% ISS e Apto duplo = R$329,00 + 5% ISS. Com café incluso, sendo servido no restaurante.
As reservas diretamente devem ser feitas diretamente pelos participantes informando sobre o Encontro/Workshop Haefely, nos dias 10 e 11/05.
 
 
Vagas Limitadas: as inscrições serão encerradas ao completar 25 inscritos.
 
 
Custo: GRATUITO, inclusive almoço nos 2 dias do evento.Os participantes arcarão apenas com viagem e hospedagem.
 
 
 
 
Contamos com sua presença.
 
 
Programa:
 
 
1º. Dia/1st Day
1-BOAS VINDAS/Apresentação
(Welcome / Company presentation)
 
Tempo/time: 30 min.
 
2-NORMAS RELEVANTES PARA ENSAIO COM IMPULSOS DE RANSFORMADORES
(Relevant standards for impulse testing of transformers)
- IEC 60071-1 Ed. 8.1 (2011-03)
- IEC 60076-3 Ed. 3.0 (2011-09)
- IEC 60076-4 Ed. 1.0 (2002-08)
- IEC 600-60-1 Ed. 3.0 (2010-09)
- IEC 61083-2 CDV
- IEEE Std C57.12.90-2006
- IEEE Std C57.12.00-2006
 
Tempo/time: 60 min.
 
3-GERADORES DE TENSÃO DE IMPULSO HAEFELY
(Haefely Impulse Voltage Generators)
 
4-DIFERENÇÃS GERAIS ENTRE GERADORES HAEFELY Tipos V, D, S
(General design differences of Haefely IG's types V, D, S)
 
-Estresse de Tensão e Absorção de Energia dos Resistores de Frente e de Cauda
(Voltage stress and energy absorption of front and tail resistors)
 
-Realização do Circuito de Ensaio para Impulso Atmosférico Pleno e Cortado e Impulso de Manobra
( Impulse voltage test setups for LI, LIC, SI)
 
 
5-APLICAÇÃO DE IMPULOS EM TRANSFORMADORES
(Impulse Testing on Transformers)
 
-Configuração do Gerador de Tensão de Impulso
(Impulse voltage generator configuration)
 
-Ensaio de Pequenas Indutâncias – Enrolamentos de BT, circuito Glaninger
(Testing of small inductances -low voltage windings, Glaninger set)
 
-Compensação de Overshoot
(Overshoot compensation)
 
-Problemas na Avaliação de Impulsos Atmosféricos
(Problems during LI evaluation)
Tempo/time: 60 min.
 
6-EXEMPLOS: “PROBLEMAS COM FORMAS DE ONDA” EM TRASFORMADORES
(Examples of transformer "wave-shape problems")
 
-Tolerância do tempo de frente
-(front time out of tolerance)
 
-Tolerância do tempo de cauda
(tail time out of tolerance)
 
-Overshoot ou Undershoot fora de tolerância
(Overshoot or undershoot out of tolerance)
 
-Oscilações na forma de onda
(Oscillations on wave shape)
 
Tempo/time: 60 min.
 
7 - UMA FERRAMENTA OTIMIZADA PARA MIDIR A RESISTÊNCIA DE ENROLAMENTOS EM TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA- NOVO 2293
(Optimized tool for the measurement of winding resistances on power transformers - New 2293)
Tempo/time: 45 min.
 
8 - UM NOVO MÉTODO PARA MEDIR A RELAÇÃO E DESLOCAMENTO DE FASE NÃO PADRONIZADO DE TRANSFORMADORES ESPECIAIS COM FONTE MONOFÁSICA E MÉTRICAS DE UTILIZAÇÃO DE TENSÕES MAIORES - NOVO 2796
(A novel method to measure ratio and non-standard phase displacements of special transformers using a single-phase supply and metrics of using higher test voltage - New 2796)
Tempo/time: 45 min.
 
9 - CONSIDERAÇÕES RELATIVAS À EXATIDÃO NA MEDIÇÃO DE PERDAS EM REATORES SHUNT – NOVO 2840
(Accuracy considerations while performing loss measurements on shunt reactors - New 2840)
Tempo/time: 45 min.
 
10- ANÁLISE DA RESPOSTA EM FREQUÊNCIA – MÉTODOS DE MEDIÇÃO E INTERPRETAÇÃO DAS CURVAS
(Frequency response analysis - measurement methods and interpretation of achieved measuring curves)
Tempo/time: 45 min.
 
11- PERGUNTAS & RESPOSTAS 1º. DIA
(Questions & Answers Day 1)
Tempo/time: 60 min.
I Encontro dos Representantes B+M teve saldo positivo14/02/2011
Depois de um papo descontraído no Coffee Break oferecido pela B+M, o presidente Reinaldo Bohnen fez as apresentações para o início das atividades.
As palestras foram claras e objetivas e os representantes mostraram bastante interesse em todos os assuntos tratados.
“O evento foi muito importante, pois pudemos ter mais noção e conhecimento sobre a forma de trabalhar da empresa e os equipamentos. Iniciativas como essa deve ser repetidas sempre”, diz Enézio Costa, da empresa ENPJ, representante de Belo Horizonte.
Além de funcionamento, aplicação e especificações dos equipamentos comercializados pela B+M, os representantes foram apresentados às formas de contrato, marketing, leis e como funcionam as comissões para trabalhos realizados para o Estado de São Paulo.
Segundo o gerente comercial, Denis Fernandes Pereira, “o evento foi ótimo, pois a troca de conhecimento e experiência foi muito importante. Agora os representantes têm ferramentas para nos ajudar alavancar novas oportunidades. Devemos realizar encontros como esse com mais frequência para trocarmos experiências e avaliar os cases positivos e negativos”.
A opinião foi unânime quanto à qualidade das exposições e os objetivos do evento foram todos alcançados. Os pontos mais fracos serão trabalhados para os próximos encontros.
Além de promover a integração entre a B+M e seus representantes, o encontro foi essencial para que os funcionários da B+M entendessem melhor todos os setores da empresa e o que especificamente fazem seus colegas.
Reinaldo Bohnen, presidente, ficou muito satisfeito com todas as exposicões, principalmente a sequência de demonstração dos equipamentos. “Foi muito importante assistir às exposições dos outros funcionários, pois tive a grata surpresa de descobrir virtudes que, talvez, ficassem adormecidas se não fosse o evento, que contribuiu para as pessoas revelarem aptidões”.
B+M promove I Encontro dos Representantes01/02/2011

Nos próximos dias 08 e 09 de Fevereiro, na sede da empresa, a Bohnen+Messtek realizará o I Encontro de representantes B+M. Trata-se de workshop de treinamento de produtos e serviços de nossas representadas mais antigas, bem como a respeito das novas representadas, nossa estrutura e novos serviços.

Estão convidados todos os nossos parceiros representantes, já que o objetivo principal do evento é a preparação do pessoal especializado para atender aos clientes de suas respectivas regiões.
 
O encontro promoverá a troca de experiências e conhecimentos sobre s produtos e novas tecnologia, assim como aprofundar no trabalho realizado pela B+M, a fim de que nossos representantes tenham conhecimento mais profundo a respeito de nossas atividades e promover o fortalecimento de nossas parcerias.
 
O evento será marcado por palestras e debates sobre as aplicações práticas dos equipamentos, como apresentações e soluções da MTE, HEAFELY, TETTEX, EA TCHNOLOGY e ELCON; bem como, funcionamento e manutenções. Além disso, o evento abordará soluções de marketing, gestão de contratos, impostos e comissões. O Encontro será encerrado com debate construtivo para troca de experiências e dúvidas sobre os conceitos discutidos durante os dois dias de evento.
 
Nossos ilustres convidados são: Dalton Vidor - representante Rio Grande do Sul; José Pontual Filho - representante de Pernambuco; Ademilson Ferreira - representante do Paraná; Enézio Nascimento Costa - representante Belo Horizonte; Paulo dos Santos e Hary Milton Lopes Ferreira - representantes de Goiás; Nélio Rivoredo Junior - representante de Manaus.
 
 
Assessoria de Comunicação
Danielle Bohnen (MTB 50548/SP)
danielle_bohnen@yahoo.com.br
Tenha cuidado com as instalações de energia elétrica na sua casa20/12/2010
Por Danielle Bohnen
O principal cuidado que se deve tomar com energia elétrica são os curtos-circuitos que podem causar acidentes graves e incêndios. Para evitar esse tipo de problema devemos ficar atentos com a qualidade do material utilizado no sistema elétrico que instalamos na nossa casa e devemos tomar cuidado com emendas e ligações equivocadas, além de prestar muita atenção aos muitos aparelhos ligados numa mesma tomada, o que leva a uma sobrecarga. Manter o disjuntor em pleno funcionamento e importante, pois ele é responsável por proteger as instalações elétricas quando ocorre uma sobrecarga, pois corta a corrente nesses casos. Para isso deve-se utilizar o disjuntor correto para cada intensidade de corrente.
A atenção deve ser redobrada quando há animais e crianças no domicílio. Os pais devem procurar fechar as tomadas com o protetor de segurança e manter as condições elétricas dos equipamentos da forma como é recomendado pelo fabricante. Lembrando que o choque elétrico é uma descarga de energia que pode causar danos no organismo, queimaduras e morte.
Nunca faça “gambiarras” ou mexa nas instalações elétricas com a chave geral ligada, além disso se você não entende do assunto, procure um profissional eletricista, ele sabe o que fazer em cada caso. Nunca instale antenas próximo a redes elétricas nem segure-a se ele cair, você pode levar um choque.
Conscientize as crianças dos perigos de empinar pipas perto de terminais, postes e redes elétricas, a eletricidade é conduzida pelo fio da pipa atingindo a pessoa que estiver segurando. Nunca construa ou reforme perto de redes elétricas, pois matérias para esse fim são condutores de energia elétrica e podem causar sérios acidentes.
Não deixe nada estragar seu Natal
Cuidados nessa época do ano tornam-se extremamente necessário devido ao grande número de enfeites e luzes natalinas na cidade e nas residências. Podemos ter uma bela decoração com luzes e enfeites que se movem sem abrir mão da segurança. Fique atento na potência eétrica do produto, em Watts (W). Quanto mais tempo as luzes ficarem acesas maior serão os riscos de choques e incêndios, além do aumento na conta de luz.
Para evitar problemas de choque e incêndios que dá um final trágico às festas de fim de ano, fique de olho na qualidade dos produtos adquiridos, procure se o produto é aprovado pelo Instituto Nacional de Qualidade Industrial, o Inmetro. Instale os enfeites de forma segura da mesma forma que é feita a instalação elétrica, tendo os mesmo cuidados.
Não troque lâmpadas queimadas com o enfeite ligado à tomada. Procure não deixar o produto à mercê de chuva. Tome cuidado com crianças e animais domésticos, mantenha a instalação fora do alcance deles. Cuidado para não instalar o conjunto de lâmpada próximo a materiais metálicos e pontiagudos. É importante verificar e corrigir problemas com aquecimento.
FOTO 5
Em caso de prédios e residências que demandam mais energia, contrate engenheiro eletricista especializado. Cuidado para não sobrecarregar tomadas com mais de um aparelho ligado a ela.
Evite choque e incêndios instalando as luzes e enfeites em lugar seguro, longe de outras instalações elétricas.
A importância das PCHs13/12/2010
Toda usina hidrelétrica cuja capacidade instalada seja superior a 10MW e inferior a 30 MW e que possua um reservatório inferior a 3 km² é considerada uma PCH – Pequena Central Hidrelétrica-, de acordo com a resolução nº 394 - 04-12-1998 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A energia produzida pelas PCHs representa 100GW de toda a energia gerada no Brasil. As poucos os empreendedores estão voltando seus olhos para esse tipo de usina e suas vantagens.
 
Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Aiuruoca
Como no Brasil o potencial hidrelétrico é o recurso mais utilizado na geração de energia elétrica, as PCHs surgem como forma alternativa de desenvolvimento e distribuição de eletricidade. Pois, de custo acessível, as PCHs demandam menor prazo para implementação e maturação do investimento, além de facilidades legislativas e disposição de compra por parte de concessionárias de energia elétrica. Outra grande vantagem é o fácil acesso às grandes linhas de transmissão.
Onde são instaladas?
As PCHs são indicadas para rios pequenos e médios, mas que tenham desníveis acentuados, ou seja, quedas que sejam ideais para gerar potência hidráulica e movimentar as turbinas.
Resoluções
A ANEEL permite que a energia gerada pelas PCHs entre no sistema elétrico sem o pagamento de taxas de transmissão e distribuição. Além disso, as PCHs estão isentas de pagar municípios e Estados pelo uso dos recursos hídricos.
 
Implantação
Antes de mais nada, deve-se escolher o local e levar em consideração o potencial elétrico da queda de água, ou seja, o recurso hidráulico, o transporte da energia, bem como o seu destino.
 
O estudo que define se determinada área tem recurso hidráulico, considera todas as condições naturais como localização, acesso, geologia, relevo e o tipo de projeto de instalação. Além de disponibilidade, ou seja, os efeitos da barragem, a montante e a jusante, levando em conta a irrigação e a navegação.
Outro ponto fundamental é com respeito à regularidade e à flutuação, ou seja, variações periódicas ou sazonais da vazão de água, hidrologia, climatologia e estiagem. Além de comportamento em casos excepcionais como grandes enchentes, amplitude de sismo, etc.
O transporte de energia é um aspecto fundamental a ser considerado, já que a geração não deve estar muito afastada do ponto de consumo ou de uma linha e transmissão, a fim de reduzir custos.
O destino da energia deve ser considerado, pois todo o projeto deverá ser planejado baseado nele. Geralmente, uma PCH é construída a fim de abastecer um grupo, um povoado, uma aldeia ou uma cidade. Mas pode também atender às necessidades de fábricas ou indústrias.
Os tipos de PCH
Cada usina tem um tipo de turbina e instalação que levam em consideração os dados hidráulicos, queda e caudal.
Tubina Pelton
 
Esse tipo de turbina é utilizada em usinas de instalação de alta queda, superiores a 150m). Essas quedas são encontradas em declives com rápidos ou casacatas.
A Pelton utiliza geradores de alta velocidade e rotação, ou seja, superior a 1.000 rpm. A maior vantagem é que os custos são mais reduzidos do que as turbinas mais lentas.
Turbina Francis
 
Essa turbina é utilizada para quedas menores de 150 m e maiores de 15 m, considerada para queda média. A velocidade de rotação fica em torno de 750 a 500 rpm. Esse tipo de turbina não leva gerador, apenas um multiplicador, o que diminui consideravelmente seu custo.
Turbina Kaplan ou Hélice
 
A queda utilizada nessa turbina deve ser inferior a 15m. Tem uma rotação baixa que gira em torno de 70 a 350 rpm. Reduz custos com geradores e reduz o volume de obras civis com o uso de axiais de tipo Bulbo.
Desvantagens
Como as PCHs operam com fio d`água, ou seja, o reservatório não permite regularização no fluxo de água, pode acontecer estiagem e vasão torna-se menor que a capacidade das turbinas, tornando-a ociosa. No caso de vasões grandes, pode haver desperdícios de água.
Por esse motivo, as grandes centrais são mais vantajosas, pois o custo da energia produzida pelas PCHs torna-se elevados diante da continuidade e estabilidade das maiores.
Vantagens
As PCHs embora sejam mas custosas para o bolso, são mais baratas para a natureza, já que o impacto sócio-ambiental é muito menor, pois não interfere no curso da água e nem necessita de uma área muito grande para sua construção.
Com informações de Portal PCH
Fazendo música com Alta Tensão30/11/2010
A Bobina de Tesla é equipamento gerador de alta voltagem e frequência, criados pelo cientista Nikola Tesla.
As bobinas de Tesla são adequadas para modulação de áudio, por causa de seu alto nível de controle sobre o funcionamento sistema, Há muitas maneiras de modular com utilizando-se a SSTC - solid state tesla coil – (estado sólido da bobina de Tesla).
Existem dois tipos de SSTC, aquele em que se produz uma saída continua de faíscas e outro em que as faíscas são produzidas várias vezes com intervalo entre elas. Para produzir áudio, o primeiro tipo é o ideal.
A quantidade de energia gerada na saída de faíscas, chamada de plasma, modula o volume do plasma. Dessa forma, mudando o tamanho do plasma faz com que a expansão/ relaxamento do ar ambiente do plasma produza ondas sonoras.
Normalmente, uma bobina produz faíscas 120 vezes por segundo, mas é possível escolher a frequência que desejar. Portanto, é possível fazer com que as faíscas tenham uma frequência igual a de cada nota musical.
Para controlar a sucessão de notas, usa-se um micro-controlador. Trata-se de um programa que pode ser escrito a fim de abarca uma grande gama de frequências contínuas, teremos as notas musicais tais como as conhecemos.
O resultado disso podemos ver com experimentos feitos ao redor do mundo.
Confira o tema de “Os Caça Fantasmas” aqui.
Fontes:
http://stevehv.4hv.org/MusicalSSTCs.htm
http://hypescience.com/video-incrivel-a-guitarra-de-tesla/
http://www.tafixe.com/2010/10/22/videos/a-guitarra-de-tesla.php
B+M fecha parceria com a britânica EA Technology26/10/2010
Com 40 anos de experiência, a EA Technology oferece soluções com tecnologia de ponta para empresas do setor elétrico de todo o mundo. Entre seus clientes encontram-se empresas líderes no ramo da indústria, eletricidade, transporte e outras no Reino Unido e todo o mundo através de seus representantes.
No Brasil, a B+M tem a exclusividade de oferecer a seus clientes, os equipamentos e tecnologia fornecidos pela EA Technology. Somente conosco, você poderá adquirir os equipamentos originais e a qualidade EA Technology para sua empresa.
EA Technology junto a suas representantes, oferece consultoria, produtos e serviços para o melhor desempenho no manejo das redes de eletricidade. Sua liderança é fruto de sua excelência em engenharia. A EA Technology opera na vanguarda da tecnologia no setor de energia elétrica no Reino Unido desde o seu início. Em indústrias de distribuição de eletricidade ao redor do mundo, tem desenvolvido novas tecnologias e implementado valores às redes de eletricidade em todas as regiões do mundo .
Sua experiência estende-se tanto às técnicas de gestão, bem como de seus especialistas em consultoria na estratégia de gestão, a detecção de descargas parciais, regulação e por diligência regulamentar.
A EA Technology preza pela integridade e respeito com seus clientes e parceiros, além de investir em tecnologia de ponta para sempre trabalhar com serviços e produtos modernos que satisfaçam as necessidades de seus clientes.
Desde 1966, o Grupo de Tecnologia da EA tem evoluído pesquisas de domínio público e centros de desenvolvimento para o setor elétrico do Reino Unido, tranformando-se em um dos maiores especialistas mundiais em gestão eficaz na área de energia elétrica.
A EA Technology foi pioneira na criação e teste de muitas das inovações que conhecemos atualmente e fazem parte da moderna indústria da eletricidade, tornando as redes mais eficientes, confiáveis e seguras. Entre eles estão:
TEV (Identifying Transient Earth Voltage), é um importante indicador das condições da rede.
Desenvolvimento de um amplo leque de instrumentos para Descargas Parciais, com o Ultrasonic e o sensor TEV para indicar as condições em tempo real.
Desenvolvimento da Gestão Básica de Risco (CBRM) como um método novo abrangente para a gestão dos ativos elétricos em função da sua real condição.
UltraTEV Detector

Chegou o horário de verão, por que?18/10/2010
Todos os anos, entre os meses de outubro e fevereiro, alguns Estados brasileiros devem adiantar seus relógios em uma hora. O horário de verão é uma medida adotada pelo governo a fim de reduzir o consumo de energia elétrica, evitar colapso nas estações elétricas e aproveitar mais horas de claridade.
O horário de verão somente pode ser implantado sob decreto do Presidente da República, que toma decisão baseado nas informações geradas pelo Ministério de Minas e Energia. Este, por sua vez, baseia-se nos estudos realizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que também e responsável por indicar os Estados abrangidos e estabelece o período de duração da medida.
Benjamin Franklin, nos EUA, foi o primeiro em notar, já em 1784, que nos meses de verão, o sol nasce mais cedo. Sendo assim, ele concluiu que, se as pessoas adiantassem seus relógios em uma hora, as atividades do dia-a-dia terminariam antes do Sol se pôr, aproveitando mais a luz natural. Dessa forma, pouparia o consumo das velas usadas para iluminação artificial da época. Porém, suas observações não foram levada a cabo.
Anos mais tarde, na Inglaterra de 1907, o construtor William Willet, membro da Sociedade Astronômica Real, começou a campanha para o adiantamento de uma hora nos relógios do país durante o verão, pois, segundo ele, a medida reduziria desperdício de luz natural.  Mas foi somente em 1915, na Alemanha que tese de Willet foi posta em prática, após a sua morte.
No Brasil, foi no governo de Getúlio Vargas que o horário de verão foi utilizado pela primeira vez. Entre outubro de 1931 até março do ano seguinte, os relógios de todos os Estados do Brasil foram alterados. Mas, a medida não se repetiu por 18 anos até que, em 1985 os níveis de água dos reservatórios das hidrelétricas sofreram uma queda alarmante, então o presidente José Sarney decretou a implantação do horário de verão. A partir daí até 2010, a medida foi implantada todos os anos. Ao contrário de como aconteceu nas primeiras vezes, apenas os estados que compõe as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste adiantam seus relógios, já que os demais estados nãos recebem nenhum proveito com a medida.
Crepúsculo em São Paulo
O aproveitamento da medida ocorre no horário das 18h, quando a maioria das pessoas chega em casa e passam a utilizar a luz artificial e aparelhos eletrônicos, enquanto as indústrias ainda estão em funcionamento, ocasionando em sobrecarga no sistema elétrico. Com o horário de verão, as pessoa chegam às suas casas mais cedo e não coincide com as indústrias, além de a iluminação pública também ser acendida mais tarde.
Os meses de verão são escolhidos porque é quando os dias são mais longos, podendo-se aproveitar por mais tempo a luz natural do dia. Quanto mais longe da linha do equador, mais os dias são longos e as noites mais curtas, ou seja, no Brasil, os dias e as noites têm quase a mesma duração. Isso quer dizer que, em países como o Brasil o horário de verão não é muito eficiente já que a exposição à luz natural nos dias de verão aumenta apenas uma hora e meia.
Os países europeus se beneficiam muito com o horários de verão, pois a claridade vai até mais tarde. Além disso o crepúsculo é lento chegando a durar , enquanto no Brasil nos dias mais longos, o crepúsculo dura apenas 20 minutos, o que leva a questionar o sentido da implantação da medida. Isso acontece porque estamos muito perto da linha do Equador e do Trópico de Capricórnio.
Países que estão localizados em latitudes altas, como na Europa, os dias são longos naturalmente, porque o Sol nasce mais cedo e se põe mais tarde, além de ocorrer crepúsculos longos. Um exemplo é a França, que, no verão, o Sol aparece às 3 horas da manhã e se põe às 22 horas. Por isso, a adoção do horário de verão é muito mais aproveitada.
Crepúsculo na Europa. Foto-Peter Krämer
Os prós
O horário de verão gera economia que equivale a 2 mil megawatts, o equivalente a 3 turbinas da hidrelétrica Itaipu.
A medida também proporciona diminuição da carga no horário de pico, principalmente quando os níveis de reservatório de hidrelétricas estão baixos.
A população sente-se mais tranquila ao voltar para casa, pois a medida propicia maior segurança no fim da tarde com o dia ainda claro.
Foto- Antônio Cruz_ABr
Os Contras
O horário de verão trás consequências incômodas para o organismo, pois interfere diretamente no relógio biológico das pessoas. 
Com a mudança de horários o organismo deve sincronizar seus ritmos internos. Essa sincronização demora um tempo para se estabelecer e varia conforme a pessoa. Durante esse período, pode acontecer mal-estar, sonolência, entre outras alterações.
Devido a isso, o horário de verão é implantado nos domingos, para que as pessoas possam ter um “tempo livre” para adaptar-se ao novo ritmo.
 
As contas da energia vampira07/10/2010
Os equipamentos eletrônicos nos ajudam muito pelas facilidades que proporcionam. O chuveiro elétrico, a lava-roupa e outros, são praticamente fundamentais para otimizar o tempo gasto com atividades diárias, além do conforto de ter sempre água quentinha no banheiro e roupa limpa em minutos.
Porém, no nosso dia-a-dia nem nos damos conta de que pequenos detalhes são os causadores do desperdício de energia elétrica. Esta é sugada constantemente por um vampiro, muito perigoso para o meio ambiente e para a conta de luz no final do mês.
A energia vampira, também conhecida como energia fantasma ou standby, pode ser facilmente controlado com um pouco mais de atenção aos aparelhos eletrônicos que o permite entrar.

 

 

Que vampiro é esse?

O vampiro ataca sempre que há aparelhos plugados na tomada, mesmo que não estejam em uso. Ou seja, os equipamentos puxam a energia elétrica mesmo quando estão desligados.

No que diz respeito ao consumo de energia local, tais equipamentos gastam mais energia quando estão desligados do que em uso.  Isso acontece porque o aparelho fornece carga de energia constante, como o celular que se for mantido plugado na tomada, desperdiça até 50% da energia que consome, porque absorve energia mesmo com a bateria totalmente carregada.

Muitos equipamentos utilizam a eletricidade constantemente para manter o relógio ligado, seja ele externo ou interno. Existem alguns equipamentos que esse consumo se faz necessário, pois não podem ser desligados, como é o caso do refrigerador, que precisa monitorar a temperatura e ligar quando for preciso. Mesmo assim, a constância em que é aberto durante o dia, é uma energia gasta inutilmente, como também e o caso de manter o ar-condicionado ligado quando as janelas estão abertas.

 

 

Computadores e televisores, principalmente, que fornecem a opção do standby, são grandes vilões da energia vampira, pois, aquela luzinha que fica acesa direto, consome muito mais energia do que possa parecer. No caso dos televisores, além da luzinha, a energia é constantemente fornecia a fim de abastecer o dispositivo que aciona o controle remoto.

Os equipamentos não são totalmente desligados quando se aciona o botão de “desligar”, pois ficam preparados para serem usados a qualquer momento. Isso acontece muito no caso das impressoras, que ficam em modo standby por horas e horas esperando sinal dos computadores nela conectados.

Quem paga as contas no final?

As contas desse vampiro são muito elevadas, sobretudo quando considera-se todos os aspectos envolvidos. Além das contas domésticas, as usinas de energia elétrica, sejam elas, térmicas, nuclear ou hidroelétricas, devem produzir mais do que o necessário para suprir a demanda da energia vampira.

Resultado disso, é uma conta altíssima paga pelo meio ambiente. Não é somente as contas residenciais ou de uma cidade ou uma usina, trata-se de um processo global, onde o meio ambiente é quem leva a pior parte. Alguns reais a mais podem não fazer diferença em uma conta, mas a poluição e o impacto causados pelas usinas elétricas são devastadores e a energia vampira contribui para piorar esse quadro.

Quando o meio ambiente sofre, todos nós sofremos junto, já que é dele que retiramos todos os subsídios para nossa sobrevivência no planeta. Não é um problema pontual, ele envolve muito mais a iniciativa de cada um para que haja uma mudança significativa.

 

 

Como acabar com esse vampiro?

Pequenos hábitos do dia-a-dia são o suficiente para manter esse terror longe da sua casa.

Em primeiro lugar é importante saber quais são os equipamentos vampirescos. Depois, é só desliga-los da tomada quando não estão sendo usados.

Para facilitar, você pode plugar na tomada um filtro de linha ou um estabilizador, depois conectar os equipamentos vampirescos neles. Assim, quando não estiver usando-os é só desligar o filtro ou estanilizador, que todos os equipamentos serão desligados junto.

Vai comprar um equipamento novo?

Quando for substituir ou adquirir um eletrônico, sempre dê preferência àqueles que são mais econômicos. Há alguns que são projetados de maneira que consome energia à toa, por possuir baixa eficiência.

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) dispõe no seu website todos os produtos que consomem energia elétrica e que foram aprovados no Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), portanto foram autorizado a receber a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, ENCE, que mostra uma classificação que vai de A a E, sendo A o mais eficiente, ou seja, funciona com eficácia com baixo consumo de energia. Escolha àqueles que estejam com uma boa classificação, assim, o seu bolso e o meio ambiente agradecem.

 

B+M marca presença na 6ª edição do Workspot - International Workshop on Power Transformers07/10/2010

Por Danielle M. Bohnen

A 6ª edição do Workspot foi realizada entre os dias 25 e 28 de abril, contando com diversos debates, demonstrações, palestras e tutoriais sobre transformadores e reatores de potência. Organizado pelo comitê CE-A2, o evento contou com especialistas renomados internacionalmente, assim como as maiores empresas do Brasil apresentaram seus serviços e produtos na área de energia.

A Bohnen+Messtek recebeu mais de 200 visitantes no seu estande, onde foram apresentados equipamentos de última geração. Um deles é o MIDAS, medidor de fator de potência. Este equipamento é aplicado em disjuntores, cabos, pára-raios, transformadores, entre outros, sendo considerado o equipamento líder no campo de ensaios de alta tensão. Outros dos equipamentos apresentados pela nossa equipe foi o FRA, analisador de resposta de freqüência e o TTR, medidor de relação de transformação, ambos estavam energizados e os visitantes puderam observar o seu funcionamento.

A estrela do dia foi o Hydrocal, nosso último lançamento. Este equipamento é responsável por monitorar os gases e a umidade dos transformadores. Os visitantes tiveram a oportunidade de apreciar, além do seu funcionamento, toda a sua estrutura interna e entender como se dão as análises online dos gases dissolvidos, tais como hidrogênio e o monóxido de carbono, bem como é feita a análise da umidade formada pelo transformador, entre outras de suas funções.

O sucesso da nossa participação na Workspot coube ao nosso conhecimento dentro do campo de energia de alta tensão e à qualidade dos equipamentos com os quais trabalhamos. Há mais de 20 anos no mercado, nós, da B+M nos orgulhamos de sempre promover aos nossos clientes a tecnologia e as soluções necessárias para suas atividades na área de energia elétrica. Para comemorar esse sucesso, brindamos os visitantes com sorteios de kits e entrega de brindes em agradecimento ao público que esteve conosco e nos honrou com sua estimada presença em nosso estande.

Foz do Iguaçu

A Workspot foi realizada na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, na divisa com Argentina e Paraguai. Essa região é uma das mais importantes para o comércio turístico brasileiro, a cada ano recebe centenas de turistas que vêm para este cantinho do Brasil apreciar a natureza e a reserva de fauna e flora que são abrigadas nestas matas.
Considerado Patrimônio Natural pela UNESCO, o parque nacional onde se encontram as cataratas do Iguaçu, promove aos visitantes um contato direto com a natureza e a vida selvagem deste lugar. As cataratas consistem em quedas do rio Iguaçu, que vence o desnível do terreno e desemboca no rio Paraná em uma queda de 65 metros de altura.
Essas maravilhas naturais podem ser apreciadas pelos três países limítrofes e apesar de, no lado brasileiro, termos uma visão espetacular das cataratas, é no lado argentino que se pode chegar mais perto e fazer parte desse monumental espetáculo da natureza, caminhando pelas inúmeras passarelas que rodeiam as quedas.

Itaipu

É nessa região que localiza-se, também, a maior hidrelétrica não só do país, como do mundo inteiro. A Itaipu binacional, que divide sua capacidade elétrica entre Brasil e Paraguai, é a maior usina geradora de energia limpa e renovável do mundo. É responsável pela geração e transmissão de energia para a maioria das cidades brasileiras e paraguaias, fornecendo 19% de toda a energia consumida no Brasil e 90% da consumida no Paraguai.
A barragem de Itaipu foi construída no Rio Paraná e conta com 7.235 metros de comprimento e 196 metros de altura, com capacidade de geração de 14GW e vazão de 62,2 mil metros cúbicos por segundo.
Detector Ultra Sônico de Descargas Parciais28/09/2010

UltraTEV Detector™

Detector Ultra Sônico de Descargas Parciais

BENEFÍCIOS

Identifica os defeitos antes que causem falhas
·         Verifica instantaneamente atividades de Descargas Parciais
·         Detecta atividade de Descargas Parciais na superficiais e internas
·         Instrumento essencial para a proteção pessoal
·         Requer treinamento mínimo
·         Baixo custo, alta produtividade
DESTAQUES
TECNOLOGIA DE SENSOR DUPLO
·         Sensor ultrassônico detecta atividades de DP além da faixa audível
·         Sensor TEV (Transient Earth Voltage) detecta atividades de DP como efeitos do potencial transitório de terra
·         Ambos os sensores são calibrados para indicação instantânea quando a atividade de DP se encontra num nível potencialmente crítico  
INDICAÇÃO CLARA
·          LED verde indica que o equipamento está trabalhando normalmente
·          LED âmbar indica atividade de DP que requer monitoramento mais frequente
·          LED vermelho indica atividade de DP que requer investigação imediata – e indica perigo potencial a pessoas
FÁCIL DE USAR
·         Operação de um único botão para iniar a operação
·         Leve, portátil e ergonomicamente projetado
·         Kit completo com estojo, proteção contra choques e carregador de baterias

 

O centro da Terra como gerador de eletricidade: Energia Geotérmica27/09/2010
Por Danielle Bohnen
A Energia Geotérmica, assim como o próprio nome sugere, é a energia que se encontra abaixo da superfície terrestre. Abaixo da crosta há uma camada de rocha líquida, o magma, que por muitas vezes escapa do centro da terra através dos vulcões.
Os reservatórios de água subterrâneos são aquecidos pela proximidade com o magma. A água pode ultrapassar os 200ºC. Em certas regiões, a água sobe à superfície e constitui lagos de águas quentes, que podem ser usadas para aquecer residências, em piscinas termais e produção de eletricidade.
Como acontece
Nas áreas do planeta onde o vapor, águas e pedras quentes são abundantes, pode-se produzir energia elétrica.
Ou seja, são abertos buracos no solo para atingir os reservatórios, depois a água e o vapor são drenados à superfície através de tubos. O vapor é conduzido à central elétrica, onde faz girar as turbinas. Dessa forma, a energia mecânica das turbinas transforma-se em energia elétrica através do gerador.
Depois o vapor é encaminhado a um tanque onde é arrefecido. Em forma de água novamente, é encaminhado ao reservatório para reiniciar o processo.
Fonte de Energia
A Energia Geotérmica é considerada limpa, mas não-renovável, porque todos os recursos são esgotáveis e o fluxo de calor é muito pequeno (0,04 a 0,06) W/m2, então não compensa o os custos de extração. Ainda que seja em áreas onde o fluxo de calor é alto, a extração é igualmente alta a fim de gerar eletricidade para fazer funcionar a usina, o que acaba esgotando gradualmente do campo em algumas décadas, ao passo que sua recuperação leva séculos.
Na superfície existe um gradiente de temperatura bastante amplo, que indica a movimentação do magma e das placas tectônicas. O calor é medido levando em consideração o fluxo do magma e também a presença de água, vapor, isótopos radioativos (urânio, tório e potássio), bem como reações químicas.
Para que um área seja propícia para ser utilizada, além de possuir um amplo gradiente de temperatura, deve apresentar fontes de água ou gases. Os campos de extração devem ser explorados de forma cautelosa, pois a forma como é feita a retirada pode influenciar na sua vida útil.
Uma forma de evitar esgotamento rápido é reintroduzindo água dentro do reservatório. Esse método é caro e pode diminuir a temperatura dentro do reservatório, mas minimiza o impacto ambiental. Ainda assim, deve-se analisar o local para evitar problemas na reintrodução, pois isso depende muito das condições de cada ambiente.
Um fator determinante para a construção de usinas geotérmicas é o custo que envolve a perfuração, que é similar às técnicas usadas na extração de combustíveis fósseis, mas pela alta temperatura e processos corrosivos requerem componentes específicos, mas não se faz necessário o uso de combustíveis para o seu funcionamento.
Para que a perfuração seja bem-sucedida deve-se ter a temperatura adequada e pressão como função da taxa de calor; entalpia do fluido, composição química.
Perfuração para teste de reservatóriona California. Foto: Jim Wilson-The New York Times
A Energia Geotérmica está ainda em estudos, mas há resultados que comprovam ser uma fonte mais barata que combustíveis fósseis e usinas nucleares. A emissão de gases é pequena e pode ser tratada.
As usinas são mais importantes e bem-sucedidas encontram-se na Califórnia, EUA. Lá existem 14 locais onde ideais para a produção eletricidade com a Energia Geotérmica. Alguns ainda não são explorados, pois os reservatórios de água são muito pequenos e isolados, ou a água não é quente o suficiente. As usinas que já estão em operação geram energia suficiente para abastecer 2 milhões de casas.
Usina geotermica na Califórnia
Meio Ambiente
Os impactos ambientais apesar de menores do que os causados por usinas e extração de combustíveis fósseis, devem ser levados em consideração.
Pode haver poluição de água de rios e lagos, pois há possibilidade de contaminação na região da usina, com elementos tais como mercúrio, arsênio e boro, que são encontrados em quantidade significativas.
A poluição atmosférica é outro problema ambiental enfrentado por essa tecnologia, pois os fluxos geotérmicos contém gases que são liberados à atmosfera junto com vapor de água. Esses gases são sulfurosos, tem um cheiro desagradável, propriedades corrosivas e são nocivos à saúde. Além disso o escape de calor pode aumentar a temperatura do ambiente na região próxima à usina.
Outro risco é de aluimento da terra, quando uma grande quantidade de fluido é retirada. Por isso, para evitar que aconteça algum tipo de abalo, deve-se injetar água, ainda assim com muita cautela e levando em consideração as características específicas de cada região.
A questão sonora é outro fator a ser levado em consideração. A extração dos fluidos bem como o funcionamento das máquinas dentro da usina, são operações emitem um ruído incômodo, que pode ser ouvido por toda a região onde está instalada. Isso pode afetar comunidades próximas bem como a fauna da região. Existem métodos de abafamento que podem ser utilizados para amenizar o impacto. Muitas vezes com estudos da topografia da área, o ruído pode ser bloqueado.
Consumidores de energia elétrica podem ter órgão específico para defender seus interesses27/09/2010
"os consumidores cativos não se fazem representar coletivamente e não dispõem de instrumentos para analisar mais profundamente questões normalmente complexas", disse o senador Renato Casagrande
A criação de um órgão específico para representar os consumidores de energia elétrica e defender seus interesses em diferentes fóruns é o objetivo de projeto (PLS 105/10) do senador Renato Casagrande (PSB-ES) em exame pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O órgão terá o nome de Conselho Nacional de Consumidores das Prestadoras de Serviços Públicos de Distribuição de Energia Elétrica (Conacon).
O senador argumenta que enquanto, nos debates sobre questões referentes à indústria da energia elétrica, agentes como distribuidores, transmissores, geradores e mesmo grandes consumidores participam munidos de análises e informações que os amparam na defesa de seus interesses, "os consumidores cativos não se fazem representar coletivamente e não dispõem de instrumentos para analisar mais profundamente questões normalmente complexas"
Atuação
O Conacon, segundo o projeto, terá, entre suas funções, o estabelecimento de canais de interlocução com consumidores de todas as categorias atendidas pelas concessionárias de distribuição de energia elétrica; a participação em audiências públicas e a defesa dos interesses dos usuários em todos os fóruns; além do acompanhamento dos processos administrativos de interesse dos seus representados junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Com sede em Brasília, o Conselho Nacional será integrado por um conselheiro-presidente e cinco conselheiros, cada um representando as seguintes classes de consumo: residencial; industrial; comercial, serviços e outras atividades; rural, e iluminação pública. Eles serão designados pelo presidente da República, após aprovação do Senado Federal, para um mandato de quatro anos, sendo permitida uma recondução ao cargo. A atividade será remunerada com valor a ser fixado pelo Executivo.
Está prevista também a criação de conselhos regionais de consumidores nas cidades-sede de cada concessão, que serão integrados por representantes das principais classes de consumo e por membro do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) e do Ministério Público. Caberá ao Conacon a indicação dos dirigentes e conselheiros desses organismos, que deverão substituir os atuais conselhos de consumidores, medida que Casagrande considera essencial para libertá-los da tutela das concessionárias de distribuição de energia elétrica.
Segundo o projeto, o presidente e o secretário-executivo dos conselhos regionais de cada área de concessão trabalharão em regime de dedicação exclusiva e, para tanto, receberão remuneração a ser definida pelo Conacon.
Recursos
A instituição de um Fundo de Defesa dos Usuários de Serviços Públicos de Energia Elétrica para a manutenção do Conacon e dos conselhos regionais também está prevista no projeto. Multas aplicadas pela Aneel, quando não forem mais necessárias à universalização do serviço público de energia elétrica; e recursos provenientes de convênios estão entre as fontes de receita desse fundo. Se for necessário, parcela da taxa de fiscalização de serviços de energia elétrica arrecadada pela agência reguladora também integrarão as receitas.
Casagrande argumenta ser crucial a independência financeira do Conacon e dos conselhos regionais para a defesa eficiente dos consumidores cativos, tendo em vista serem eles o elo frágil da cadeia de agentes que se relacionam na indústria de energia elétrica.
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) é o relator da proposição na CAE. Após exame dessa comissão, o projeto seguirá para votação da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e, em seguida, da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), recebendo decisão terminativa nesta última.
Fonte: Senado.gov.br
Inovação e Tecnologia: Célula a Combustível21/09/2010

Por Danielle Bohnen

Os problemas enfrentados pelo setor de energia elétrica, como, o esgotamento de combustíveis fósseis, poluição ambiental, riscos, etc, fazem com que diversos países passem a investir em tecnologias que sejam ao mesmo tempo eficientes e renováveis. Quanto menor impacto ambiental aliado às facilidades, custos baixos e bom desempenho, tanto melhor para todas as pessoas e ao meio ambiente.
Dentro deste contexto aparece a célula a combustível, uma tecnologia nova que pode ser uma das alternativas para a energia elétrica do futuro. Atualmente, estudos dessa tecnologia estão cada vez mais buscando maneiras de melhorar seu desempenho e diminuir os custos, pois é uma fonte de energia eficiente e pouco poluente. Uma célula de combustível pode converter mais de 90% da energia de um combustível em eletricidade e calor.
RCU 1-10 kW AC da HPower
 
O que é?
A célula a combustível trata-se de um aparelho conversor de energia eletroquímica, ou seja, é capaz de converter elementos químicos, como o hidrogênio e o oxigênio em água, durante esse processo gera a eletricidade.
A tecnologia da célula a combustível tem o mesmo princípio de uma bateria. Esta contém dentro de si, todos os elementos químicos a fim de convertê-los em eletricidade. Porém, neste caso, há uma vida útil, que depois de perder sua eficiência, deve ser descartada.
Pois bem, a célula a combustível funciona como uma bateria, mas, ao contrário dela, nunca morre, pois os elementos químicos fluem constantemente para ela. Enquanto existir elementos fluindo, a célula estará gerando eletricidade. Os elementos mais comumente utilizados, são o hidrogênio e o oxigênio.
Por sua capacidade de conversão e por ser uma tecnologia renovável, a célula a combustível é capaz de gerar eletricidade com mais eficiência do que os motores de combustão e à gasolina. Portanto, a célula a combustível pode substituir esses equipamentos futuramente.
Funcionamento
A tensão fornecida pela célula a combustível é de corrente contínua (CC), utilizada em motores, lâmpada e certos aparelhos. Para aparelhos de corrente alternada se faz necessário o uso de um conversor.
Existem vários tipos de células a combustível, sendo que cada uma tem um processo químico específico para seu funcionamento. Alguns são aplicados em geração estacionária de energia elétrica, outros podem ser utilizados em equipamentos portáteis ou automóveis.
Foto cedida por Ballard Power Systems Protótipo de um carro movido à célula a combustível
 
Célula a combustível com membrana para troca de prótons (PEMFC)
Trata-se de uma das tecnologias mais promissoras. Pois, é o tipo de célula que substituirá os motores automotivos e poderá ser usada inclusive em residências. PEMFC é a que funciona com o tipo mais simples de reações.
Como funciona a PEMFC?
O ânodo é o polo negativo da célula e desempenha diversos papéis. Ele é responsável por levar os elétrons liberados da molécula de hidrogênio, os quais são utilizados no circuito externo, que dispersa, através de canais, o gás hidrogênio da mesma forma, sobre a superfície do catalisador.
Já o polo positivo, denominado cátodo, tem outros canais que são responsáveis por distribuir o oxigênio na superfície do catalisador. Além disso, leva os elétrons para retornarem do circuito externo, que, a partir de então, são recombinados com os íons de hidrogênio e oxigênio, dessa combinação, temos água como resultado.
A membrana, denominada eletrólito, é a que faz a troca dos prótons, ou seja, somente conduz íons carregados positivamente, bloqueando os elétrons.
Já o catalisador trata-se de um material que é responsável por facilitar a reação entre os elementos. É feito de pó de platina, é grosseiro e poroso, para que a área superficial de platina fique, ao máximo, exposta aos elementos.
 
A reação química de cada célula produz cerca de 0,7 volts, ou seja, para que o valor seja significativo a ponto de ser utilizado em diversas aplicações, várias células devem ser combinadas, formando, assim, uma bateria de células a combustível. Assim, o sistema de células tem a vantagem de ser modular e, por isso, pode ser construído para diversas potências elétricas.
Uma das maiores vantagens desse tipo de célula, a PEMFC, é o fato de operar em temperaturas baixas, de 80ºC, portanto pode se aquecer rapidamente e não dependem de estruturas de contenção. 
O oxigênio utilizado para seu funcionamento é facilmente obtido do ar, porém com o hidrogênio a coisa complica. A célula a combustível ainda não é utilizada em nível comercial, pois o hidrogênio oferece algumas limitações. Um delas é a falta de tubulações para as residências e também não existem bombas de hidrogênio em postos para automotivos.
Além disso, o hidrogênio não é fácil de ser armazenado, nem distribuído. Essa questão pode ser resolvida com um equipamento específico denominado reformador, que é responsável por transformar combustíveis de hidrocarboneto ou álcool em hidrogênio, para que assim, possa alimentar a célula. Porém, os reformadores geram calor em demasia e emitem outros gases além do hidrogênio. Ou seja, não são capazes de produzir hidrogênio puro, valendo-se de outros aparelhos que purificam o gás, sem ainda obter um resultado ideal.
Os combustíveis mais propícios para serem utilizados nas células domiciliares, são o gás natural, o propano e o metanol, pois já dispomos de estrutura em residências que transportam esses combustíveis.
O combustível ideal para células em automotivos, é o metanol, pois é um líquido transparente com propriedades semelhantes às da gasolina, ou seja, é fácil de transportar e distribuir.
O maior desafio encontrado pelos pesquisadores além da questão do hidrogênio, é substituição da platina, já que trata-se de um metal raro e extremamente caro.
Por que células a combustível?
Um dos principais objetivos que levam muitos países a investirem em experimentos e estudos em torno desta tecnologia, é a poluição ambiental. Por exemplo no caso de veículos automotivos, torna-se claro que o uso de baterias de células a combustível é mais eficiente e muito menos poluente, por ser uma tecnologia renovável, em relação à eficiência mecânica.
Tipos de células a combustível
Células a combustível do ácido fosfórico (PAFC)
Demora mais tempo para se aquecerem, por isso não são ideais para uso automotivo, mas poderão empregadas em pequenos sistemas estacionários de geração de energia.
Células a combustível de óxido sólido (SOFC):
São ideais para geradores de energia estacionários em grande escala, para fornecimento de eletricidade em fábricas e cidades. Trabalham em temperaturas que superam os 10000ºC, então o vapor resultande pode ser reaproveitado pelas turbinas aumentando a geração de energia elétrica, contribuindo para o aumento da eficiência de todo o sistema.
Células a combustível de carbono fundido (MCFC)
Trabalham de forma semelhante às SOFC, porém a temperaturas que não passam de 600ºC, fato que traz algumas vantagens. Pode ser aplicada em grandes geradores estacionários, mas não requer materiais altamente resistentes ao calor.
Células Combustíveis Alcalinas (CCA)
Aqui, a redução de oxigênio no cátodo é mais rápida, então podem ser utilizados metais menos nobres na sua estrutura. Mas, os elementos alcalinos dissolvem o gás carbônico, o que torna o funcionamento mais complexo, apesar de apresentar custos mais baixos.
Aplicação das células
Os carros serão abastecidos por células a combustível em lugar de baterias e motores como conhecemos hoje. As células serão abastecidas com metanol ou gasolina. Em futuro a longo prazo, podemos pensar inclusive em tecnologias que possam armazenar o hidrogênio sem o uso de reformadores.
Essa tecnologia já está sendo testada há anos nos EUA. Os ônibus de algumas cidades, são movidos por células de combustível. A princípio, a bateria era muito grande, ocupando 1 terço do veículo, mas, hoje em dia, os avanços nesta área já puderam proporcionar células mais eficientes e menores.
onibus apresentado pela empresa Ballard Power Systems em 1993
Em caso de eletrônicos portáteis, as células substituem a bateria. A célula a combustível proporciona uma vida útil mais longa do que as baterias comuns, pois poderá ser recarregada por combustível facilmente.
Nas residências a geração de energia elétrica por células a combustível já está sendo usada em algumas áreas nos EUA. O sistema utilizado serve-se de gás natural e produz 7 Wh de energia. Este sistema não só proporciona energia como, também, calor, que pode ser utilizado no aquecimento de água e aquecedores.
Foto cedida por Ballard Power Systems Bateria de células combustível capaz de mover um automóvel
As centrais de produção podem ser construídas perto dos centros de consumo, o que reduz os gastos com transmissão e transporte. Sendo assim, podem substituir as usinas termoelétricas que utilizam combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica, altamente poluidores e não-renováveis. Isso acontece porque as centrais de células a combustível tem emissões dez vezes menores do que preveem as normativas ambientais, ou seja, produzem um número bastante pequeno de dióxido de carbono.
estação eletrica estacionaria
Por não possuírem parte móveis, as células a combustível são mais confiáveis que os motores de combustão, que sofrem travas e falhas durante o funcionamento. Além disso, tem grau de ruído muito aquém às usinas que funcionam a vapor.
Soluções
Pesquisas ao redor no mundo, tentam encontrar soluções para as barreiras que a tecnologia das células a combustível ainda apresentam. Existem testes feitos com bio-combustíveis, visto que usar gás natural e gasolina, pode reduzir a poluição do ar, mas os problemas causados pela erosão e exploração de combustíveis fósseis continua.
De acordo com a revista Inovação e Tecnologia, cientistas estadosunidenses da Universidade da Pensilvânia, construíram um protótipo de células a combustível alimentado por microorganismos. Isso quer dizer que, além de gerar energia elétrica, o sistema é capaz de purificar água de esgotos.
A célula alimentada por bactérias funciona de maneira similar às células à combustível , ou seja gera eletricidade a partir de uma reação química. A diferença é que no lugar de combustíveis, micróbios e bactérias metabolizam seu alimento, liberando elétrons e assim, corrente elétrica estável.
celula de microroganismos
Esse sistema é adequado para tratamento de esgoto e tem a vantagem de liberar eletricidade como “sub-produto”. A célula é constituída de um cilindro plástico onde encontra-se oito anodos de grafite e no centro o cátodo. A água suja é bombeada para o interior da câmara e serve de alimento para os microorganismos. As bactérias ficam no anodos, assim, os elétrons liberados por elas, fluem ao longo do circuito, que interconecta anodos e catodos.
Fonte:
Inovação e Tecnologia
HSW
Planeta Clix
Energia vital: Oceano e mares promessa da energia elétrica do futuro13/09/2010
Por Danielle Bohnen
O mundo foi criado a partir dele, que toma conta de 70% de toda superfície terrestre, portanto, não é de se admirar que o oceano é uma grande promessa para a energia do futuro. Pesquisas demonstram que os ciclos naturais que envolvem os fenômenos marítimos são dotados de grande potencial energético, capazes de serem reaproveitados para gerar energia elétrica de forma limpa e renovável, com mínimo impacto ambiental.
Existem três formas de se aproveitar dos recursos energéticos do mar: a energia das ondas, o movimento das marés e a diferença entre temperaturas. Para saber qual delas é mais propícia para cada região, deve-se levar em conta os diversos recursos oferecidos pela região, bem como, as mudanças climáticas, que também determinam o potencial de cada região em geração de eletricidade.
Apesar de muitos avanços de estudos nesta área, é pequeno o número de energia elétrica gerada através dos mares. Tudo começou a ser pesquisado, com a crise do petróleo e, de olho no futuro, empresas passaram a se preocupar com o fim das reservas naturais de combustíveis fósseis e procuram novas alternativas, mais eficientes e menos agressivas para o meio ambiente para manter o mundo funcionando com a eletricidade.
O sol e o vento: energia das ondas
As ondas são formadas a partir dos ventos. Estes, por sua vez, se formam por causa da energia solar. Dessa forma, podemos dizer, que as ondas dependem do Sol para se formarem. (Veja Energia Solar)
A energia do Sol aquece a Terra e, dependendo de formações naturais e sua orientação em relação ao Astro-Rei, algumas regiões são mais aquecidas do que outras. O ar atmosférico também é aquecido pela energia solar e a parte mais quente torna-se menos densa, portanto conforme esquenta, começa a subir. Mas como não existe espaço vazio, o ar mais frio “toma o lugar” do ar que está subindo. Esse ar em movimento é o vento, aquela brisa fresquinha que vem do mar em dias de sol na praia. (Veja Energia Eólica)
O vento corre na superfície da água, fazendo uma fricção que causa ondulações e a constância somada à pressão do vento sobre às ondulações, forma-se o acúmulo de água, que são as ondas grandes. O tamanho das ondas é determinado pela velocidade, tempo de duração e da distância percorrida pelo vento. Quanto maior esses fatores são, maior a onda será. Portanto, a energia das ondas é formada pela energia cinética do vento que por sua vez foi formada pela energia térmica do sol.
Cabe analisar que as ondas movimentam a energia e não deslocam água. A água se movimenta de forma circular, empurrando as moléculas quando chocam-se, passando a energia de umas às outras até a sua dispersão.
A importância da energia das ondas, é que oferece algumas vantagens em relação à captação direta da energia eólica. Em primeiro lugar, as ondas do oceano têm alta densidade energética, ou seja, elas são capazes de recolher maior volume de energia em tempo menor que os ventos. Além disso, embora o movimento das ondas seja inconstante, é mais confiável e fácil de prever para onde as ondas vão se mover do que para onde o vento vai soprar. Ademais, com um “empurrãozinho” do vento, a onda pode percorrer uma grande distância sozinha, portanto o oceano tem grande capacidade de armazenamento energético. As ondas grandes e fortes são as que mais geram energia e, por isso, são ideais para a geração de energia elétrica.
Perspectivas feitas através de estudos, mostram que a geração de energia elétrica pode atingir a margem dos 10% de toda a energia gerada no mundo em alguns anos, já que, são capazes de produzir uma quantidade enorme de energia e apenas uma pequena parte dela é necessária para a geração de eletricidade. Mas para que isso aconteça, deve-se desenvolver métodos que sejam capazes de recolher e armazenar esta energia.
Atualmente, os sistemas são pequenos, portanto mais utilizados para iluminar uma casa ou bóias de avisos do mar.
Braços mecânicos que acionam bombas hidráulicas
Terminadores
Trata-se de equipamentos que capturam a energia das ondas em posição perpendicular ao seu movimento. Consistem em uma parte fixa na terra ou no fundo do mar e outra que move de acordo com a onda. O movimento da parte móvel pressuriza o ar que move a turbina, que por sua vez, manda a energia mecânica para o gerador que a transforma em elétrica.
Coluna Oscilatória de água (COA)
É um tipo de terminador, formado por duas aberturas. Uma que está localizada no fundo, permite que a água entre na coluna, empurrando o ar para cima. A outra fica no topo e é por onde entra e sai o ar da coluna. Ou seja, as ondas enchem a coluna de água, pressurizando o ar de dentro, forçando-o a sair pela abertura de cima. A pressão do ar faz girar a turbina. Quando a onda desce, suga o ar de volta para baixo, então o ar gira a turbina novamente, mas com o movimento inverso.
Dispositivo de Alagamento
Trata-se de um terminador que conta com uma parede. A água passa por cima da muralha e enche o reservatório, que recolhe a água. Esta entra e sai por uma abertura e ao passar, aciona a turbina.
Salter`s Duck
É o tipo de terminador mais conhecido. Neste caso o equipamento inclui uma cabeça flutuante, em forma de gota que aciona a turbina. Apesar de ser considerado o projeto mais eficiente, ainda não foi construído na prática.
Palemis
Trata-se de um equipamento que se movimenta paralelamente ao movimento da onda e consiste em uma série de cilindros longos flutuantes que estão conectados entre si por dobradiças e são instalados no leito do mar. O movimento dos cilindros faz acionar aríetes hidráulicos nas seções conectadas, que por sua vez, acionam o gerador. Este envia a energia elétrica ao fundo do mar por um cabo que está conectado a outro conectado à terra.
Absorvedor Pontual
São equipamentos que não são instalados em relação ao movimento das ondas, portanto podem absorver a energia das ondas que vêm em qualquer direção.
O mais conhecido entre eles é chamado de Aquabuoy. Trata-se de um tubo vertical sob a água, quando as ondas passam, acionam um pistão, que consiste em um disco flutuante conectado a bombas e mangueiras. De acordo com a Finavera, desenvolvedora do equipamento, o movimento pressuriza a água no interior do tubo e movimenta uma turbina conectada a um gerador elétrico.
Simulação Usina de ondas no Tanque Oceânico da COPPE
Dificuldades
Mas por que a energia das ondas não é usada atualmente?
Existem alguns problemas que envolvem a questão das usinas que recolhem a energia das ondas. Os métodos de conversão já estão sendo desenvolvidos e testados, porém, todos os que foram feitos até hoje, não correspondem com as necessidades práticas comerciais, pois não apresentam conversão de energia eficiente, apesar de já existirem avanços muito significativos nesta área.
Um dos maiores problemas é a frequência das ondas, que por serem muito baixas na maior parte do planeta, não são capazes de acionar a turbina de forma eficiente. Assim, é necessário o estudo de materiais, aparelhos e técnicas capazes de reverter este quadro para o aproveitamento da energia das ondas. Além disso, os custos para criação, instalação e manutenção de tais equipamentos deve ser aquém aos das outras fonte de energia para que seja economicamente viável e interessante e, dessa forma, ter os requisitos mínimos para competir no mercado.
As melhores áreas para a implantação de projetos de usinas de energia das ondas são aquelas que estão entre 30 e 60 graus de latitude. Nos EUA, a zona do Oregon é a mais indicada; Na Escócia é um país ideal, já que recebe fortes ondas, assim perfeito para o desenvolvimento de métodos de captura. Portugal há alguns anos já investe de forma pioneira em fazendas de ondas com o método Palemis.
Além disso tudo, um fator importante é a eficiência na armazenagem da energia das ondas, pois apesar serem mais confiáveis do que os ventos, ainda apresentam porcentagem de variação da qual não podemos deixar de lado, já que pode interferir no volume de energia elétrica gerada. Ademais, o contrário também pode acontecer, ou seja, o clima pode torna-se severo demais e danificar os equipamentos. Assim, torna-se necessário que se desenvolva aparelhos eficientes e duráveis, o que aumenta os custos e caímos de novo na questão econômica.
Tanque Oceânico da COPPE
Energia das Marés (Maremotriz)
O nível do mar nunca permanece igual durante as 24 horas de um dia. Trata-se do fenômeno chamado de maré, que é o movimento de subida e descida do nível das águas do mar. Responsável também por tornar viável as usinas hidrelétricas. A energia das marés é uma fonte limpa, renovável e não-poluente.
Como acontece?
As marés ocorrem devido à força gravitacional do Sol e da Lua, diferenças que acontecem a cada 12 horas.
O método mais utilizados assemelham-se aos das hidrelétricas. Forma-se um reservatório junto ao mar com as barragens de eclusas que permitem a entrada e saída da água. O movimento da água na maré alta, faz a água entrar e aciona turbinas que são ligadas em geradores de eletricidade. Quando a maré baixa, a água sai e esvazia o reservatório, passando de novo pela turbina em sentido contrário. Mas, para que isso seja possível, deve-se ter um desnível de no mínimo 5,5 metros, o que torna sua instalação difícil, já que são poucos os lugares propícios.
Os desníveis e marés mais importantes do mundo estão na Baía de Fundy, no Canadá e na Baía de Mont-Saint-Michel, na França, as duas contam com mais de 15 metros. Já no Brasil, os locais mais propícios são estuários do Rio Bacanga em São Luís, no Maranhão, que apresentam marés de até 7 metros e na Ilha de Maracá no Amapá, que conta com marés de até 11 metros.
Ambiente
Os impactos ambientais causados pela instalação de usinas de marés, é sobre a fauna e a flora marítima. Mas, são muito menores do que os causados por hidrelétricas de rios, onde se constroem lagos para os reservatórios.
A energia das marés é melhor aproveitada em lugares que ofereçam diferenças grandes entre as marés altas e baixas e onde haja espaço para a construção do reservatório.
Mas existem problemas semelhantes aos da energia das ondas. Ou seja, a eficiência energética depende do ciclo das marés e sua amplitude, assim torna irregular a geração de energia elétrica, levando a considerar o desenvolvimentos de métodos para que isso não prejudique o fornecimento de energia.
Energia Maremotriz
Energia Térmica dos Oceanos (Gradientes Térmicos Verticais - termoclina)
Existe uma diferença de temperaturas entre a superfície e o fundo do mar, pois a primeira recebe mais incidência de raios solares. Devido a isso, é possível armazenar a energia solar e depois convertê-la em energia elétrica. Mas, para isso, a diferença de temperatura deve ser mais de 27ºC, para que se possa vaporizar fluídos de baixo ponto de ebulição.
As usinas responsáveis pela geração de energia elétrica a partir da diferença de temperaturas do oceano, utilizam um sistema de tubos circulares onde o vapor alimenta uma turbina que manda a energia a um gerador para a produção de energia elétrica. Depois, o fluido vaporizado é reaproveitado por condensação na parte fria do mar.
Existem dois tipos de usinas: as de sistema aberto, onde é usada como fluído a própria água do mar; e fechado, onde são utilizados como fluídos, o amoníaco, cloreto de metila ou dióxido de hidrogênio.
Sistema Aberto
A água quente da superfície é bombeada a uma câmara a vácuo. Ali, ela evapora e se expande, movimento que faz acionar as turbinas. A água fria do fundo, por sua vez, é bombeada para o sistema e condensa o vapor. De volta em forma líquida a água é doce e pode ser aproveitada para o consumo.
Sistema Fechado
O sistema OTEC (Ocean Thermal Energy Conversion) consiste em evaporar a amônia, com água quente da superfície, que movimenta as turbinas que estão ligadas a um gerador. Depois a amônia condensa-se na água fria ao ser bombeada para o nível abaixo, assim, já em forma líquida de novo, volta ao sistema.
O sistema
O sistema térmico dos oceanos ainda estão em fase de pesquisas, portanto não existe nenhuma usina com fins comerciais e de alta geração energética. Algumas usinas-piloto foram construídas em Porto Rico, Cuba e EUA, para testes.
O gradiente térmico vertical, termoclina, pode acontecer diariamente quando se considera as diferenças de temperatura entre o dia e a noite. Pode ser também sazonal, ou seja, ocorre apenas no verão em regiões de clima temperado. Ou ainda permanente, ocorrendo o ano todo em regiões banhadas de sol e calor o tempo todo, como nas regiões de clima tropical, nesse caso, a diferença térmica é muito mais acentuada.
Após tentativas fracassadas na implantação de usinas de gradiente térmico vertical por alguns países, entre eles, o Brasil, os EUA avançaram as pesquisas nos anos 70 a fim de aprimorar as técnicas e reduzir custos.
O governo estadosunidense junto a empresas privadas, construiu um sistema pequeno de OTEC em um navio no Havaí. O sistema é capaz de alimentar a iluminação do navio e manter os computadores funcionando.
Fontes:
HSW
ABC da Energia
Planeta Sustentável
CEPA
Portal São Francisco
O Eco
Ibama cria grupo de trabalho para hidrelétricas13/09/2010
Por Luciano Costa
O Ibama criou, nesta semana, um Grupo de Trabalho voltado exclusivamente para a avaliação ambiental de hidrelétricas. Diretamente vinculado à diretoria de licenciamento ambiental, o GT foi oficializado por portaria assinada pelo presidente do órgão, Abelardo Bayma, e publicada no Diário Oficial da União.
O texto da portaria cita "a necessidade de fortalecimento das equipes técnicas que atuam com licenciamento ambiental de aproveitamentos hidrelétricos" e "os prazos legais estabelecidos para as análises" como alguns dos motivos que levaram à criação do grupo.
Entre as atribuições da nova equipe, está a análise e avaliação tácnica dos procedimentos de licenciamento e de outras autorizações complementares demandadas pelos projetos, como supressão de vegetação e colheta de fauna.
A equipe do GT é constituída de analistas ambientais do Ibama, em sua sede, e de profissionais das superintendências do órgão nos Estados. A gestão da equipe fica a cargo Coordenação Temática de Licenciamento de Hidrelétricas do Ibama.
Diretoria
O órgão também promoveu nesta semana alterações em sua diretoria de licenciamento, que foi assumida por Gisela Damm Forattini. Formada em Engenharia Civil (UFES), a profissional é mestre em Ciências na área de Recursos Hídricos e Saneamento (COPPE/UFRJ) e pós-graduada em Limnologia e Manejo de Represas (USP/São Carlos).
Forattini foi diretora de Controle Ambiental do Ibama, Coordenadora técnica do Projeto GEF/ANA para o Pantanal e Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai e Coordenadora Adjunta do Proágua Semi-Árido (MMA). Foi também, por 5 anos, superintendente de Fiscalização da Agência Nacional de Águas (ANA), e ainda chefe de Gabinete substituta e diretora substituta da agência. A servidora trabalha há 27 anos na área de Meio Ambiente e da Gestão Integrada dos Recursos Hídricos.
Fonte: Jornal da Energia
Combustíveis fósseis: bem econômico, mal para o ambiente08/09/2010
Por Danielle Bohnen
A evolução da industrialização mundial tornou cada vez mais necessário o uso da energia. Por causa disso, iniciou-se uma busca frenética por recursos que disponibilizassem de forma abundante a energia exigida pelo mundo moderno, que fosse também economicamente viável.
O processo de industrialização, globalização e políticas econômicas, levou à demanda cada vez mais intensa de energia elétrica para o uso de equipamentos, hoje primordiais para a maioria das sociedades, bem como, combustível, pelo aumento de veículos automotores e máquinas industriais.
Diante deste quadro, não houve melhor ocasião para a exploração desenfreada dos combustíveis fósseis, responsáveis por mais de 80% de toda a produção de energia elétrica do mundo, por isso são a principal fonte de energia.
Tal como o próprio nome sugere, os combustíveis fósseis são formações derivadas de fato por produtos fossilizados, ou seja, plantas e vegetais mortos que foram há bilhões de anos soterrados com os sólidos que formam as rochas sedimentares. Pode ser encontrados em forma de petróleo, gás natural e carvão vegetal. Mais adiante veremos as particularidades que caracterizam cada um.
Hoje em dia, temos muitas formas para a obtenção de energia, que são classificadas como renováveis ou não-renováveis. As primeiras são aquelas que podem ser utilizadas diversas vezes, ou seja, não se esgotam. Assim como, a energia solar, abiomassa, eólica, entre outras.
Já as não-renováveis, demoram bilhões de anos para formarem-se e suas reservas, apesar da sua grande extensão, são limitadas e não podem ser reutilizadas, nem repostas. Aqui é onde entram os combustíveis fósseis. É praticamente impossível a recriação de reservas de combustível fóssil em laboratório, por ser altamente custoso e de baixa qualidade.
Os combustíveis fósseis são foco de muitos países, principalmente os desenvolvidos, principalmente América do Norte, que produz 80% da energia com a utilização dessa fonte e representa 30% do mercado consumidor mundial, porém as reservas de seu território são limitadas a 4%, por isso acontecem as guerras e acordos internacionais. As maiores reservas do mundo encontram-se no Oriente Médio, assim podemos notar com facilidade porque essa região é uma das que apresenta contraste acentuado de classes sociais, bem como, conflitos e guerras.
O principal problema gerado pela queima de combustíveis fósseis é o resto que sobra da combustão. O gás carbônico é o principal componente resultante que fica suspenso na atmosfera, a grande concentração deste gás leva à poluição do ar, altamente prejudicial à saúde humana, animal e ao meio ambiente.
Fumaça oriunda da queima do carvão mineral - Fonte: Brasil Escola
Além disso, a concentração de gases poluentes leva ao aumento do efeito estufa, responsável por manter a temperatura terrestre propícia para a manutenção da vida. Mas, o excesso do efeito estufa resulta no aquecimento global. A causa principal dessa mudança climática é o derretimento das crostas polares, fazendo com que aumente o nível dos mares e, em questão de alguns anos, pode acontecer o desaparecimento de ilhas e cidades litorâneas, por inundação. Pode também alterar o clima, tornando os invernos mais curtos e os verões mais longos.
Carvão Mineral
O carvão é resultado da mistura de componentes orgânicos sólidos, que foram fossilizados ao longo de bilhões de anos. A sua qualidade é determinada pela quantidade de carbono que varia de acordo com o tipo dos componentes e o estágio no qual se encontram.
O primeiro estágio é denominado por “turfa” e tem baixo conteúdo de carbono, ordem de 45%. Já o “linhito,” apresenta um teor de carbono que varia entre 60% e 75%. Depois o estágio é do carvão betuminoso, “hulha”, ideal para uso como combustível, varia a quantidade carbono entre 75% e 85%. Já o “antracito” é o estágio que o carvão encontra-se em sua forma mais pura, pois apresenta quantidade de carbono que supera os 90%.
Carvão mineral
Sua extração é feita através de minas de carvão. Os depósitos podem ser encontrados em camadas mas próximas da superfície, o que torna sua extração mais simples ou em camadas mais profundas, que requer uma extração mais complexa e custosa.
 
O carvão é responsável por 39% de toda a produção de energia elétrica mundial, conforme dados do Balanço Energético Nacional, fornecido pelo Ministério de Minas e Energia, em 2005. Isso mesmo, apesar dos graves impactos para o meio ambiente, o carvão é um dos recursos mais utilizados para a obtenção de combustível e eletricidade. Isso acontece porque existe ainda uma grande abundância de reservas e sua distribuição geográfica facilita a extração, além disso, há baixo custo, bem como, estabilidade dos preços.
 
Entre os problemas ambientais causados pelo carvão, o maior dos poluidores entre os combustíveis fósseis, está a erosão do solo pela extração, a formação de chuva ácida pelos gases emitidos com sua queima, bem como contaminação do ar.
Usina de carvão mineral
 
Algumas tecnologias estão sendo desenvolvidas para diminuir o impacto causado pelo carvão mineral. Uma das técnicas é lavar o carvão para tirar as impurezas. Para evitar a chuva ácida, algumas termelétricas podem retirar o dióxido de enxofre. Outra alternativa é bombear o gás carbônico ao subsolo que pode ser lançado às minas de carvão que faz expulsar o gás metano que pode ser utilizado como combustível da usina ou em reservas de petróleo para facilitar a sua extração.
 
O carvão também é largamente utilizado na indústria química para a obtenção de plástico, piche, corantes, naftalina, tintas, fertilizantes, etc. Auxilia também no derretimento de minério de ferro para a obtenção do aço.
 
Petróleo
 
É resultado da decomposição de matéria orgânica e leva bilhões de anos para se formar. Trata-se da mistura de hidrocarbonetos, ou seja, moléculas de carbono e hidrogênio, origem da decomposição. O principal produto da matéria orgânica são os plânctons, seres microscópicos e vivem na água. Por isso petróleo é encontrado, principalmente, no fundo de oceanos, mares e lagos.
 
O petróleo é uma substância oleosa encontrada em bacias sedimentares, que são formadas por camadas porosas de areia, arenito ou calcário. Já era conhecido há milhões de anos porém, foi somente no século XIX com a Segunda Revolução Industrial que iniciou-se a exploração e perfuração de poços de petróleo. Seu transporte é feito por tubos extremamente largos, ou, em caso de distâncias longas, por navios petrolíferos.
 
O petróleo é utilizado principalmente como combustível para máquinas industriais e veículos automotores, com uma cifra de 40% de todo o consumo mundial de combustíveis fósseis. Apesar de, hoje em dia, haver outras formas para a obtenção de energia elétrica, o petróleo é ainda bastante utilizados para esse fim, com a marca de aproximadamente 7% de toda a eletricidade gerada no mundo.
 
Hoje a demanda de petróleo gira em torno de 80 milhões de barris. A tendência é que continue crescendo a cada dia em ritmo acelerado, mas que alcance um pico e comece a declinar. Não se tem ideia ainda de quando a produção chegará a esse clímax, mas a partir daí certamente o preço do barril irá aumentar, modificando a economia de diversos países.
 
 
Gás natural
 
Trata-se de um combustível fóssil encontrado em estruturas geológicas sedimentares e como tal é uma fonte de energia esgotável e não-renovável. Mas apesar disso, é o combustível fóssil que menos emite gases poluentes, com fácil dispersão em caso de vazamentos, bem como, baixo índice de odor e contaminação, além de ter fácil manejamento e transporte. Sua aplicação é mais voltada ao funcionamento de equipamentos tais como motores, maçaricos, fornos, fogões, etc.
 
Uma tendência que vem ganhando força nos últimos é o emprego de gás natural em transportes, produção industrial e na termoeletricidade, ou seja, a obtenção de energia elétrica, através de usinas específicas.
 
O gás natural é menos denso que o ar da atmosfera terrestre e é constituído principalmente de metano (CH4). Tem como caracetrísticas ser altamente inflamável e pode ser encontrado em reservatório subterrâneos próximo às reservas de petróleo, por isso, sua extração é feita de forma semelhante.
Por não apresentar odor, é necessário a mistura de outro componente químico, para detectar a fuga de gás. Depois de armazenado em tanques, o gás é distribuído através de tubos das termelétricas até às residências e fábricas para a obtenção de eletricidade.
O gás natural na termoeletricidade já ocupa um espaço importante na produção mundial com a marca de 19% de geração de energia elétrica. No Brasil, a matriz energética gira em torno dos 5,6% do consumo total.
 
As Termelétricas
A energia elétrica é gerada com menores custos, pois a construção de uma termelétrica demanda menos investimento do que uma hidrelétrica, mas com maior impacto ambiental.
A termelétrica é formada por turbinas que são acionadas pelo vapor resultante da queima do combustível fóssil.
Sua localização depende da proximidade com o mercado consumidor e não pelo relevo, como acontece com as hidrelétricas, o que permite sua construção em áreas de maior demanda e assim, as despesas com transmissão tornam-se muito menores.
 
Usina Termelétrica Santa Cruz do Sul - RS
Fontes:
UOL Educação
FIEC
Veja
Escola Viva
Entre a polêmica e a necessidade, os vãos por onde corre a energia nuclear31/08/2010
Por Danielle Bohnen
A energia nuclear, também conhecida como energia atômica é tema de uma grande polêmica mundial sobre as vantagens e a alta periculosidade que envolve a questão do seu uso para a geração de energia elétrica.
Nem todo mundo sabe, mas energia nuclear está presente no nosso dia-a-dia, seja na medicina e na indústria como na agricultura. Portanto é uma energia capaz de salvar vidas ou destruir milhares ao mesmo tempo com a construção de bombas atômicas, tudo depende de como é manejada.
A Energia nuclear nada mais do que a energia liberada durante a fissão ou fusão do núcleo de um átomo. No primeiro caso, o núcleo atômico se subdivide em diversas partes, já o segundo, pelo menos dois núcleos se unem gerando um terceiro, mas, apesar de gerar grande quantidade de calor, isso acontece de forma desordenada e incontrolada, por isso, esse procedimento é utilizado na construção de bombas atômicas, mas não serve para geração de energia elétrica. Já a energia obtida por fissão, que pode ser convertida em eletricidade, não utiliza combustíveis fósseis, portanto não libera gases tóxicos, o que não contribui para o efeito estufa.
Fonte: Plano Brasil
A energia obtida é muito maior do que a liberada em processos químicos, que têm como base a utilização das áreas externas do átomo, ou seja, a liberação e atração de elétrons. Alguns elementos químicos têm isótipos capazes de grandes reações nucleares e, dessa forma, emitir grande quantidade de energia. Essa reação nuclear trata-se da modificação da composição do núcleo atômico de um elemento, o que pode leva-lo a transformar-se em outros elementos. Em alguns elementos isso acontece de forma espontânea, já outros necessitam de técnicas de bombardeamento de nêutrons.
Esquema de funcionamento das usinas tipo PWR - Fonte: Eletronclear
A energia nuclear é utilizada para a obtenção de energia elétrica, esse processo vem sendo utilizado em diversos países pelo mundo. Tem a vantagem de ser menos poluente que outras fontes, como a queima de combustível, e requer um espaço reduzido, sendo possível sua instalação próxima de centros consumidores, o que ajuda a reduzir o custo com distribuição. Portanto, é uma opção para suprir a demanda cada vez maior, de energia elétrica do mundo hoje.
A Energia nuclear é utiliza principalmente por países pobres em recursos naturais. A sua utilização aumento em de 3% para 17% em apenas 30 anos. A maior barreira existente para a construção de usinas nucleares é o seu alto custo, tanto de estruturação quanto de manutenção. A França lidera com 75% do total de geração de energia elétrica, seguida do Japão com 30%.
Como acontece
As usinas nucleares geram calor através de transformações dos átomos. O calor gerado aquece a água do circuito primário, depois entra pelos tubos do Gerador de Vapor e dessa forma se vaporiza em alta pressão, assim faz girar o conjunto de turbinas que por sua fez está ligado a um gerador elétrico, que produz a energia elétrica a ser distribuída.
Tubos de vapor
O elemento mais utilizado para a geração de eletricidade em usinas nucleares é o Urânio. Quando está em estado de metal, ele é mais pesado que o chumbo e um pouco menos duro que o aço e é extremamente inflamável.
Grau de Periculosidade
A energia nuclear é extremamente perigosa e já houve acidentes gravíssimos envolvendo vazamento de produtos tóxicos. O mais conhecido deles aconteceu na Usina de Chernobyl, na ex-URSS, atual Ucrânia, que causou centenas de milhares de mortes e doenças continuaram a assolar população durante anos após o acidente, em consequência da radiação. Outro problema apareceu na usina de Three Mile Island EUA. Um dos reatores abriga uma bolha de vapor que pode causar uma explosão e espalhar radioatividade por milhares de quilômetros.
Bomba atômica que assolou Nagasaki em 1945
Portanto, essa tecnologia é pouco aceita pela população, já que os riscos de acontecerem novos acidentes ainda é grande. Além do perigo que significa para a sociedade, é um veneno cruel ao meio ambiente, que sofre durante milhões de anos para reverter os danos causados.
Nagasaki depois do ataque
Apesar de não causar danos como o efeito estufa por não liberar gases tóxicos, o resto que sobra do processo, o chamado lixo atômico, não tem como ser reabsorvido pela natureza e deve ficar sob vigilância estrita durante milênios, pois o urânio tem meia-vida que pode levar bilhões de anos. Hoje em dia, apesar dos avanços para melhoria das técnicas, ainda não temos nenhuma técnica segura para o armazenamento do lixo nuclear, que consiste em Plutônio, um veneno quase eterno, mesmo assim, os países desenvolvidos pesquisam formas de armazenamento também eternos. Outro fator pouco discutido é a erosão do solo causado pela exploração de urânio natural, responsável pelo deterioramento do meio-ambiente da região.
No Brasil
A tecnologia nuclear entrou em terras tupiniquins na década de 50, através do Almirante Álvaro Alberto. Foi criado, nessa época, o Conselho Nacional de Pesquisa e importadas da Alemanha duas ultracentrifugadoras para enriquecimento de urânio.
Urânio enriquecido
Porém, o planejamento de uma usina nuclear no Brasil só aconteceria em 1969. O objetivo não era substituir a energia hidráulica, mas sim, descobrir novas fontes de energia e entender a nova tecnologia tão largamente usada na Europa. A usina Angra 1 começou a ser construída e pouco tempo depois o Governo Federal autorizou a ampliação do projeto, feito pela empresa Furnas, construindo a Angra 2.
A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA) encontra-se no Estado do Rio de Janeiro, na região de Angra dos Reis e é o único complexo nuclear do país. A sua localização não foi escolhida à toa, está instalada em uma localidade próxima dos maiores centros consumidores: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, a fim de evitar perdas com linhas de transmissão muito longas. Além disso, a proximidade com o mar é de extrema importância, pois como a água é responsável por movimentar e refrigerar a usina, é ideal que seja construída perto de lugares que ofereçam água em abundância como é o caso do oceano e dos rios.
Central Nuclear Almirante Alvaro Alberto - Fonte: Eletronuclear
A empresa responsável pela operação das usinas do complexo Angra é a Eletrobrás Termonuclear-Eletronuclear. As duas usinas do complexo têm juntas capacidade instalada de 2.007 MW, essa energia é destinada aos principais centros consumidores, correspondendo a 3% de toda a energia consumida no Brasil e 50% do Rio de Janeiro. A conclusão da Usina Angra 3 aumentará para 80% o total de energia consumida pela Rio de Janeiro, mas não aumenta o percentual de participação em nível nacional.
Radioterapia: aplicação da energia nuclear na Medicina
Fonte:
Cola da Web
Como tudo funciona
O Lixo em ação: a Bioenergia23/08/2010
Por Danielle Bohnen
A Biomassa trata-se de um material de origem orgânica, que pode ser vegetal, animal ou microorganismos. É uma fonte de energia, proveniente de produtos e sub-produtos de florestas, resíduos industriais e agrícolas, esgoto doméstico e instalações agropecuárias, biocombustíveis e lixo urbano.
A biomassa é um tipo de matéria utilizada na produção de energia a partir de processos como a combustão de material orgânico produzida e acumulada em um ecossistema, porém nem toda a produção primária passa a incrementar a biomassa vegetal do ecossistema. Parte dessa energia acumulada é empregada pelo ecossistema para sua própria manutenção. Suas vantagens são o baixo custo, é renovável, permite o reaproveitamento de resíduos e é menos poluente que outras formas de energias como aquela obtida a partir da utilização de combustíveis fósseis como petróleo e carvão mineral.
A energia da biomassa, a bioenergia, é renovável, já que é obtida através de processos biológicos. A Biomassa é considerada durável, pois, com o manejo adequado, o ciclo pode ser eficiente com o reflorestamento e replantio. É uma fonte de energia que já conhecida na China e na Índia no início do século, utilizando como matéria prima dejetos de origem humana, animal e vegetal.
A bioenergia tem um papel fundamental para a contribuição ao combate da mudança climática, pois reduz o CO2 na atmosfera e, por isso, diminui o efeito estufa. Além disso, o lixo, cada vez mais volumoso com a evolução do mundo e das tecnologias, pode tornar-se útil e ter um destino eficiente.
A bioenergia pode gerar combustíveis sólidos e líquidos, é também usada a mesma tecnologia utilizada em combustíveis fósseis. E também diminui consideravelmente a importação de energia.
Técnicas
Os resíduos orgânicos pode ser utilizados para a produção de gases para gerar energia. A transformação dá-se através da digestão anaeróbica, ou seja, processo de decomposição feito por microorganismos. Dessa forma, resulta um gás combustível com metano e dióxido de carbono, entre outros gases.
O biogás, resultante do processo de combustão de resíduos da agroindústria e urbanos, como lama, esgoto e lixo, pode ter seu potencial energético para a obtenção de energia térmica e elétrica.
O Bio-óleo é um líquido de coloração escura, obtido pelo processo de pirólise. É utilizado principalmente para a obtenção de aquecimento e energia elétrica.
O resto que sobra no digestor pode ser utilizado como fertilizante. A bioenergia pode ser transformada em eletricidade, combustível e calor.
As técnicas utilizadas para a obtenção da bioenergia são: combustão, gaseificação, pirólise e fermentação.
A combustão trata-se de um processo que libera calor com a queima da biomassa, gerando, assim, a eletricidade.
Já a gaseificação é a conversão de biomassa em gás como combustível. Os principais gases resultantes são o hidrogênio e o monóxido de carbono, que podem ser utilizados na geração de energia na indústria química.
A Pirólise nada mais é do que o aquecimento da biomassa em ausência do oxigênio, que tem o papel de oxidante. O resultado é um gás combustível, um produto líquido e uma substância carbonosa que pode ser convertida em carvão ativado. A pirólise é utilizada para produção de carvão vegetal.
Bio carvão
A Fermentação trata-se da desintegração da biomassa por uma bactéria anaeróbica a fim de resultar em um biogás de metano e dióxido de carbono. Esse biogás é convertido em geração de eletricidade.
Cana-de-açúcar
A Cana-de-açúcar também é matéria prima de biomassa. Muitas usinas de açúcar estão produzindo metano. Utiliza-se todas as partes que sobram, como o gás como combustível para motores das usinas e caminhões, já o bagaço com combustível para venda.
Problemas ambientais
O sistema das usinas de biomassa deve ser aplicado de forma ordenada e eficiente para que não haja impactos ambientais. As usinas que manipulam o carvão, devem tomar o cuidado para não desmatar florestas, pois pode acontecer a formação de desertos pelo corte incontrolado e não-planejado de árvores.
A erosão do solo pode ser consequência desastrosa na exploração da madeira. A própria queima da biomassa, pode poluir o ar com as emissões de gases tóxicos e produção excessiva de calor.
Uma saída, pode ser o reflorestamento, pois florestas plantadas fixam o CO2 durante o período de crescimento.
O Brasil é o país que mais emite gases oriundos do desmatamento, com 58% da extração de petróleo; 16% para a obtenção de lenha; 10% como carvão vegetal; 12% para carvão mineral e 4% de gás natural. Estima-se que seja necessário o reflorestamento de 20 milhões de hectares em 30 anos. As termoelétricas brasileiras Samuel, RO e Balbina, AM, são exemplos de aproveitamento de lenha com a tecnologia adequada para a produção de energia elétrica.
Há também possibilidades, na decomposição da biomassa, de riscos de explosões, contaminação por vazamento com o gás sulfídrico, resultante da igestão da matéria orgânica, contaminação da água, devido as descarte residual. Porém ainda assim, com a aplicacnao adequada, o lixo orgânico pode ser reciclado, tanto o doméstico quanto dejetos provenientes dos esgotos. Dessa forma, ajuda a combater a poluição com a grande quantidade de lixo provenientes das cidades, que são despejados em aterros.
Apesar de haver o reflorestamento de florestas para suprir a biomassa das usinas de carvão, a madeira nativa continuou sendo degragadada. Sua queima é uma das responsáveis pela desertificação de diversos rios, como, por exempo, o assoreamento do São Francisco.
A energia produzida a partir de práticas artesanais, realizadas ainda nos dias de hoje, é feita de forma pouco eficiente, pois a energia original é perdida para a atmosfera sob forma de gases e voláteis. A produção de car√ão vegetal, utilizado com tecnologias mais eficiente somadas com a biomassa produzida com essa finalidade, pode significar um aumento importante da eficiência energética e para criar as condições econômicas para substituir a produção de origem extrativa.
Riscos ocupacionais
Em relação à combustão de lenha, os risco estão ligados a acidentes possíveis no momento do corte da madeira, transporte e processamento. Além de o trabalhador ser obrigado a enfrentar todos os dias, um calor de 70o por doze horas diárias.
Além disso, o metanol, produto resultante, é extremamente tóxico e deve ser manipulado com cuidado.
Fontes:
     CEPA
      
     CPFL
      
     ARENA
 
     INEE
      
     Wikipedia
      
     FEM - Unicamp
Sol: fonte de vida, fonte de energia10/08/2010
Por Danielle Bohnen
 
O Astro-rei é a fonte de um mistério, há milhares de anos contestado, temido e admirado pelos seres humanos. É incontestável a importância da energia solar para o planeta Terra, já que fornece calor, luz e promove os todos movimentos naturais, como, as chuvas, os ventos, o clima, as estações do ano, etc.
Encontramos em todas as civilizações, o Sol como fonte de vida, a materialização da divindade que rege o planeta. Uma prova disso é a atribuição do Sol aos imperadores na China, que eram considerados “filhos do Sol” e o status de divindade dos Faraós do Egito Antigo. E não é para menos, o Sol é, literalmente, a fonte da vida, que deu origem a todas as formas de energia do planeta, as quais, o ser humano vem utilizando há milênios.
Essa fonte de energia, pode ser a resposta para o futuro do planeta em relação ao abastecimento energético. O Sol é uma estrela que brilha constantemente há 5 bilhões de anos. Estima-se que seguirá derramando sua luz por pelo menos mais 6 bilhões de anos, lançando sobre o planeta Terra 4000 vezes mais energia do que a que consumimos.
O Sol é uma grande estrela e como tal é constituída basicamente de gases, Hidrogênio e Hélio. A energia dentro do Sol é produzida pelo processo conhecido como fusão nuclear. Durante esse processo, a pressão e temperatura são extremamente altas, o que faz os quatro núcleos do átomo de Hidrogênio se fundirem tornando-se um átomo de Hélio. Como o peso atômico do Hélio é menor, faz com que a matéria perdida seja emitida ao espaço em forma de radiação.
Para onde vai tudo isso? 15% da energia transmitida pelo Sol à Terra é refletida de volta para o espaço, já 30% é usada na evaporação da água, para a formação das chuvas. Outra parte é absorvida pelas plantas, terra e oceanos. O restante da energia serve para manter o equilíbrio energético do planeta, sendo assim, é emitida em forma de radiação térmica.
A energia solar é uma fonte inesgotável, limpa e renovável e, por isso, uma boa alternativa para a geração de energia elétrica e aquecimento de água. Áreas que estão localizadas longe das redes elétricas podem ser beneficiadas com a instalação de placas que fornecem energia às pequenas localidades, já que não depende de linhas de transmissão.
A utilização da energia solar não polui o meio ambiente, inclusive os excessos decorrentes da fabricação dos equipamentos que compõem os painéis solares, são totalmente controláveis. Em contrapartida, um painel solar consome uma quantidade muito grande de energia para ser fabricado, inclusive pode ser superada pela energia gerada pelo próprio painel depois de pronto.
Outra desvantagem é a inconstância no fornecimento de energia, já que a quantidade depende de fatores atmosféricos, pois a produção depende totalmente do grau de nebulosidade. Há geração de eletricidade ainda que o tempo esteja nublado ou chuvoso, porém é formada uma corrente bem fraca.
Além disso, atualmente, embora decrescente, o custo para a construção dos painéis ainda é alto se comprado com outras formas de geração de eletricidade. Outro problema é a ineficiência das formas de armazenamento que conhecemos hoje. Apesar disso, muitos países estão investindo em pesquisas e tecnologia para reverter essa situação, já que está provada eficiência dessa forma de geração para complementar a rede de energia já existente e levar às áreas carentes de redes de transmissão. Segundo o professor do Instituto de eletrotécnica e Energia da USP (IEE-USP), Roberto Zilles, para a Revista Escola Abril, está acontecendo um aumento no uso da energia solar para a geração de eletricidade graças a programas de incentivo em países como Alemanha, Japão e Espanha, visando a redução da emissão gases poluentes, causadores do efeito estufa.
Usina solar térmica PS10 na Espanha
Atualmente mais de 90% de toda a energia produzida no mundo é procedente de combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás natural. A reserva desses combustíveis é limitada, contudo a interrupção do consumo é impossível devido à dependência de energia que o mundo tem hoje. Mas, a exploração dos combustíveis fósseis já chegou ao seu limite, além disso, o petróleo e o carbono, são matérias-primas de suma importância para a indústria química, assim, torna-se necessário que a geração de eletricidade busque alternativas para sustentar-se e não comprometer outras indústrias.
Já, para o aquecimento de água, é mais apropriada a utilização de “coletores solares”, que são equipamentos que aquecem a água de piscinas, chuveiros, etc, sem a necessidade de corrente elétrica. É aconselhável, que esta seja destinada para fornecer eletricidade aos aparelhos de uma residência, indústria, etc, e não ser desperdiçada com aquecimento de água.
 
Efeito Fotovoltaico: Como funciona na prática
O efeito fotovoltaico é o sistema responsável por converter a energia solar em energia elétrica, por meio da incidência sobre materiais semicondutores. Assim, foram projetados painéis com propriedade de captar a luz do Sol para, logo em seguida, transformá-la em energia, gerando, dessa forma, uma corrente elétrica capaz de circular em um circuito externo.
O desempenho dos painéis, depende muito da localização. Em regiões onde a intensidade solar é afetada por nuvens, neblinas e outros tipos de absorção atmosférica, o rendimento pode ser inferior aos lugares de clima ensolarado. Em certas áreas, torna-se impossível o aquecimento durante alguma parte do ano. De qualquer forma, é necessário um estudo do local a ser instalado, pois diversos fatores são relevantes para uma instalação eficiente, deve-se fazer medidas precisas sobre o perfil da intensidade solar durante dias, semanas e anos.
As células fotovoltaicas que compõem os painéis são fabricadas com materiais semicondutores, o mais utilizado é o silício. O metal é purificado e fundido com cristal cilíndrico. Depois é cortado em lâminas finas que passam por uma limpeza minuciosa e são expostas à uma temperatura extremamente alta, quando se funde fósforo sobre elas. A junção de fósforo e silício forma a condutividade da célula Fotovoltaica, pois impede a recombinação dos elétrons livres. Depois são imprimidas pistas metálicas que captam a energia elétrica liberada. Um painel é constituído de aproximadamente de 36 células fotovoltaicas.
A célula fotovoltaica, por sua vez, é composta de duas camadas onde são ligados dois fios metálicos. A camada de cima, é a negativa (N), é de espessura bastante fina, onde são depositadas substâncias químicas que provocam o excesso de elétrons livres. A camada inferior, é a positiva (P), mais espessa que a de cima, que tem falta de elétrons.
Quando colocadas juntas, as duas camadas formam entre si um campo elétrico, sem que os elétrons em excesso alcancem a outra camada. Quando a célula voltaica é exposta à luz, os feixes de energia, fótons, chocam-se com os elétrons da camada superior, a N, fazendo com que saiam de suas órbitas e que mais elétrons migrem à essa camada. O excesso de elétrons produz uma força elétrica, tensão, que empurra os elétrons excedentes para o fio metálico à parte inferior da Fotocélula, a camada P.
A corrente permanece fluindo enquanto a luz incidir na Fotocélula e o circuito permanecer fechado. Assim, a eletricidade produzida pode ser aproveitada para diversos fins. Muitos equipamentos podem ser ligado à corrente, tais como, lâmpadas, rádio, televisor, geladeira, entre outros, dependendo de sua voltagem, tempo de consumo e do quanto consome. Portanto, a quantidade de aparelhos alimentados ao mesmo tempo, não determina a quantidade necessária de painéis, mas sim, o tempo total de uso de cada um, ou seja, uma placa de 45W é capaz de fornecer energia para alimentar uma lâmpada por 12 horas por dia, ou duas por 6 horas e três por 4 horas.
Vale lembrar que a energia fornecida pelas placas é de 12V em corrente contínua, ou seja, os equipamentos devem ser compatíveis com essa voltagem. Na necessidade de plugar aparelhos de corrente alternada, deve-se conectar um inversor para 110V ou 220V. Tenha em mente que essa inversão leva à perda de parte da energia o que reduz um pouco a eficiência do aparelho.
Avião solar
É importante ressaltar que, ligada aos painéis, deve-se ter uma quantidade suficiente de baterias, já que durante a noite, as placas param de funcionar devido à falta de incidência solar. As baterias são capazes de armazenar parte da energia obtida para que seja usada posteriormente e têm um limite de armazenamento, portanto deve-se ter cautela no uso da energia, pois o sistema para que seja utilizado de forma eficiente, deve ser usado dentro dos limites para os quais foi projetado. Uma boa alternativa é evitar o uso de aparelhos de alto consumo e trocar as lâmpadas comuns por incandescentes que consomem muito menos.
O sistema de painéis é modular, ou seja, pode-se obter o aumento gradual, bem como, ser desmembrado em redes menores de acordo com as necessidades de abastecimento. Portanto, se há aumento na necessidade de energia, a eficiência pode ser proporcionalmente ampliada com a instalação de mais painéis solares, em quantidade suficiente para suprir a demanda energética.
A instalação dos painéis é muito simples e não requer técnico especializado. Seguindo corretamente as orientações do fabricante, qualquer pessoa é capaz de realizar a instalação. Porém diante de qualquer dúvida ou dificuldade, um técnico deve ser solicitado. Além disso a manutenção é mínima, a limpeza é feita com um pano limpo, sem abrasivos e as peças não precisam ser trocadas. Uma placa pode durar até 25 anos.
 
Fontes:
Wikipedia
Nova escola
Guilherme Bahia - Blog
Portal São Francisco
Detector Ultra Sônico de Descargas Parciais04/08/2010

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O Vento como fonte natural e inesgotável: A Energia Eólica26/07/2010

Por Danielle M. Bohnen

A palavra Eólica refere-se a Éolo, o Deus dos ventos na mitologia grega, por isso, energia eólica é relativa aos ventos.

A energia eólica é uma fonte promissora, já que é renovável e limpa, substituindo o uso de combustíveis fósseis o que ajuda na redução do efeito estufa. Além disso, não utiliza a água, que é um bem escasso hoje em dia e não requer o inundamento de grandes áreas, como acontece no caso de usinas hidrelétrica, nem emite gases, o que diminui o impacto no meio-ambiente.
A maior vantagem da energia eólica, talvez seja o fato de que é possível fornecer energia para locais isolados, sem depender de transmissão à longa distância. É capaz de fornecer energia elétrica a fazendas, pequenas comunidades, fábricas, etc.
 
A Origem: os ventos como força mecânica
Tem-se documentado que os Egípcios foram os primeiros a utilizarem o vento como função mecânica, cerca de 2800 a. c., nos barcos com velas. Além disso, as velas serviam também para bombear água e moer grãos. Mais tarde, os persas, em 700 d. c., utilizavam moinhos de vento verticais para moagem de grãos. Já no oriente médio destaca-se a civilização mulçumana que, com o legado deixado pelos persas, passaram a construir seus próprios moinhos de vento. Mais tarde, na Holanda, foram criados os moinhos de vento horizontais com hélices.
Já na Idade Média, os holandeses criaram moinhos para bombeamento de água, moagem de grãos e trabalhos de serraria. Nessa época começou-se a melhorar os equipamentos como a fabricação de lâminas aerodinâmicas, desenho das engrenagens e dos moinhos. No início, as máquinas eram moinhos em pilar com o propelente no topo. O pilar permitia o direcionamento do moinho na direção do vento.
Moinho de vento Holandês
Os moinhos em poste, mais tarde, foram envolvidos em um capitel, onde haviam mancais que seguravam as lâminas. Até então fazia-se necessário o direcionamento manual ao sentido do vento, até que em 1750, quando foi inventada a ventoinha, que passou a direcionar automaticamente com a ação do próprio vento.
No ano de 1850, Daniel Halliday, Holanda, desenvolveu o tipo de moinho que pode ser visto até os dias atuais em fazendas nos Estados Unidos. O moinho consiste em multi-lâminas e é responsável por bombear água.
Já a geração de eletricidade através do vento, as primeiras tentativas foram feitas no fim do século XIX, porém, com crise do petróleo (década de 1970) que ganhou mais interesse e investimentos para a criação de equipamentos para comercialização. Os primeiros experimentos foram feitos na Dinamarca, em 1976, país pioneiro em produção eólica em larga escala. A partir de então, a tecnologia chegou aos Estados Unidos, onde as máquinas eram fabricadas com uma capacidade de até 1000W de corrente contínua no momento da passagem do vento.
Turbonas eólicas em alto mar, próximo a Copenhague - Dinamarca
Na Europa, muitos países criaram enormes geradores. Na França, por exemplo, criaram unidades de 100 kW a 300 kW. Na Alemanha, foram construídos geradores a fim de prover força extra para a linha de utilidades.
A máquina de vento mais famosa foi construída por Smith-Putman, nos EUA, durante os anos 40. A máquina era grande e possuía lâminas de 50 metros, fornecia 1250 kW para a malha de forças de Vermont. Porém, devido à Guerra e a falta de verba, o projeto foi descartado, principalmente pelo alto custo para consertar uma das lâminas, de 8 toneladas, que quebrou.
Mais tarde, na França, o engenheiro D. G. Darrieus inventou a turbina de eixo vertical. Diferente das turbinas convencionais, as quais se orientam de acordo com o vento, esta turbina é unidirecional, ou seja, entra em funcionamento independentemente da direção do vento. Além disso, o rotor e as área elétrica localizam-se na parte inferior da turbina, tornando a manutenção muito mais prática e permite maior variabilidade de aplicações elétricas e mecânicas. As lâminas usadas são curvadas, sendo assim, de maior durabilidade do que as lâminas verticais.
Tipo de turbina idealizada por Darrieus
No Brasil, as primeiras turbinas foram instaladas no Ceará e em Fernando de Noronha, no início dos anos 90 . Projeto realizado pelo Grupo de Energia Eólica da Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, com financiamento do instituto de pesquisas dinamarquês Folkecenter e com parceria da Companhia Energética de Pernambuco, CELPE.
Quando foi instalada, a turbina contava com uma geração de eletricidade de 10% do total de energia gerada na ilha. Já a segunda turbina foi instalada no ano 2000 – projeto realizado pelo CBEE com colaboração do RISO National Laboratory da Dinamarca e financiado pela ANEEL. As duas turbinas são responsáveis por 25% da geração de energia da ilha, o que torna o projeto em Fernando de Noronha o maior sistema híbrido eólico-diesel do país.
Fonte Centro Brasileiro de Energia Eólica CBEE-UFPE
 
A formação dos ventos
O vento é o ar em movimento. Ou seja, ar é um fluido, assim como o líquido, a diferença está no fato de que suas partículas estão em forma gasosa.
A energia eólica é possível devido à energia do Sol, pois os ventos são consequência do aquecimento disforme da atmosfera, ou seja, pela variação na orientação dos raios solares e a movimentação do planeta.
As regiões tropicais são mais quentes do que as polares, por receberem luz solar com mais intensidade, dessa forma, o ar quente que encontra-se nas baixas altitudes tropicais tende a subir e ser substituído pelo ar frio que vem das regiões polares. Esses deslocamento de massas de ar frio/ quente determina a formação dos ventos.
Há regiões da Terra onde os ventos sopram direto, sem parar. São denominados ventos planetários ou constantes, que podem ser: Alísios, ventos que sopram dos trópicos para o Equador em baixas altitudes; Contra-Alísios, ventos que vão do Equador aos pólos, em altas altitudes; Ventos do Oeste, ventos que sopram dos trópicos para os pólos; Polares, ventos frios que vão dos pólos às zonas temperadas.
Já os ventos continentais ou periódicos são aqueles que resultam do fato de que o eixo da Terra tem uma inclinação de 23,5oem relação sua órbita em torno do Sol. As variações sazonais na distribuição de radiação para a superfície terrestre levam às variações na intensidade e duração dos ventos continentais, que compreende as monções e brisas.
As monções consistem em ventos periódicos que tem como característica a mudança de direção a cada seis meses, ou seja, vai em uma direção em uma estação do ano e muda em outra.
De acordo com as variações na superfície da Terra, são variáveis as capacidades de refletir, absorver e emitir o calor do Sol em cada um dos tipo de superfície. Em relação a mar-continente encontram-se as brisas, caracterizadas por serem ventos periódicos que sopram do mar ao continente e vice-versa. Durante o dia, por causa da maior incidência de raios solares na Terra, a temperatura do ar aumenta, assim, a corrente de ar vai do mar ao continente, a famosa brisa marítima. Durante à noite, a temperatura do ar é mais fria do que a da água, como consequência, forma-se a brisa terrestre, que vai da terra para o mar e tende a ser menos intensa do que a marítima devido a menor diferença de temperatura entre ar e água.
Há ainda outro tipo de vento que é denominado “ventos locais”. Este são originados devido a fatores mais específicos, pois dependem das características da região onde sopram tornando-se bastante individualizados. Como, por exemplo, acontece em regiões montanhosas, onde, durante o dia o ar quente das encostas da montanha sobe, enquanto o ar frio do topo desce ao vale a fim de substituir o ar que subiu. Durante a noite, o processo é inverso.
Como resultado, a intensidade dos ventos é um fator importante para o estudo de instalação de uma central eólica. Por isso, deve-se levar em consideração todos os fatores que influenciam na direção, velocidade, intensidade e tendências do vento na região onde o projeto será realizado.
Os fatores que influenciam no regime dos ventos são, as características topográficas da região e a rugosidade do solo - vegetação; utilização das terras e construções, pois podem influenciar na velocidade dos ventos; a altura de onde se deseja fazer a instalação; os obstáculos que possam existir no local e arredores; relevo, que influencia diretamente na aceleração ou desaceleração no escoamento de ar.
 
Como acontece?
O vento é uma energia cinética, que pode ser transformada em energia mecânica e elétrica.
O vento faz girar as lâminas da turbina (também conhecida como aerogerador), a ventoinha dessa turbina é ligada a um eixo central, o qual tem em cima um fuso rotativo. O eixo está ligado a uma caixa de transmissão que por sua vez aumenta a velocidade de rotação. Ao transmissor está conectado um gerador que é responsável pela produção da energia elétrica. Para que não haja rotação exagerada da ventoinha, a turbina conta com um sistema de abrandamento quando o vento está muito forte.
A capacidade de geração de energia depende das condições do vento e do tamanho das turbinas. Em relação aos ventos, o mais importante não é que sejam fortes, mas sim, que sejam regulares e constantes.
A estrutura de uma turbina (aerogerador) simples conta com três partes:
Pás do rotor: Atuam como barreiras para o vento. Este choca com as pás as faz entra em movimento, dessa forma, transfere parte de sua energia para o rotor.
Eixo: é conectado ao cubo do rotor, ou seja, quando este gira, o eixo gira junto, assim sendo, o rotor transfere sua energia mecânica ao eixo, que por sua vez, está conectado ao gerador na outra extremidade.
Gerador: Consiste em um dispositivo de propriedades eletromagnéticas para induzir tensão elétrica. Essa tensão é a força responsável por mover a corrente elétrica de um ponto ao outro. Um gerador simples é formado por ímãs e um condutor, este consiste em um fio enrolado em forma de bobina. Dentro do gerador, eixo conecta-se a um conjunto de ímãs que estão localizados ao redor da bobina. O rotor gira o eixo que por sua vez gira os ímãs, estes geram tensão na bobina, ou seja, corrente elétrica, que é distribuída através de linhas de energia elétrica.
 
Gerando eletricidade
A energia mecânica criada pela movimentação das turbinas é convertida em energia elétrica através de geradores elétricos, este giram em torno de seu próprio eixo induzindo (pela lei Faraday) uma corrente elétrica em seus pólos.
O tamanho dos geradores variam e podem ser de dois tipos “AC” ou “DC”. O primeiro converte a energia para corrente alternada, enquanto que o segundo para a forma de corrente contínua.
Nos geradores “DC”, a corrente contínua de energia elétrica carrega uma bateria para seu uso posterior. Esta função requer um banco grande de baterias para que seja possível uma quantidade suficiente de energia. Outra questão é o fato de que a maioria dos aparelhos hoje são projetos para funcionar em corrente alternada pela facilidade de transporte, pois no sistema “DC” ainda há a necessidade de ser ligado um sistema inversor para ser possível ligar esses aparelhos. Por outro lado, este tipo de corrente permite que em momentos que não haja vento, ainda pode-se ter energia disponível.
Quanto aos geradores “AC”, por gerarem corrente alternada, os aparelhos podem ser ligados diretamente. Porém, não é possível armazenar energia, portanto faz-se necessário ratificá-la por meio de diodos para a forma contínua e armazenar em baterias. Outra questão é o fato de que os geradores de corrente alternada geram correntes em frequências que variam de acordo com a velocidade de giro do rotor, ou seja, variam conforme a intensidade dos ventos. A fim de acabar com este problema, pois o nossos sistema de energia deve estar em torno de 60 Hz, faz-se necessário ligar ao sistema ao inversor síncrono, que consiste em um dispositivo capaz de manter a frequência em torno deste número.
Depois, a corrente é encaminhada à caixa de fusíveis passando por um dispositivo seletor, o qual é responsável por verificar se a corrente gerada pelo cata-vento é suficiente para suprir as necessidades do local. Quando a corrente não é suficiente, este dispositivo seletor passa a permitir a entrada de energia fornecida pelo sistema de eletrificação das ruas. Dessa forma, a energia “de fora” só é usada quando as condições do vento não são ideais para o funcionamento dos equipamentos elétricos.
 
Condições ambientais
Antes da instalação de turbinas de energia eólica em determinada região, faz-se necessário um estudo sistemático de coleta e análise de dados sobre a velocidade e a intensidade dos ventos, a fim de avaliar o potencial bruto ou teórico de aproveitamento da energia eólica.
A energia é considerada aproveitável se for igual ou superior a 500 W/m2 a uma altura de 50 metros e uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s. De acordo com a Organização Mundial de Meteorologia, apenas 13% da superfície terrestre apresenta estas condições. Ainda assim o potencial elétrico eólico bruto mundial é de 500.00 TWh/ ano, porém agregando-se as restrições sócio-ambientais, esse valor cai para apenas 53.000 TWh.
Turbinas na fazenda de John Hildebrand alimentam o sistema da Bonneville Power Administration.Foto de Leah Nash
No Brasil, as pequenas centrais tornam-se ideais para suprir pequenas localidades que estão distantes da rede elétrica. Já as centrais de grande porte têm potencial para atender uma parte do Sistema Integrado Nacional, SIN, o que promove significativas vantagens tais como, redução de poluentes atmosféricos; diminuição da necessidade de criação de reservatórios; independência em relação ao risco da sazonalidade hidrológica e luz.
Entre as desvantagens trazidas pela energia eólica destacam-se os impactos sonoros, visuais e interferências eletromagnéticas. Os primeiros são conquência do funcionamento dos rotores e podem variar conforme o equipamento instalado. O ruído causado deve atender às normas e padrões estabelecidos pela legislação.
Já os transtornos visuais são decorrentes do agrupamento de torres e turbinas (aerogeradores), sobretudo nas “fazendas eólicas”, que consistem em centrais eólicas com um número grande de turbinas.
As interferências eletromagnéticas podem causar perturbações nos sistemas de comunicação, como rádio, televisão, entre outros. Além disso, as pás podem interferir em rotas de aves migratórias, portanto este fator deve ser levado em conta nos estudos realizados antes da instalação.
 
Parque eólico instalado no Mar do Norte
Fontes:
Wikipédia
ABC da Energia
Planeta Sustentável
FEM - UNICAMP
Ambiente
Energia Eólica – Princípios e Tecnologia
ANEEL
A introdução da energia elétrica no Brasil: PARTE II19/07/2010
Como vimos, quando a energia elétrica chega ao Brasil, as produções são pequenas, financiadas por empresários e comerciantes para abastecer uma pequena região ou uma indústria específica, principalmente ligados à mineração e agricultura . Com o aumento da demanda, esse tipo de organização por concessões não era eficiente. (parte I).
 
O contexto em que a expansão da energia elétrica é marcado pelo início da industrialização do país. Nesse período o Brasil passava por desenvolvimento político, econômico e social. Já há muito a escravidão havia sido abolida e um novo regime republicano começava a fortificar-se. A economia começava a mover-se de forma dinâmica devido às exportações agrícolas. As cidades sofriam grandes mudanças com a eliminação da iluminação a gás e o transporte de tração animal.
 
O Brasil chega aos anos 30 com uma capacidade instalada de energia elétrica em torno de 780MW. Em julho de 1934 foi criado o Código das Águas responsável pela regulamentação dos serviços e da indústria de energia elétrica do país, através do qual a União passou a ser o único poder concedente. Assim, o Código das Águas assegurava a poder público um controle mais rigoroso sobre as concessionárias, determinando a fiscalização técnica, financeira e contábil de todas as empresas do setor.
 
Nessa época, já no governo Getúlio Vargas, foi criada a Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE), que congrega associados, entre empresas privadas de pequeno, médio e grande porte, bem como estatais controladas pelo poder público. Em 1939, época do Estado Novo, foi criado o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), responsável pela política setorial.
 
Nos início dos anos 40, com a fim da Segunda Guerra Mundial, são retomados os investimentos e redemocratização do país. Em 1946 foi eleito o marechal Dutra para presidente da república. Depois o segundo governo de Vargas em 1951, seguido por Café Filho, em 1954, que governa por apenas dois anos. Em 1956, no governo Juscelino Kubitschek, o debate, sobre o papel da iniciativa privada, nacional, estatal e estrangeira, volta em pauta, assim como as transformações estruturais que deveriam entrar no sistema produtivo do país.
 
Portanto, entre os anos 40 até meados dos anos 60, o setor elétrico brasileiro estava marcado pela grande participação do poder público na economia, o que gerou o fortalecimento das concessionárias públicas. Em 1961 criou-se o Ministério de Minas e Energia (MME), responsável pela regulação do setor de energia do país.
 
A partir de 1960, iniciou-se o período do regime militar, após a posse e renúncia de Jânio Quadros e a posse do vice João Goulart. Mas foi em 1964, com a posse de Costa e Silva que a política do Brasil passou definitivamente às mãos dos militares. Nessa época, os sistemas elétricos, que as empresas definiam os projetos específicos que atendiam sistemas isolados, deveriam passar a funcionar de forma integrada devido ao crescimento da capacidade instalada. Dessa forma, teria melhor aproveitamento das fontes de energia e melhor serviço.
 
No início nos anos 70, foram criados os GCOIs – Grupos Coordenadores para Operação Interligada, responsáveis por coordenar, decidir e encaminhar as providências necessárias ao uso racional das instalações geradoras e de transmissão, nos sistemas interligados do sudeste e do sul. Para a regulação setorial estava em funcionamento o DNAEE, Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica, como órgão normativo e fiscalizador, junto ao MME responsável por traçar a política do setor a ser executada ela Eletrobrás. Quanto à distribuição da energia, esta dava-se através do CCON, Coordenador para Operação do Nordeste e do Comitê de Distribuição da Região Sudeste-Sul (Codi).Até então, o país contava com 11.460 MW de capacidade de energia instalada.
 
Em 1984 chega ao fim a era dos governos militares, culminando na eleição de Tancredo Neves. Mas, devido à crescente inflação, dívidas deixadas pelas obras anteriores e aos suplies credits, o setor elétrico começou a declinar-se. Os anos 80 foi uma décadas de black-outs e inadimplência setorial.
 
Nos anos 90, com a eleição de Fernando Collor, não houve estruturação para o setor elétrico, apenas algumas mudanças se concretizariam mais tarde, no plano de reestruturação, privatizações, separação dos segmentos de geração, transmissão e distribuição. Além do estabelecimento de licitação para as obras de hidrelétricas e reorganização dos órgãos reguladores e planejamento. Em 1992 foi proposta a privatização do setor elétrico com o Plano Nacional de Desestatização (PND) e tinha como prioridade a venda das empresas distribuidoras, controladas por governos estaduais.
 
Já no governo do vice Itamar Franco, em 1993, foi aprovada a Lei 8.631/93 que estabeleceu novo regime tarifário das empresas, regulamentou a Eletrobrás e as tarifas. Com o Decreto 915/93 foi possível a formação de consórcios para construção de usinas com parcerias público-privadas.
 
 
Em 1995, governo de Fernando Henrique Cardoso, foram aprovadas leis importantes para o setor elétrico, para a regulamentação dos preceitos de licitação para concessões, dando início às competições no setor. Foi criado também o Produtor Independente de Energia Elétrica (PIE). No mesmo ano foi criada a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (APINE), que congrega além de produtores de energia, outras empresas interessadas na produção independente como advocacia, consultores, construtores e fabricantes. As privatizações iniciaram com as concessionárias estaduais do segmento de distribuição.
 
 
No ano seguinte foi criada a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), vinculada ao MME, responsável por regular e fiscalizar a geração, transmissão, distribuição e comercialização da energia elétrica. É, também de responsabilidade da ANEEL, atender às reclamações de agentes elétricos e consumidores e autorizar instalações e serviços, além de exigir investimentos e estimular a competição, assegurando a universalização dos serviços.
Além da Aneel foi criado também o Operador Nacional do Sistema (ONS), para operar o Sistema Interligado Nacional (SIN) e administrar a rede básica de transmissão de energia do Brasil, por delegação dos agente, que consistem em empresas de geração, transmissão e distribuição, seguindo as regras, metodologias e critérios  codificados nos Procedimentos de Rede, aprovados pelos próprios agentes e homologados pela Aneel.
 
 
Na área de geração, a privatização foi feita através da reorganização das empresas existentes do sistema Eletrobrás, por meio de cisões, fusões, incorporações, redução de capital e criação de subsidiárias integrais. Já no segmento de transmissão, as empresas passaram a ser administradas pelos ONS, que substituiu a Eletrobrás na função de coordenar a operação interligada.
 
 
Na mesma época foi instituído o Mercado Atacadista de energia Elétrica (MAE), em ambiente virtual, auto-regulado, através do Acordo de Mercado, onde são processadas contabilização e liquidação centralizada no mercado, a curto prazo.
 
 
No final de 1998 as grandes empresas geradoras de energia elétrica criaram a Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (ABRAGE). Na mesma época, devido à livre comercialização de energia entre geradores/ comercializadores e distribuidores/ consumidores e ao surgimento de empresas de transmissão, responsáveis pelo transporte da energia aos consumidores, foram criadas a Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de energia Elétrica (ABRATE); a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL); a Associação Brasileira dos Pequenos e Médios Produtores de Energia Elétrica (APMPE).
 
 
Em 2001 o país sofreu forte crise de abastecimento de energia elétrica, assim, o governo, através de medida provisória, criou a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), para propor e implementar medidas emergenciais a fim de compatibilizar a demanda e a oferta de energia, para evitar interrupções do suprimento. No mesmo ano, houve o racionamento de energia elétrica nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, até o começo do ano seguinte, devido a problemas de hidraulicidade.
 
 
Em junho de 2001 foi criado o Comitê de Revitalização do Modelo do Setor Elétrico, o objetivo foi encaminhar propostas para corrigir as disfunções correntes e aperfeiçoar o modelo elétrico. O Comitê deveria manter em funcionamento o modelo do setor como competição em geração e distribuição, expansão de investimentos e regulamentação dos segmentos.
Os projetos realizados durante a gestão FHC tiveram continuidade e estabilização no governo Lula, propiciando a redução do consumo de energia. Em 2003, o MME, através de medidas provisórias, criou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Nesse mesmo ano a capacidade instalada no país girava em torno de 77.300 MW.
 
 
O novo modelo energético tem como principais características, a criação das “figuras” da energia já existente, ou “energia velha” e de novos empreendimentos, ou “energia nova” a fim de criar formas diferentes de comercialização; criação do Ambiente de Contratação Livre (ACL) e do Ambiente de Contratação Regulada (ACR); o planejamento setorial e planejamento energético, através da criação da EPE, subordinada ao MME; criação da Câmara de Comercialização de Energia (CCEE); redefinição das ações do MME, que passa a executar políticas energéticas do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e da Aneel que passa ter a função de regulamentação e fiscalização.
 
 
Atualmente, de acordo com a tendência apontada nas últimas décadas, a energia elétrica do Brasil é predominantemente hidráulica, com 80% de toda a produção do país. Aproximadamente existem 450 usinas elétricas em funcionamento com potência instalada de 1.000 cada uma. O potencial hidrelétrico brasileiro é enorme, ainda há muitos lugares potenciais para a instalação de usinas, principalmente na região amazônica, mas, por estar longe da região de maior consumo, a Sudeste, torna-se custoso tanto para a sua transmissão quanto ao meio ambiente.
 
 
Do total potencial do Brasil de produção de energia apenas 30% é utilizado, enquanto que em países desenvolvidos este percentual ultrapassa os 70%. Isso acontece porque pode acarretar danos sociais, econômicos, tecnológicos, ou seja, falta de domínio da tecnologia necessária, segurança de abastecimento, principalmente em relação às usinas nucleares e termoelétricas.
 
Atualmente contamos com outras tecnologias de geração, como a térmica nuclear e gás natural responsáveis por 4% cada uma; e combustível e a biomassa com 3% cada uma. Isso fez com que reduzisse a participação hidrelétrica de 92% dos anos 80 para 86% de hoje.
Felizmente, ao contrário de como aconteceu no princípio, hoje em dia, valoriza-se mais os estudos sobre impactos ambientais, populações ribeirinhas e custo-benefício de grandes obras para usinas.
 
 
 
Fontes:
 
Portal São Francisco
 
Apine
 
Mudanças Climáticas
A introdução da energia elétrica no Brasil: PARTE I12/07/2010
Por Danielle Bohnen
 
Diferentemente de como aconteceu em outros períodos da história quando as atividades, tecnologias entre outras coisas tardavam para chegar ao Brasil, como, por exemplo, o atraso de 50 anos em relação à Europa para a introdução da iluminação a gás, a energia elétrica chegou em território verde-amarelo apenas 2 anos depois da primeira experiência em Londres. No século XIX, um contexto histórico marcado pelas grandes fazendas de café e açúcar, a introdução da energia elétrica que substituiu o gás, traz um traço marcante de incongruência com a sociedade da época baseada em trabalho escravo, abolido somente em 1888.
Escravos
A cidade de Campos dos Goycatazes no Rio de Janeiro foi a primeira cidade da América Latina a substituir a iluminação pública a gás pela elétrica através de uma termoelétrica, já em 1881. Na presença do Imperador Don Pedro II, passou a funcionar o sistema de rede contínua de 52 KW capaz de iluminar 39 lâmpadas. Seis anos depois foi inaugurada a primeira usina elétrica da América do Sul, a Usina de Marmelos. Mantida por Bernardo Mascarenha, a usina tinha como finalidade abastecer sua fábrica de tecidos e a cidade de Juiz Fora, Minas Gerais. A usina oferecia os dois sistemas, corrente contínua para iluminação e corrente alternada para o funcionamento de motores.
Usina de Marmelos
Apesar de esses dois acontecimentos serem os mais importantes neste período inicial, já em 1879 a estação central ferroviária, Central do Brasil, recebeu fornecimento de energia elétrica e, em 1883, foi inaugurada em Diamantina a central hidroelétrica no Ribeirão do Inferno a fim de suprir uma mineradora.
Nesta época, o acesso à energia elétrica era restrito ao setor privilegiado da sociedade, já que não estava disponível gratuitamente. Resultado disso, foi a forte presença de capital industrial para a manutenção das fontes de energia. As indústrias se beneficiavam tanto interna como externamente da facilidade e avanço de produção proporcionados pela eletricidade. Com isso, a energia elétrica ganha um caráter de luxo, elevando o status de pessoas e regiões privilegiadas desse acesso.
Até então toda a produção era voltada a pequenas áreas urbanas e industriais para suprir sua demanda. Depois do Rio de Janeiro, apenas os estados de São Paulo e Minas Gerais voltaram seus olhos para a produção de energia elétrica. O primeiro para fornecer energia à produção de café e cana-de-açúcar, já o segundo, voltava sua atenção para as mineradoras. Esses pequenos produtores, principalmente no Estado de São Paulo começaram a um processo de concentração formando grupos que controlavam áreas maiores. Esse processo incentivou a formação de importantes companhias como a Companhia Brasileira de Energia Elétrica, CBEE, e a Companhia Paulista de Força e Luz, CPFL. Toda a produção de eletricidade estava subordinada a Ministério da Agricultura.
Com os avanços sociais e econômicos do país na época, fez-se necessário a ampliação do fornecimento de energia, pois o país passava para a fase das atividades urbano-industriais, que sentia carência de produção com o aumento do consumo. Ademais, a Primeira Guerra Mundial dificultava as importações de combustíveis e carvão, sendo assim, o país vê-se obrigado a fabricar seus próprios subsídios. Por incentivo do governo, o Brasil passa a receber tecnologia e capital estrangeiros interessados no processo de modernização e industrialização do país. Cria-se, no Canadá, a São Paulo Railway, Light and Power Company Limited, em 1899, e, a Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company Limited, em 1904. Mais tarde, em 1912, as duas empresas se fundiram formando a holding Brazilian Traction, Light and Power Co. Ltda., detendo os dois principais mercados do país. Entre os projetos mais importantes promovido pela Brazilian Traction destacam-se a hidrelétrica de Parnaíba, 1906 (2.000 kW), a hidrelétrica de Fontes (12.000 kW), em 1908 e a hidrelétrica Henry Borden (44.400 kW) em 1926.
 
As outras localidades eram supridas por pequenas produções locais regidas por concessões municipais. A partir de então o crescimento de geração de energia elétrica tomou velocidade, enquanto que em 1883 a capacidade instalada era de 52 kW, em 1890 chegou a 1.267 kW passando para 10.376 em 1900; dez anos depois atingiu a cifra de 152.401 kW e em 1920 já tinha capacidade de mais de 367.000 kW, sendo que 276.100 kW provinham de usinas hidrelétricas e 78.8800 de termoelétricas, cerca de 300 empresas serviam a 431 localidades. Portanto, foi nessa época que consolidou-se a produção hidráulica que chegou em 1910 com 82% de toda a produção. Esse desenvolvimento foi a base para a evolução da indústria de energia elétrica no país.
Em 1927, desembarca em território brasileiro a AMFORP – American & Foreign Power, um setor da empresa estadunidense Eletric Bond & Share Corporation. A AMFORP criou as companhias: Empresas Elétricas Brasileiras e a Companhia Brasileira de Força Elétrica; e teve como primeira atividade, incorporar várias concessionárias menores, tomando o segundo lugar na produção de energia elétrica do país ao lado da LIGHT.
AMFORP
Assim, nos anos 30, o Brasil chega à capacidade de 779.00 kW, sendo que a maior parte centrava-se na região sudeste, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, com a fatia de 80% de toda a distribuição. O número de empresas alcança o marco de 1.176 com 738 hidroelétricas, 637 termelétricas e 15 mistas, sendo que as primeiras detinha 85% da capacidade instalada. Nessa época a eletricidade passa a ser utilizada para outras finalidades além de iluminação pública e indústrias, como o transporte elétrico e iluminação doméstica.
Bonde elétrico
O incentivo à expansão da indústria de energia elétrica foi impulsionado pela implantação de uma política apoiada pela iniciativa estatal, em 1948. Assim, no mesmo ano, é crida a Chesf, Companhia Hidroelétrica do São Francisco, no nordeste, seguida das empresas: Cemig, em Minas Gerais, Uselpa e Cherp, posteriormente incorporadas na Cesp, em São Paulo, Copel, no Paraná, Furnas na região centro-sul, entre outras.
A principal delas foi criada em 1961 e instalada no ano seguinte. Responsável pela execução da política de energia elétrica no país, a Eletrobrás, Centrais Elétricas Brasileiras S.A., opera como empresa holding através das subsidiárias regionais Chesf e Furnas. A Eletrobrás, já em 1954, na época de Vargas, foi planejada para ser uma grande empresa estatal a fim de descentralizar o monopólio das estrangeiras e coordenar e sistematizar a construção e distribuição de usinas. Mas foi apenas em 1963, no governo Jânio Quadros que isso foi possível. Entre os anos de 1962 e 1976 a capacidade instalada triplicou passando de 5.729 mW para 17.700 mW. Foi de responsabilidade da Eletrobrás também realizar estudos sobre outras fontes de energia como a solar e das marés, além de formas para o transporte de grandes quantidades de energia a longas distâncias.
Eletrobrás
 
Fontes:
Energia Elétrica no Brasil - Blog Luís Nassif
ONS - Entenda o setor elétrico no Brasil
Escelsa - História da Energia Elétrica no Brasil
CDCC
 
APINE
Eletricidade: A vida sem ela05/07/2010

Por Danielle M. Bohnen

A energia elétrica foi responsável por diversos avanços no mundo, mas o que seu desenvolvimento pôde proporcionar sem a menor dúvida, foi a evolução da tecnologia. E como era a vida antes de todos os luxos que temos hoje promovidos pela tecnologia?
Chuveiro com água quente, aquecimento, conservação e cozimento de alimentos, a iluminação pública e residencial, tudo isso era muito diferente antes do advento da tecnologia. Apesar de hoje para nós ser impensável viver sem eles, nessa época as pessoas viviam normalmente sem esses luxos promovidos pela energia e a tecnologia.
 
COZINHA
Trata-se do lugar mais importante de uma residência, por ser onde se manipula o alimento, que carrega um importante significado sacro. O alimento é o símbolo do resultado de um trabalho, de um esforço, é quando a família se reúne para uma atividade comunitária, momento para conversar e trocar experiências e sentimentos. Mesmo quando nos reunimos com amigos, o papo sempre acaba neste canto da casa.
Em épocas remotas, a cozinha era um pouco diferente do que conhecemos hoje. Ainda em poucos lugares mais distantes da cidade, principalmente em fazendas, podemos encontrar utensílios e equipamentos rústicos que eram utilizados em épocas remotas.
Fogão a lenha
O fogão era à lenha. As pessoas costumavam acordar bem cedo para cortar galhos secos, ideais para o fogão, visto que não é qualquer madeira utilizada para esse fim. Geralmente, consistia em uma grande caixa de metal com orifícios na chapa de cima onde se apoiavam as panelas. Logo abaixo uma pequena porta dava acesso a uma câmara onde a lenha era posta. E uma gaveta abaixo da câmara servia para juntar as cinzas da lenha queimada. Outros eram construídos de barro ou tijolos, em um dos cantos da cozinha com ou sem escape para a fumaça.
Fogão a lenha de metal
Vejamos que nem sempre existiu tampouco o fogão à lenha. Em épocas mais remotas ainda, quando o ser humano vivia em pequenas comunidades, geralmente era acesa uma fogueira no centro da aldeia, onde a comida do dia era aquecida e alimentava a tribo. A hora de comer era sagrada para maioria dos povos, então muitas vezes as refeições eram acompanhadas de música e danças em agradecimento às divindades locais.
Fogueira na caverna
CONSERVAÇÃO
Você é capaz de imaginar o que seria o nosso cotidiano sem a geladeira? Pois bem, nossos antepassados desenvolveram técnicas para conservar alimentos, principalmente durante o inverno, quando era mais difícil sair para caçar, pescar ou coletar. Há estudos que comprovam que o homem pré-histórico na necessidade de conservar alimentos em períodos de escassez passou a utilizar o fogo, o ar e a água, lançando mão do que oferecia a natureza, como formas de conservação. Escolhiam lugares frios e escuros nas cavernas para ali armazenar o alimento da caça e coleta. Depois da descoberta e domínio do fogo, o homem descobriu que os alimentos cozidos duram por mais tempo.
As civilizações antigas ocidentais e orientais, desenvolveram técnicas para além de suprir a falta de alimentos em períodos de escassez, sentiram a necessidade de conservar os alimentos para o transporte de comercialização ou para longas viagens. As formas utilizadas era o gelo, lugares onde há neve era comum enterrar os alimentos. A defumação, que consiste em usar a fumaça da fogueira para desidratar os alimentos. A secagem, muito utilizada por índios e colonos brasileiros consiste em expor o alimento ao sol até estar totalmente seco. As propriedades do sal para a conservação de carne e pescado foi descoberta ao enterrar o alimento na areia da praia. Muito comum era a utilização de óleos, gordura, vinagre e mel para conservar as carnes.
Peixe seco para conservação
Durante os anos, o homem sentia cada vez mais a necessidade de conservar alimentos por mais tempo, por isso, as técnicas antigas foram sendo aprimoradas. É atribuído ao confeiteiro francês Nicolas Appart a ideia de cozinhar os alimentos e guardá-los ainda quentes em recipientes de lata sem ar. Hoje em dia, temos as conservas, que consiste em guardar os alimentos cozidos em latas e vidros a vácuo, mas que carrega um significado mais tradicional e prazer para o paladar do que por apenas conservação.
Conservas
TELEVISÃO E RÁDIO: entretenimento e diversão
O que as pessoas faziam sem a televisão e o rádio para se informar e entreter? A comunicação entre as pessoas era feita de forma interpessoal e por cartas. Antes da energia elétrica era impossível pensar em aparelhos que transmitiam som e imagem a longa distância.
As notícias mais relevantes eram sobre a própria comunidade. O antigo boca-a-boca era a única ferramenta conhecida para a troca de informações. Outra solução era por meio de cartas, que levavam dias, semanas e até muitos meses para chegarem ao seu destino, portanto, a informação que chegava ao receptor já não era mais uma “novidade”.
As crianças de hoje divertem-se jogando video-game, navegando pela internet, assistindo à televisão, entre outros. Antigamente, as brincadeiras eram bem diferentes. O centro das aldeias e posteriormente a rua, eram os lugares onde as crianças encontravam-se para brincar. No Brasil, as brincadeiras mais comuns eram: pega-pega, passa-anel, corre Cotia, ciranda, mãe da rua, pipa, carrinho de rolimã, amarelinha, bolinhas de gude e muitas outras. Além disso, as brincadeiras podiam ser totalmente improvisadas com os elementos de que dispunham naquele momento.
Amarelinha
Com os avanços tecnológicos asbrincadeiras mudaram completamente. É uma faca de dois gumes, pois ao mesmo tempo em que a criança pode aprender e ter mais acesso a diversos tipos de coisas e conhecimentos, é também privada do contato interpessoal, criatividade em equipe, entre outras coisas.
Brincadeiras de hoje: video game
A LUZ DAS CIDADES
Quando não era possível a iluminação artificial, pois até então não se tinha o domínio da energia elétrica, as pessoas tinham o hábito de viver conforme a luz natural. Isso significa que quando anoitecia era a hora de dormir e o dia começava com os primeiros raios de sol.
O homem pre-histórico, quando passa a realizar seus rituais, passa também a utilizar tochas de fogo para iluminar suas cavernas quando a noite caía. A luz do fogo é vista até hoje como símbolo divino e espiritual. Com o avanço das civilizações, o fogo e a luz continuam diretamente conectados com os rituais e os sacerdotes. Fogueiras eram acesas no centro das aldeias a fim de aquecer e iluminar o espaço de convivência, em torno dela os rituais sagrados com música, dança, etc, eram realizados, como o olho da divindade sobre os homens mortais.
Fogueira no centro da tribo
As lâmpadas de óleo já eram conhecidas pelos mesopotâmios a 8000 anos a.c. Mas foram os egípcios os pioneiros a utilizar as velas como forma de iluminação. Na idade média, era comum o uso de tochas de fibra torcida embebidas de material inflamável.
Tempos mais tarde outras formas de iluminação passaram a ser utilizadas, como as velas, feitas de cera e sebo ou lampiões a óleo ou querosene, eram utilizados grandes candelabros com várias velas. O problema é que todos eles exalavam mal cheiro e tinham propensão a acidentes e incêndios, bem como a sujeira que deixavam no ambiente.
Acendedor de lampião público
A partir de 1805, em Londres, tem início o uso de lampiões a gás nas ruas. Um funcionário era responsável por acender cada poste individualmente, o acendedor. Mas apenas quarenta anos depois passaram a ser utilizados dentro das residências. Apesar de apresentar luminosidade mais intensa o que equivalia a doze velas, os lampiões a gás, exalavam mal cheiro, produziam sonolência por intoxicação e apresentavam grande risco de incêndios e explosões.
AQUECIMENTO
Graças à evolução da eletricidade, nos dias atuais, podemos contemplar um dia de frio olhando pela janela enquanto nossos pés deliciam-se quentinhos no calor da estufa elétrica ou do aquecedor ligado na tomada. A única coisa que precisamos fazer, é ligar um botão e regular a intensidade de calor desejada.
Nas civilizações remotas encontramo-nos novamente com o fogo como elemento principal da vida humana. Não é a toa que este elemento é o mais importante para o inconsciente coletivo das nações, visto como divino, sagrado, acalentador, símbolo das ideias, das paixões, do amor. A fogueira acesa no centro da aldeia, iluminava e aquecia. Colocava toda a tribo em contato físico, mantinha longe as feras da floresta, protegia.
O desenvolvimento das cidades levou o fogo do centro da aldeia para dentro dos castelos. As lareiras, ainda, encontradas em muitas residências modernas oferecem a mesma função de aquecer, acolher e de colocar todos os membros da família em comunhão em uma noite fria.
Lareira
A SAÚDE
Sem a energia elétrica não era possível o acesso a certos tratamentos médicos comuns para nós hoje. Equipamentos como raio-x, radiograma, entre outros, eram impensáveis nas épocas remotas.
A doença e a morte eram vistas como provisões divinas, consequências de movimentos espirituais. Muitas civilizações antigas como os egípcios e os maias tinham conhecimentos avançados de medicina, com o uso de ervas, elementos naturais e inclusive cirurgias.
Porém, a energia elétrica mudou totalmente os hábitos do homem. Por um lado foi responsável por desenvolver os equipamentos para o tratamento de diversas doenças. Mas por outro é causa de muitas delas. A glândula pineal, responsável por detectar a luz e passar a informação ao cérebro é “enganada” pela luz artificial. Isso significa que os horários de sonolência não estão mais de acordo com o processo natural do amanhecer e anoitecer. Quando vamos dormir estamos sujeitos a uma série de estímulos que pode prejudicar o descanso do corpo.
Luz artificial
Em primeiro lugar, a exposição dos olhos à luz dos equipamentos como televisão e computador atrasa o relógio biológico criando o estado de alerta quando a pessoa já deveria ter ido dormir. Em segundo, há o excesso de estresse provocado pela sociedade moderna, os problemas do dia-a-dia, os noticiários da televisão, o celular, etc. Somando a tudo isso os ruídos externos, dos aparelhos em funcionamento, a luz artificial e a alimentação desequilibrada, o sono passa de um caráter de relaxamento e desligamento a um momento de tortura, causada pela insônia ou enxaqueca por uma noite mal dormida.
Dormir mal
Segundo o Dr. Alexandre Feldman, o escuro total é fundamental para que o corpo funcione da forma adequada. É durante o sono que são produzidas as substâncias que são importantes para o bom funcionamento do organismo.  “Uma delas é a malatonina. Produzida pela glândula pineal, localizada nas profundezas do cérebro, a melatonina é a rainha (e o rei) dos hormônios e neurotransmissores. Ela é um neurohormônio. Sua produção governa nossa imunidade, nossa temperatura corporal, nossos níveis de serotonina (neurotransmissor-chave cujo desequilíbrio ocorre em doenças como enxaqueca, depressão, pânico, ansiedade e fibromialgia), nossa escolha alimentar, nossos níveis de hormônio do crescimento (que nas crianças faz crescer, e nos adultos participa na regeneração das células e tecidos que se desgastaram durante o dia), nosso hormônio estrogênio, e nosso hormônio do estresse – cortisol. A melatonina também governa a qualidade do nosso próprio sono.”
Saúde?
Segundo Feldman, a má qualidade do sono pode resultar em ansiedade, depressão, enxaqueca, etc. Feldman diz que as pessoas hoje vivem fora do equilíbrio da natureza que é feito de ciclos. Estamos cada vez mais anti-naturais. Portanto, o que precisamos agora é aproveitar ao máximo as vantagens que nos proporcionou a energia elétrica, mas com os devidos cuidados para que ela não se torne a principal vilã contra a nossa saúde.
 
 
Fontes:
http://correiogourmand.com.br/info_cultura_gastronomica_12.htm
www.portaleducacao.com.br
http://www.alimentacaoforadolar.com.br/conteudo.asp?pag=132
http://www.grupoescolar.com/materia/historia_da_conservacao_dos_alimentos.html
http://portal.clickfolha.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=198:brincadeiras-de-crianca-antigamente-e-hoje-em-dia&catid=38:geral&Itemid=61
http://www.coladaweb.com/fisica/eletricidade/instalacao-eletrica-residencial
http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=157
 http://www.cciluminacoes.com.br/novo/historia_da_iluminacao.html
http://lionel-fischer.blogspot.com/2009/06/historia-da-iluminacao.html
http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/dicasemail/dica26.htm
http://pt.shvoong.com/books/dictionary/1630147-tecnologias-breve-história-da-iluminação/
A luz que vem do céu28/06/2010
Por Danielle M. Bohnen
De beleza assustadoramente grande, os raios intrigam o ser humano desde as primeiras civilizações. Mas foi apenas no século XVIII que os estudos sobre energia elétrica possibilitaram e impulsionaram as pesquisas sobre o fenômeno dos raios. Até então raios e trovões eram considerados fenômenos naturais, mas um cientista norteamericano bastante conhecido no mundo todo provou que, na realidade, a luminosidade e o estrondoso ruído que vem do céu em dias de tempestade, são consequencias de um fenômeno elétrico. Com o famoso experimento da pipa, Benjamin Franklin pôde demonstrar a veracidade de sua teoria. (mais em http://www.bohnen.com.br/Noticia.aspx?NoticiaID=111)
Nos tempos primórdios, os raios, assim como os demais fenômenos da terra, eram considerados provisões divinas, presentes ou castigos dos Deuses. Em praticamente todas as culturas do mundo existe uma divindade ligada ao fenômeno de raios e trovões. Mas hoje em dia já se sabe sua causa, forma, consequecia e tamanho. Podemos inclusive prever quando e onde é mais provável que cairá um raio. (mais em http://www.bohnen.com.br/Noticia.aspx?NoticiaID=74)
Zeus
Os raios são compostos de trovão que é o ruído causado pela movimentação do ar aquecido e o relâmpago que é a luz, formada por uma veia principal e ramificações, que aparece no caminho feito pela descarga. Os raios podem ser de polaridade positiva ou negativa. Estes últimos são mais comuns, nascem na base da nuvem e são formados por várias descargas em intervalo pequeno. Já os de carga positiva são formados no topo da nuvem e são muito mais perigosos, pois a corrente contínua dura mais tempo e carrega muito mais energia. A nuvem onde formam-se os raios chama-se “Comulonimbus” que é um pouco maior que as demais. Esse tipo de nuvem, geralmente, forma-se em dias de muito calor e alta umidade do ar, sendo assim, ocorrem com mais frequencia durante o verão.
Nuvem Comulonimbus
A descarga acontece por que o ar quente e úmido que fica próximo ao solo, por ter menor densidade, sobe ao céu e durante o trajeto entra em contato com o ar gelado, por isso vai esfriando e quando atinge o topo da nuvem já está com uma temperatura de aproximadamente 30 graus negativos. Esse ar frio faz o vapor da nuvem condensar-se para logo depois congelar formando as pedras de granizo, que com seu próprio movimento dividem-se formando cargas positivas e negativas, ionizando o ar. Quando as duas cargas se chocam acontece a descarga elétrica, ou seja, um choque elétrico, um curto-circuito de grandes proporções, a corrente elétrica que se forma é de tamanha intensidade que torna-se capaz de “perfurar” a camada atmosférica tornando-a condutora, mesmo o ar sendo naturalmente um isolante elétrico, encontra o solo fechando assim o circuito elétrico.
Raio
A descarga elétrica apesar de violenta dura menos de 1 segundo e pode acontecer entre o céu e a terra ou entre as nuvens. Esta última não oferece risco para quem está na Terra, mas é altamente perigosa para os aviões. Embora seja um fenômeno aterrorizante, os raios são responsáveis por “limpar” a atmosfera já que atraem a poeira e produzem substâncias químicas, que são levadas pelas chuvas e fertilizam o solo. Os raios que acontecem entre nuvens e terra é devido ao acúmulo de cargas opostas nos dois extremos, assim a atração torna-se extremamente forte causando na descarga em direção à terra. Existem também os raios horizontais que são formados na parte de trás da nuvem e de acordo com o deslocamento das massas que aquecem o ar à temperaturas extremamente elevadas, a descarga acontece horizontalmente. Este aquecimento do ar leva à uma expansão violenta dos gases na descarga elétrica, que leva a uma forte onda de compressão e rarefação formando um som estrondoso, ou seja, o trovão.
 
Raio Horizontal
Raio Bola
Existe um tipo de raio muitas vezes confundido com discos espaciais e OVNIs. Por ser extremamente raro, este fenômeno não é conhecido por grande parte das pessoas.
Trata-se de uma bola de luz muito brilhante que é formada pelo gás atmosférico ionizado, devido a isso pode ser observado após um relâmpago. Por ser muito instável pode ser visto por apenas alguns segundos, entretanto, dura mais tempo que um raio comum. Movimenta-se aleatoriamente e forma-se próximo da terra. Chama muito a atenção a sua cor avermelhada e por produzir um som característico que se assemelha a um zumbido.
Este tipo de raio foi estudado por pesquisadores da Nova Zelândia, que chegaram à conclusão de que, o fenômeno acontece devido à partículas de silício que interagem com o calor.
O raio bola é muito perigoso, porque pode atravessar janelas causando grandes danos nos edifícios, principalmente se tiver pessoas no local. Também pode explodir a qualquer momento. Tal explosão, além de produzir um som ensurdecedor, destrói plantações, bosques, florestas, abre buracos gigantes na terra, provoca a morte de animais e queimaduras fatais.
 
Raio Bola
O país do samba também é o país dos raios e dos super-raios
O nosso país é um dos que tem a maior incidência de raios do mundo. Principalmente a região amazônica por ser úmida e quente, seguida das regiões centro-oeste e sudeste. Isso deve-se ao fato de o clima ser propício, o tipo de relevo e a condutividade. São registrados cerca de 100 milhões de raios por ano em todo território, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Esse fato traz sérias consequencias para a economia brasileira, já que todos os anos são gastos milhões de dólares para a reparação de danos causados na rede elétrica, agricultura, eletroeletrônicos, construção civil e outros setores atingidos direta e indiretamente, somando um prejuízo de 1 bilhão de dólares por ano.
É aqui também que acontece os Super-raios. O grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/INPE) investiga desde 2008 um fenômeno raro registrado no Brasil, especialmente da região Sudeste* Ref. 1.
Super-raio
Os Super-raios atingem uma intensidade de 500 mil amperes enquanto que um raio comum chega aos 40 mil, segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior. O monitoramento revela que já houve mais 500 fenômenos dos super-raios em menos de 10 anos.
O problema mais significativo que o estudo revela é que as proteções que utilizamos hoje para a prevenção de danos causados pelos raios, não resistem à intensidade dos super-raios. Existem relatos de que edifícios devidamente protegidos, quando atingidos pelo super-raio não puderam suportar a descarga elétrica. O objetivo do estudo é saber onde há mais ocorrências e suas causas para a melhor prevenção.
A região mais atingida é o interior do estado de São Paulo, apesar de não estar provado, as causas podem ser pela constante queimada de cana de açúcar que leva ao aumento da temperatura provocando mais tempestades. Outra causa pode ser devido às constantes frentes frias nesta região.
 
Proteção: os pararraios
Inventado por Benjamin Franklin, o pararraios, até os dias atuais, é a melhor maneira de prevenir acidentes causados por raios. Esses equipamentos são projetados para conduzir a corrente elétrica pelo melhor caminho a fim de não causar danos por cargas elétricas indesejáveis. Mas cada lugar deve ser tratado especificamente, pois é usado um tipo de equipamento conforme tamanho, características gerais e localização das edificações, para tanto, deve-se consultar um especialista que através de análises e estudos é capaz de determinar a melhor estrutura para determinado lugar.
Pararraio
O objetivo principal do pararraios é o aterramento. Isso significa que ao “coletar” a carga elétrica, ele é capaz de conduzi-la à terra dissipando-a através de cabos de pequena resistência elétrica. Devido ao fato de que o raio tende a atingir o ponto mais alto, o pararraios é instalado no topo das edificações.
O pararraios funciona levando em consideração o princípio do “poder das pontas” que é um fenômeno eletrostático, ou seja, consiste na concentração de cargas elétricas acumuladas em regiões pontiagudas. Sendo assim o campo elétrico formado ao redor das pontas aumenta ionizando o ar à sua volta, quando atinge um ponto máximo, ele se descarrega pelo fio que o conduz à terra.
Outro tipo de pararraios chama-se “pararraios de Melsens, este tipo de equipamento tem a mesma finalidade do pararraio de Franklin. O que o difere é sua estrutura que consiste em uma armadura metálica de barras de ferro verticais e horizontais que envolvem o edifício. No topo do edifício as barras encontram-se e no outro extremo são conectadas ao solo.
 
Cuide e previna
Ao contrário do que se diz em dito popular que “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”, os raios, sim, são propensos a serem atraídos por determinados lugares, portanto é muito comum que um mesmo lugar seja atingido diversas vezes por raios. Embora fascinante, deve-se ter muito cuidado com esse fenômeno, já que as consequencias podem ser catastróficas. A corrente elétrica tende a buscar o caminho mais curto para fechar o circuito, portanto, o raio quando aproxima-se da terra tende a cair em lugares altos e/ou de boa condutividade. Sendo assim, árvores altas e isoladas, cercas, objetos metálicos, terrenos descampados, entre outros, são lugares propícios para a descarga elétrica. Cerca de mil pessoa morrem por ano no Brasil vítimas das descargas elétricas dos raios, algumas são atingidas diretamente e outras apenas por estarem próximas do lugar atingido. Algumas precauções devem ser tomadas e levadas muito a sério:
-       Evite a exposição em lugares descampados, durante a tempestade ou na sua formação, já que você será o ponto mais alto. Evite principalmente carregar grandes objetos metálicos como, por exemplo, o ancinho.
Tempestade
-       Evite ficar perto de árvores isoladas, antenas, torres e água como rios, lagos e piscinas, já que a água atrai a corrente elétrica e no caso dos raios por serem de tamanha proporção, rompem com a resistência da água gerando uma descarga extremamente grande.
Raio na água
-       Mesmo antes da tempestade retire animais e pessoas das proximidades de lugares metálicos como cercas, arames, lajes e antenas, já que estes ficam eletrizados devido às cargas das nuvens e podem provocar fortes choques.
-       Retire os aparelhos elétricos e telefonicos das tomadas, porque se a fiação recebe uma descarga elétrica muito grande acaba queimando e inutilizando os equipamentos.
-       Permaneça em lugares abrigados como casas, edifícios, carros, trens ou ônibus, porque, geralmente não são condutores e protegem o interior.
-       Instale uma proteção em sua residência como pararraios e equipamentos próprios para a edificação e instalações elétricas.
-       No campo, procure abrigar-se em uma casa ou em uma floresta densa.
-       Não tome banho em chuveiro elétrico. Se o raio atinge a instalação elétrica, a carga por ser muito alta pode atingir o chuveiro e, por consequencia, descer pela água atingindo a pessoa.
-       Evite ficar exposto em lugares que apesar de não serem considerados condutores podem ser inflamáveis. Muitas mortes e incêndios de florestas são causados por raios.
Raio na árvore
 
Fontes:
www.mundociencia.com.br
http://www.hidrofire.com.br/raios.htm
www.universitario.com.br
http:// fisica2100.forumeiros.com
Wikipedia
FisicoMaluco.com
*Ref.1 http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2799710-EI8147,00.html
Choque elétrico: o perigo que poucos dão importância e muitos sofrem as consequencias.21/06/2010
Por Danielle M. Bohnen
O desenvolvimento da energia elétrica foi crucial para o desenvolvimento do mundo. Apesar de ser indispensável para a vida moderna, a eletricidade pode causar danos irreversíveis se manipulada de forma equivocada. Os choques elétricos são uma preocupação constante, tanto dentro das empresas e indústrias como nas residenciais e até mesmo na rua.
A eletricidade nada mais é do que o caminho que os elétrons fazem nos átomos através de um material condutor. Ou seja, alumínio, ferro, cobre, etc, que permitem a passagem da corrente mais facilmente. Os materiais não condutores, consistem em moléculas que dificultam a passagem da corrente, esta torna-se imperceptível e muitas vezes anulada, como por exemplo o vidro, plástico, madeira, etc.
Elétrons
O corpo humano é um condutor, e, ao passar, a corrente elétrica danifica os tecidos nervosos e cerebrais, podendo provocar muitos problemas e inclusive a morte de acordo com a intensidade, pessoa e circunstancia, o que piora com a presença de água, seja pela mão encharcada ou suor da vítima. A corrente faz com que os músculos se contraiam a 60 ciclos por segundo, equivalente à frequencia da corrente alternada. Além disso os danos dependem ainda do trajeto feito pela corrente dentro do organismo, ou seja, de acordo com este trajeto o corpo sofrerá as variações. O choque elétrico mais comum é quando a corrente elétrica percorre o corpo de uma mão à outra ou da mão ao pé. O choque pode ser produzido pelo contato com um circuito energizado, a pessoa entra em contato direto com a instalação e enquanto estiver em contato e com a energia ligada, o choque se mantém, resultando em contração e lesões. Já o choque produzido por contato com corpo eletrizado trata-se da eletricidade estática, a duração é curta, por isso não provoca danos ao organismo. O choque produzido por descarga atmosférica, os raios, tem efeitos irreversíveis, neste caso a vítima sofre queimaduras e dependendo da intensidade, pode levá-la à morte.
Corrente no corpo
O tipo de corrente também interfere nos danos causados pelo choque. O organismo humano é sensível à corrente alternada. Quando o valor é de baixa intensidade passa por contrações leves, a medida que aumenta o valor da intensidade, as contrações musculares também aumentam resultando na impossibilidade de a vítima largar o objeto eletrizado, chegando à queimadura e morte por asfixia e danos de órgãos vitais. Se a intensidade não for maior que 9 mA, o choque não apresenta graves problemas. Porém, se a corrente ultrapassa esse valor, as contrações musculares tornam-se cada vez mais fortes. Se a corrente chega ou ultrapassa 20 mA o perigo é muito maior mesmo que a vítima seja exposta por pouco tempo. Já as corrente de mais de 100 mA atingem rapidamente o coração e a morte é instantânea.
Duração máxima da tensão de contato CC

 

                    Intensidade mA          
Perturbações prováveis
1
Nenhuma
1-9
Sensação cada vez mais desagradável à medida que a intensidade aumenta
9-20
Sensação dolorosa, contrações violentas, perturbações circulatórias
20-100
Sensação insuportável, contrações violentas, asfixia, perturbações circulares, fibrilação ventricular.
> 100
Asfixia imediata, fibrilação ventricular
Vario Aaperes
Asfixia imediata, queimaduras graves

 

Fonte: http://dalcantara.vilabol.uol.com.br/index4.html
Para se ter uma ideia, o choque elétrico que causa efeitos indesejáveis ao corpo humano é mil vezes menor, do que é preciso para acender uma lâmpada de 100 watts, segundo Ricardo Mattos da Sociedade Brasileira de Segurança do Trabalho, SOBES, “infelizmente, pouca gente sabe disso e desdenha do perigo de instalações e equipamentos elétricos de baixa tensão. A maioria das pessoas já passou pela experiência de um choque elétrico e por terem saído ilesas consideram esse tipo de acidente inofensivo. Aplicam o princípio da auto-exclusão quando o assunto é a susceptibilidade aos acidentes. Alguns até acham engraçado ‘levar um choque’. É a completa banalização do perigo e o desconhecimento sobre a ocorrência estimada de mais de mil mortes por ano, na Brasil, decorrentes de acidentes com eletricidade; muitos deles em situações corriqueiras e em baixa tensão”. Segundo ele, muitas pessoas sentem-se orgulhosas por trabalharem com eletricidade e muitas acreditam que é exagero as medidas de prevenção, enquanto outros preferem arriscar a própria vida e a de seus funcionários investindo em equipamentos mais baratos que não tem dispositivos de proteção. “Diante de todos esses absurdos, que ocorrem em todos os tipos de ambientes, incluindo os do trabalho, os profissionais de segurança, muitas vezes atônitos com a aparente complexidade do tema, são surpreendidos com acidentes graves e fatais em instalações e serviços de rotina”.
Vítima de choque
De acordo com Mattos, aparelhos simples, como portões, postes, andaimes, motores, etc, que são utilizados para frio, calor, movimento, entre outros, tornam-se um sério risco para pessoas desavisadas sobre suas partes equivocadamente energizadas, pois todos estes equipamentos podem apresentar defeitos por diversos motivos, seja por falha interna seja por problemas nas partes metálicas “ quando isso ocorre, uma parte da corrente elétrica passa a circular pela parte externa desses equipamentos, procurando um caminho de baixa resistência para continuar fluindo. Quando alguém faz contato com esse equipamento, o seu corpo completa esse caminho mais fácil para a corrente elétrica que quer ‘fugir’ do circuito para qual ela foi projetada”.
 
O ideal é prevenir
 
No caso de empresa e indústrias onde os funcionários estão expostos a este tipo de acidente a recomendação é evitar colocar à vida em risco com atitudes básicas do dia-a-dia, seguindo à risca as normas técnicas de instalações e a legislação de proteção ao trabalhador. Entre as formas de prevenção estão:
 
·   Uso de fio-terra, com plugues de três pinos;
·   Isolamento duplo para ferramentas elétricas manuais, fios e cabos;
·   Circuitos protegidos por disjuntores e fusíveis;
·   Inspeções periódicas do sistema de aterramento;
·   Utilização de tensão ultra-baixa para locais de imersão em água.
 
Já dentro das casas muitas precauções devem ser tomadas a fim de evitar acidentes envolvendo eletricidade:
 
·   Não mexa na parte interna das tomadas, seja os dedos ou com qualquer objeto;
·   Crianças devem ficar longe das tomadas, de preferência colocar protetores em todas elas ou uma fita adesiva que não descole facilmente;
·    Ao trocar uma lâmpada, nunca toque no vidro, as lâmpadas devem ser manipuladas pelo suporte e desligue a chave geral antes da troca;
·    De maneira nenhuma toque em objetos eletrônicos com as mãos molhadas ou úmidas;
·   Nunca toque no chuveiro ligado ou com o corpo molhado, nem para mudar a chave inverno-verão;
·   Considere todos os dispositivos como perigosos que podem provocar choque;
·   Aprenda como dimensionar um fio elétrico;
·   Não manipule um aparelho elétrico com a corrente ligada;
·   Não tente consertar nada sozinho, conte sempre com um especialista;
·   Use materiais não condutores para manipular um aparelho;
·   Use os cabos corretos para cada tipo de serviço elétrico;
·   Não sobrecarregue uma única tomada com muitos aparelhos;
·   Não utilize aparelhos quebrados, mantenha-os sempre em manutenção, principalmente se a capa de proteção dos cabos estiver danificada;
·   Chuveiros e torneiras elétricos devem ser aterrados;
·   Nunca troque a resistência queimada do chuveiro com o banheiro molhado;
·   Não manuseie objetos condutores quando há cabos elétricos aéreos;
·   Não pise em fios! Principalmente em dias de tempestade;
·   Sempre advertir as crianças sobre os riscos de empinar pipas perto de cabos elétricos, linhas de transmissão, postes, etc. A corrente elétrica pode atravessar a linha do brinquedo até chegar no corpo da criança.
 
O que fazer em caso de choque elétrico
 
Primeiros Socorros:
 
·   A primeira coisa que se deve fazer quando uma pessoa é vítima de um choque elétrico é interromper o contato da vítima com o aparelho, ou seja, desligando o interruptor ou chave;
·   afastar o fio condutor elétrico utilizando um material não condutor seco;
·   Puxar a vítima pelos pés ou mãos evitando o contato de pele com um material não condutor e com os pés aterrados, seja com botas de borracha e o chão deve estar totalmente seco;
·   Fazer respiração de socorro e massagem cardíaca;
·   Se houver fratura, imobilizar a parte afetada;
·   Se houver queimadura proteger com um pano;
·   Retirar próteses ou objetos metálicos que a vítima estiver usando;
·   Desobstruir as vias respiratórias da vítima;
·   Procure ajuda médica o mais rápido possível.
 
 
EFEITOS ESTIMADOS DA ELETRICIDADE
 

 

CORRENTE
CONSEQUÊNCIA
1 mA
Apenas perceptível
10 mA
"Agarra" a mão
16 mA
Máxima tolerável
20 mA
Parada respiratória
100 mA
Ataque cardíaco
2 A
Parada cardíaca
3 A
Valor mortal

 

Fonte: www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/eletric.htm
 
Fontes:
www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/eletric.htm
dalcantara.vilabol.uol.com.br/index4.html
www.cb.sc.gov.br/ccb/dicas_seg/seglar1.htm
www.sobes.org.br
Wikipedia
Por trás das fórmulas, a vida de Albert Einstein14/06/2010
Por Danielle Bohnen
Qualquer pessoa neste mundo já viu a imagem de um velhinho simpático de cabelos desalinhados e expressão cômica mostrando a língua. É de conhecimento geral a importância que este homem teve para o mundo moderno, ficou famoso graças às suas pesquisas e descobertas na área da física, tornando-se, uma figura conhecida, quase onipresente no mundo até os dias de hoje. Albert Einstein, físico e teórico, responsável por desenvolver a teoria da relatividade, essencial para que mundo seja como vemos hoje. É de suma importância citar também os seus trabalhos em relação ao efeito fotoelétrico e a energia atômica.
 
Einstein
A cidade de Ulm, na Alemanha de 1876, foi o lugar escolhido por Hermann Einstein e Pauline Koch para viverem depois do casamento. Em 14 de março 1879, nasce seu primogênito, Albert, uma criança que demonstrava problemas com relacionamentos interpessoais, preferindo estar sempre sozinho, brincando com jogos que não são considerados infantis, muito menos que desperte interesse de crianças. Albert interessava-se desde de tenra idade por castelos de cartas de vários andares, peças para encaixar, geometria, entre outras atividades semelhantes. Com apenas sete anos demonstra para seu tio Jakob a teoria de Pitágoras dias depois de tê-lo apresentado à geometria.
 
Einstein
Em 1881 nasce sua irmã Maja, praticamente a única criança com quem Einstein mantinha uma relação mais estreita. No ano seguinte a família Einstein muda-se para Munique, onde Hermann funda, junto do seu irmão Jakob, que era engenheiro, a empresa “Jakob Einstein & Cie”, que vendia produtos elétricos. Já em 1885, os irmãos decidem vender sua parte na empresa para arrecadar fundos e abrir "Elektrotechnische Fabrik J. Einstein & Cie", que, em sua visão, era mais rentável. A nova empresa vai de vento em popa, já que a situação político-econômica alemã oferece o campo ideal para a até em então inovação da energia elétrica.
A família Einstein, de descendência judia, não seguia os ritos, nem costumes judaicos. Hermman acreditava que todos essas atividades eram superstições sem sentido. Por tanto Albert cresceu em um ambiente livre de manifestações religiosas ou crenças. Apesar de o pequeno Albert apresentar problemas de fala e de memorização, o que levou a sua família a pensar que pudesse sofrer de dislexia, na sua fase escolar demonstrou ter grande habilidade nas matérias que levavam números e cálculos. Mas, como era de se esperar, não era nada popular e muitas vezes era o alvo das chacotas dos seus companheiros de turma. O diretor da escola, a respeito da dificuldade apresentada por Einstein e por seu pouco interesse nas aulas de grego, disse que seu comportamento era um mal exemplo e que nunca seria ninguém na vida.
Einstein
Aos cinco anos de idade, seu pai mostra-lhe uma bússola, algo que intriga o jovem Albert. Segundo relatos posteriores, o próprio Einstein revela que esse momento foi de uma “impressão profunda e duradoura”, pois ficou intrigado como a agulha do objeto sempre apontando para a mesma direção seja qual fosse sua posição. Depois de uma tentativa mal sucedida de contratar uma professora particular para dar-lhe aulas em casa, os pais de Albert matriculam-no em uma escola católica, por serem judeus não praticantes, não lhes importava que freqüentasse inclusive a catequese. Durante esse período, Einstein obtinha as melhores notas de sua turma. De uma hora para outra, Einstein sozinho resolveu seguir a fé judaica, cumprindo com todos os rituais. Mas abandona esse costume quando começa a estudar ciências.
Max Talmud, um amigo da família é o responsável por iniciar Albert em assuntos científicos e políticos. Introduz o jovem a leituras como Euclides e Kant. Já aos doze anos, Einstein dominava cálculo integral e diferencial. Embora a insistência por parte do seu pai para que cursasse a carreira de engenharia elétrica, Albert não se acostumou com o regime escolar e nega-se. Pouco tempo depois, devido a uma saturação no mercado tecnológico de energia elétrica, a família Einstein testemunha a falência da empresa de Hermann.
A família muda-se então para a Itália, onde Hermann decide abrir outra empresa no setor elétrico, mas, da mesma maneira que aconteceu com a anterior, esta também vai à falência. Albert não acompanha a sua família, decide continuar em Munique para terminar o ano letivo. Pouco tempo depois, já não suportando mais a solidão e a saudade, vai viver com a família em Milão. É nesse período que desenvolve seu estudo “A investigação do éter em campos magnéticos”. Diante da crise econômica que a família sofre neste período, vê-se obrigado a encontrar trabalho com urgência e decide entrar no curso técnico em Zurique, na renomada ETH Zürik, mas além de ter sido reprovado nos testes de biologia e línguas modernas, não poderia cursar a carreira de Física porque não tinha diploma do secundário. Por indicação do diretor da ETH, surpreendido pelo desempenho de Einstein no exame de física vai para, a cidade de Aarau, na Suíça, para terminar seus estudos secundários. No ano seguinte renuncia a cidadania alemã para evitar o serviço militar.
Permanece na Suíça até terminar a universidade. Gradua-se em física na ETH Zürik em 1900. Com a dificuldade de encontrar um emprego após a formatura, devido à influências de ex-professores, que desgostavam das atitudes de Einstein durante o período letivo, ele passa a lecionar em escolas secundárias, mas logo vê-se novamente desempregado. Nesta época enriquece sua capacidade intelectual com leituras, como Marx e Mach. Com a influência de seu amigo Adler, segue seus estudos científicos com um ponto de vista marxista. Em 1902 vai morar em Berna, onde consegue um trabalho no Departamento Suíço de Patentes. Pouco antes de assumir o cargo, juntamente com seus amigos Conrad Habicht e Maurice Solovine, cria a Academia Olímpia, que, com seus membros, Paul Habicht, Michele Besso e Marcel Grossman, formam um grupo de contra-cultura importante para o meio científico da época. Eles discutem sobre ciência, filosofia, política, a partir das ideias marxistas. É neste momento que Einstein discute suas primeiras ideias sobre a teoria da relatividade. Por influencia de Adler, que conversa com seu pai, Einstein consegue um emprego na Universidade de Berna, como suplente. Em 1901, publica um dos estudos mais importantes sobre forças capilares no “Annalen der Physik. Nesse mesmo ano recebe a sua naturalização suíça.
Teoria da Relatividade
Durante o período universitário conhece Mileva Máric, colega de turma e com ela concebe matrimônio, dois anos depois da formatura, sem a presença dos pais da noiva. Como frutos do casamento tiveram três filhos. Sua primogênita, Lieserl, não se tem documentos sobre o seu destino, talvez tenha morrido ainda criança. Hans Albert seguindo mais ou menos os passos do pai, tornou-se docente na Universidade da Califórnia. Já o caçula do casal, Eduard, formado em Música e Literatura, apresentou distúrbios psiquiátricos graves, passando a maior parte de sua vida no hospital psiquiátrico, onde permaneceu até a sua morte.
Com Mileva Máric
1905 – Ano Miraculoso
Este foi o ano mais importante da vida de Albert Einstein e, por consequência, para toda a Física moderna. É em 1905 que conclui seu doutorado e que publica seus quatro artigos mais importantes para a ciência de todos os tempos. O primeiro deles trata da ideia dos “quanta de luz”, ou seja, os fótons, mostrando a possibilidade de serem utilizados para explicar fenômenos elétricos. Apesar de as equações de Einstein estarem corretas, essa teoria não recebeu apoio dos físicos da época, pois contradizia a teoria ondulatória da luz de Maxwell. Por este trabalho, em 1921, recebeu o prêmio Nobel.
Quando recebeu o prêmio Nobel
Já o segundo artigo trata-se do movimento browniano, Einstein conseguiu provar na prática a existência dos átomos. Até então considerados apenas um conceito, a existência dos átomos não era dada como fato comprovável. O terceiro foi sobre eletrodinâmica de corpos em movimento, introduzindo a relatividade restrita. Einstein logrou estabelecer a relação entre os conceitos de tempo e distância, complementando as teorias de Hendrik Lorentz. Einstein baseou-se em dois conceitos, o primeiro foi o de Galileu sobre as leis da natureza serem a mesma para todos os observadores que se movem a uma velocidade constante relativamente uns aos outros. O segundo trata da ideia de que a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores. Este estudo tem como base principal não trabalhar com conceitos absolutos de tempo e tamanho. Este estudo ficou conhecido mais tarde como “Teoria da Relatividade Restrita”.
O último artigo é uma introdução ao conceito de massa inercial. É aí que Einstein publica a relação entre energia e massa com a equação E = mc2. Foi a partir dessa equação que a construção das bombas atômicas foi possível e para explicar a formação do Big Bang. Devido à sua fama e reconhecimento, em 1909, Albert Einstein, finalmente, consegue um emprego de docente permanente, na Universidade de Zurique.
Após a primeira Guerra Mundial, em 1914, de volta a Berlim, torna-se docente da Universidade de Berlim, senador da Sociedade Kaiser Wilhelm e diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física. No ano seguinte apresenta sua teoria da Relatividade, sob título “As equações de campo da gravitação”, onde substitui uma equação da lei de gravitação de Newton. Neste estudo, Einstein considera que todos os observadores são equivalentes e não somente os que movem-se em velocidade uniforme. É uma nova ideia de que gravidade não é uma força, ao contrario de Newton, mas uma consequencia do espaço-tempo. Dando espaço aos estudos de cosmologia, promovendo aos cientistas bases para estudar o universo.
Em 1919, Albert Einstein torna-se um nome famoso nos quatro cantos do mundo. Neste ano é quando um artigo sobre suas teorias é publicado na revista Times. Neste mesmo ano divorcia-se de Mileva, mesmo estando separados desde 1916, Einstein prefere não incomodar sua ex-mulher com as questões legais do divórcio até então, devido ao seu estado de saúde debilitado. Com o divórcio assinado, casa-se com sua prima Elsa Löwenthal, com quem mantinha um romance desde 1917 e com quem permaneceu até o dia da sua morte em 1936. Einstein permaneceu viúvo o resto de sua vida.
 
Com Elsa Löwenthal
Um homem de Paz
No ano de 1921, Einstein faz um apelo a Israel, tentando mostrar que os conflitos poderiam ser resolvidos de forma pacífica, tendo o estado Suíço como modelo de sociedade e comunidade. Como um homem de visão, Einstein dizia para quem quisesse ouvir, que mulçumanos e palestinos poderiam conviver em paz lado a lado em uma sociedade justa. Esses conflitos não foram resolvidos até os dias atuais, prova de que a ignorância da humanidade não dá ouvidos nem sequer aos seus gênios.
Na década de 1930, o partido nacionalista ganha poder e o nazismo passa a ter cada vez mais força. Em 1933 Hitler sobe ao poder na Alemanha, Einstein temendo por sua origem judaica, foge para os Estados Unidos, onde vive até a sua morte.
 
O céu do Brasil
Os brasileiros tiveram o privilégio de receber uma presença tão ilustre no ano de 1925. Albert Einstein, em um recorrido pela América do Sul, visita o Rio de Janeiro, onde faz conferências, visitas em institutos e universidades. Foi recebido pela comunidade judaica, jornalistas e cientistas. Ao jornalista Assis Chateaubriand, escreveu a nota: “O problema que minha mente formulou foi respondido pelo luminoso céu do Brasil”.
 
Com a equipe do Intituto Oswaldo Cruz
O gênio e Deus
Na questão religiosa, não cumpria os ritos da fé judaica desde que abandonou na juventude. Acreditava simplesmente que Deus estava na harmonia das coisas, das leis da natureza. Não aceitava a fé que fala sobre um Deus pessoal que intervém na história. Além disso, era determinista, não acreditava no livre-arbítrio humano, segundo ele, “o homem é livre para fazer o que quer, mas não é livre para querer o que quer”.
 
A bomba atômica
Já no posto de docente na Universidade de Princeton, seguiu seus estudos tentando unificar os campos eletromagnéticos e gravitacional em uma teoria única que nomeou “Teoria do campo unificado”. Em 1941 inicia-se o “Projeto Manhattan”, ou seja, o desenvolvimento da bomba atômica”, como pacifista e totalmente avesso aos regimes totalitários, Einstein, que a princípio ajudou na realização da bomba atômica, mais tarde torna-se um grande expoente a favor do desarmamento nuclear, escreve:
“Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. E o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se vêem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de anti-social ou de utópico? Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por ideias simples e claras”. (wikipedia).
 
Seu último ano de vida
1955 foi um ano triste para a Física e para o mundo que perdia um dos gênios mais aclamado de todos os tempos. Em Princeton, aos 76 anos, Albert Einstein morre em conseqüência de um aneurisma. Antes de seu corpo ser cremado, seu cérebro foi doado ao cientista Thomas Hervey, patologista do Hospital de Princeton. Einstein teve o privilégio de gozar sua fama e reconhecimento durante grande parte de sua vida, . Além de ser um exemplo de estudioso e cientista, é uma voz que vai ser escutada em ecos ainda por milhares de anos, quando, muitas das palavras proferidas e que não foram entendidas, começarão a fazer sentido para o resto do mundo, iluminando sua obscura ignorância. E a partir de então pode ser que exista uma resposta para a sua indagação feita ao New York Times a respeito de sua fama: “Por que ninguém me entende, mas todos me amam?”
 
Fonte:
Wikipedia
www.if.ufrgs.br/einstein
Itaipu, uma gigante entre fronteiras07/06/2010
Por Danielle M. Bohnen
A hidrelétrica Itaipu Binacional é a maior hidrelétrica do mundo, com capacidade para abastecer grande parte das cidades brasileiras e paraguaias. A região de Salto das Sete Quedas foi motivo de diversos desentendimentos entre os dois países devido à falta de clareza do Tratado de Permuta firmado entre Portugal e Espanha em 1750. Um desses conflitos foi a Guerra do Paraguai que aconteceu entre1865 e 1870. Com o fim da guerra, o Tratado de Paz que foi estabelecido em 1872, não foi suficiente para acalmar ambas as partes, já que também não era preciso e as negociações ficaram paradas nos 20 km das Sete Quedas.
 
As Sete Quedas
A ideia
Durante o regime militar, estudos realizados na região confirmaram o potencial do rio Paraná para a construção de uma hidrelétrica ou, até mesmo, duas. Durante o governo Jânio Quadros, surgiu o primeiro esboço do projeto, elaborado pelo engenheiro militar Pedro Henrique Rupp. Em seu projeto, Rupp sugeria que o desvio do rio fosse feito para dentro do território brasileiro, dessa forma, o Brasil teria 25 milhões de quilowatts, esperando que o Paraguai não se desse conta das ambições do projeto. Obviamente que o país vizinho foi contra as pretensões brasileiras, porque conforme o tratado de 1872, o rio Paraná pertence em condomínio aos dois países, isso significa que a utilização do rio, qualquer que seja o objetivo, deve ser feita de forma conjunta.
Rio Paraná
Em 1960, conversações diplomáticas chegaram ao objetivo comum entre os dois países para a construção de uma hidrelétrica de enorme potencia para abastecer e trazer vantagens aos dois países. Assim surgiu a ideia da Itaipu, a primeira hidrelétrica binacional. Mas em 1965, devido ao deslocamento de militares brasileiros na região, as negociações viram-se afetadas, pois o Paraguai entendeu essa movimentação como uma ameaça. Na iminência de outra guerra, os dois países tentam novamente resolver com diplomacia. Dessa forma, foi inaugurada a Ponte da Amizade, que permitiu que produtos paraguaios fossem exportados através de território brasileiro.
 
 
Construção Ponte da Amizade
A Ata do Iguaçu
Em junho de 1966 foi assinada a Ata do Iguaçu, que consiste em uma declaração conjunta entre os dois países na qual se dispunham a estudar aproveitamento dos recursos hidráulicos na região, pertencente em condomínio aos dois países. Além disso, fica estabelecido que “a energia eventualmente produzida pelos desníveis do rio Paraná, desde e inclusive o Salto de Sete Quedas até a foz do Iguaçu, seria dividida em partes iguais pelos dois países”. No ano seguinte foi criada a Comissão Técnica Brasileiro-Paraguaia para a realização prática da Ata do Iguaçu. Os trabalhos da comissão terminaram em 1970, quando houve a “Celebração de Cooperação” entre a comissão técnica, as Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) e a Administração Nacional de Eletricidade (Ande), do Paraguai. Em maio do mesmo ano a concorrência internacional foi aberta para que empresas de consultoria e engenharia apresentassem propostas para estudos sobre o aproveitamento energético do Paraná.
 
Assinatura Ata do Iguaçu
O Princípio
Os consórcio que venceram o projeto e construção deste grande empreendimento foram as empresas IECO dos Estados Unidos e a ELC Electroconsult, empresa italiana que foi responsável pelos estudos de viabilidade. No dia 26 de Abril de 1973, Brasil e Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu, acordo legal que afirma o aproveitamento hidrelétrico do rio Paraná pelos dois países. Justamente quando eclodiu a crise mundial do petróleo e o mundo passa a buscar fontes renováveis de energia, esse fato foi responsável por tornar ainda mais possível o sonho de uma hidrelétrica de grande magnitude.
Antes da gigante nascer
Especialistas foram enviados ao local para a escolha no melhor ponto para maior rendimento da hidrelétrica. Descobriram que perto da confluência com o Rio Iguaçu havia uma pedra submersa que dava ao trecho uma vazão de forte correnteza, indicando que ali era o ponto ideal para o aproveitamento hidrelétrico do rio. Daí vem o nome da hidrelétrica, pois os habitantes locais davam à essa pedra o nome de Itaipu, que significa em tupi, “o som da pedra”. Em 1974, foi criada a entidade Itaipu Binacional para gerenciar e administrar a construção da usina. Já em 1978, o canal de desvio foi aberto, o que secou uma parte do leito original do Paraná ser construída em concreto, a barragem principal.
 
Construção
Argentina entra na questão
Durante o processo de realização das obras, apesar de Brasil e Paraguai terem resolvido diplomaticamente seus conflitos tendo seus interesses em um ponto comum, as negociações entre esses dois países prejudicou as relações com a Argentina. Este último temia que a construção da hidrelétrica prejudicaria seus direitos e interesses sobre o rio Paraná. Em 1972, este assunto foi tema em assembléia das Nações Unidas. Em 1979, a solução foi possível com o Acordo Tripartite, entre Brasil, Paraguai e Argentina. O acordo apresentou regras sobre o aproveitamento hidráulico no trecho do rio Paraná que vai desde as Sete Quedas até a foz do Rio da Prata. Assim ficou estabelecidos os níveis do rio e as variações permitidas para diversos empreendimentos hidráulicos na bacia comum aos três países.
 
A inauguração
Em 1982 chega ao fim as obras na barragem, mas de 100 mil trabalhadores foram contratados para atuar tanto no canteiro de obras como nos escritórios administrativos brasileiros e paraguaios. Neste mesmo ano realiza-se a operação chamada de Mymba Kuera, que em tupi significa “pega-bicho”. O objetivo da operação foi resgatar 36 450 animais da área que foi inundada para a construção do lago. Em 5 de novembro do mesmo ano, o reservatório cheio de água recebe os presidentes brasileiro e paraguaio, na época, João Figueiredo e Alfredo Sttroessner, respectivamente, que acionam o mecanismo as comportas do vertedouro para a liberação da água represada. Dessa forma foi oficialmente inaugurada a Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo.
 
João Figueiredo e Alfredo Sttroessner
Como nem tudo é um mar de rosas, a construção da hidrelétrica teve muitas oposições, principalmente de ativistas ambientais quanto da população ribeirinha que vivia às margens do Paraná. Milhares de pessoas perderam suas casas e o mundo perdeu uma das suas belezas naturais que eram as Sete Quedas no município de Guaíra. Moradores a artistas realizaram diversos protestos contra a construção da hidrelétrica. A área que foi encoberta pelas águas entre Foz do Iguaçu e Guaíra teve inundadas 8 519 propriedades, seus donos foram indenizados, assim como o município de Guaíra recebeu royalties pelo alagamento das Sete Quedas.
Moradores e artistas protestando
Em 1983 é ativada a primeira turbina, mas só em 1984 a hidrelétrica para a produzir energia de fato, quando entra em operação a primeira das 20 unidades geradoras do projeto. Neste primeiro ano foram gerados 277 megawatts, no ano seguinte começaram as vendas de energia. A Itaipu foi responsável por duplicar a capacidade do Brasil em produção de energia elétrica, somando-se aos 16,7 mil megawatts que produzia até então. Conta com 20 unidades geradoras que fornecem 700 megawatts cada uma, as quais passaram a funcionar a todo vapor entre 2006 e 2007, elevando a capacidade da usina para 14 mil megawatts.
 
A Hidrelétrica
A usina, atualmente, funciona em sua capacidade total, o que corresponde a 18 unidade geradoras que trabalham o tempo todo enquanto 2 permanecem em manutenção, pois, segundo o Tratado Tripartite, este é o numero máximo permitido de unidades em operação simultânea. A hidrelétrica produz em media 90 milhões de megawatts-hora por ano. Em 2008 , a usina atingiu o seu recorde de produção: 94,68 bilhões de quilowatts-hora, o que correspondeu a 90% da energia consumida pelo Paraguai e 19% pelo Brasil.
Itaipu a noite
O comprimento da barragem é 7 700 metros, 196 metros de altura e a elevação da crista chega a 225 metros. A vazão do vertedouro chega a 62,2 mil metros cúbicos por segundo. Das 20 unidades geradoras, dez ficam na freqüência da rede elétrica do Paraguai, sendo 50 Hz com potencia nominal de 823,6 MVA, fator de potencia de 0,85 e peso de 3 343 toneladas. As outras dez na rede elétrica brasileira, são de 60 Hz e tem potencia nominal 737 MVA, fator de potencia 0,95 e peso de 3 242 toneladas. A tensão nominal de todas elas é de 18 kV. As turbinas são do tipo Francis, apresentam potencia nominal de 714 MVW e vazão nominal de 645 metros cúbicos por segundo.
 
Lago formado pelo reservatório
A renegociação
Ainda que a usina seja propriedade de ambos os países, o Brasil conservava maior poder em relação ao Paraguai. Por isso, em 2009, o Tratado de Itaipu foi renegociado. A partir deste momento, em acordo entre os presidentes Lula e Fernando Lugo, o Brasil passou a pagar o triplo ao Paraguai pela energia produzida pelo seu percentual. Nesta ocasião ficou acordado também que o Paraguai teria a permissão para vender a sua energia diretamente às empresas, sejam brasileiras ou de outros países.
 
Fontes:
Wikipédia
www.itaipu.gov.br
http://www.h2foz.com.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=173
Benjamin Franklin: o homem e a ciência31/05/2010
Por Danielle Bohnen
 
Ao contrário do que muitos pensam, Benjamin Franklin não foi apenas o “maluco” que soltou uma pipa em um dia de tempestade para desenvolver as teorias sobre energia elétrica e ter seu nome imortalizado nos livros de física e engenharia. Muito mais do que isso, é uma figura que teve um papel importante para os Estados Unidos e para o mundo todo. Sendo um personagem fundamental do iluminismo.
Nascido em Boston, em 1706, Franklin era o 15º filho entre os dois casamentos de seu pai, o comerciante de velas e ceras, Josiah Franklin. Aos dez anos de idade viu-se obrigado a deixar os estudos para ser ajudante do seu irmão que era impressor do jornal “New England Courant”. Durante os anos que passou com o irmão, chegou a ser o principal editor do jornal, escrevendo inclusive, uma coluna passando-se por uma viúva de meia idade. Apos uma discussão com o seu irmão, Franklin deixa Boston e estabelece-se na Filadélfia, em 1723. Dez anos mais tarde publica o “Poor Richard`s Almanac”, no qual cita provérbios conhecidos até os dias de hoje por todo o mundo. Na mesma época junta recursos com outros maçons e criam a primeira biblioteca pública do Estado. Fundaram juntos uma empresa para trazer e publicar livros de diversos assuntos, principalmente educação teologia.
Em 1758 já não escrevia mais o almanaque, dessa forma criou a publicação considerada uma das mais importantes da America da época colonial: “ O sermão do pai Abraão”. Na mesma época fundou a Universidade a Pensilvânia e a sociedade filosófica americana a fim fomentar e incentivar pesquisas e estudos nas áreas de ciência e comunicações. Foi durante este período que passou a interessar-se pela ciência estática, vendeu sua parte na empresa para dedicar-se aos estudos, e inicou diversos experimentos e pesquisas na área da física. Como, por exemplo, o famoso experimento com a pipa de 1752, dessa forma identificou as cargas como positivas e negativas, assim como provou que os raios são de natureza elétrica. Com isso inventou o primeiro para-raios que até hoje são largamente utilizados nas residências. Suas descobertas ganharam o mundo, assim recebeu nomeação da Royal Society e ganhou a medalha Copley.
Alem da eletricidade, Franklin teve um papel fundamental para a área da meteorologia, pois, ao visitar o mercado local em busca de notícias para o jornal, escutou que uma tormenta que estava em uma determinada região poderia chegar até ali. Intrigado com o fato de que as tormentas podem mover-se realizou diversos estudos e criou os “mapas sinópticos”. Esses mapas consistem em informações a cada 3 horas de horário sinóptico mundial, sobre os movimentos da atmosfera terrestre. Ou seja, onde estão formando-se tempestades sua pressão para onde tendem ir, são é frias ou quentes, quando vão resolver-se e de que maneira, etc. Assim torna-se possível a previsão do tempo para vários dias, tanto para navegação e agricultura quanto para turismo e alerta de desastres naturais.
Em 1751 junto do Dr. Thomas Bond, fundaram o primeiro hospital público da colônia, o Hospital da Pensilvânia. Na mesma época criou o primeiro corpo de bombeiros formado por voluntários. Sua participação na política foi muito marcante para o que mais tarde seria um país, Estados Unidos da América, pois alem de fundar instituições públicas importantes, foi responsável pela reforma dos correios e pela comunicação entre as colônias e a Grã-Betanha, como embaixador das colônias do Reino Unido, depois da independência americana tornou-se representante dos Estados Unidos na França. Durante o processo de independência Franklin teve um papel fundamental, já que alem de ser um abolicionista radical, foi responsável por redigir a “Declaração de independência” e a Constituição.
Em 1785, de volta à sua terra natal, recebeu a honra de ter um retrato pintado pelo artista Joseph Siffred Duplessis encomendado pelo rei como um dos mais importantes heróis da independência. O retrato está atualmente exposto na Galeria do Retrato Nacional em Washington. Faleceu as 84 anos na Filadélfia, em 1790, e para o seu funeral compareceram 20 mil pessoas.
 
Fonte:
http://pt.wikilingue.com/es/Meteorologia
Wikipédia
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u175.jhtm
http://ocientistaeomundo.blogspot.com/2007/07/benjamin-franklin.html
A eletricidade e os seres vivos26/04/2010
Por Danielle Bohnen
A eletricidade é um fenômeno natural que ocorre no céu, na terra e em todo o planeta, mas, o que poucos sabem é que ela está presente também nos corpos dos seres vivos, inclusive dos seres humanos e vegetais. As células biológicas são capazes de produzir correntes elétricas nos tecidos, tais como, nervos e músculos. A esse fenômeno dá-se o nome de Bioeletricidade ou bioeletromagnetismo.
As células neurais e musculares são induzidas por fatores de ação, ou seja estímulos mecânicos, enquanto que as demais células produzem uma reação química em sua membrana gerando uma corrente. Na realidade, a eletricidade é um processo natural no qual todas as células são responsáveis, por traduzirem as ações e reações do organismo em impulsos elétricos, tais como: dor, calor, sentimentos, sensações, etc.
A eletricidade é responsável por manter a comunicação entre as células e sua corrente só é possível devido às substâncias diluídas em solução que percorre todo o nosso corpo. Pois essas substâncias quando se diluem liberam elétrons na água, dessa forma, os movimentos dos íons na substância é a própria energia utilizada pelo organismo. No caso das células neurais, o processo é feito por osmose. A membrana controla o fluxo de elementos internos da célula produzindo um movimento por canais gerando, assim, eletricidade. As células também tem a capacidade para armazenar a energia produzida pela corrente.
Os povos antigos já notavam que certas reações do organismo e de certos animais produziam uma sensação distinta, porém, a bioeletricidade é atribuída às descobertas de Luigi Galvani, um médico italiano que fazia suas pesquisas com rãs dissecadas. Quando um de seus assistentes tocou o nervo de uma rã com um objeto metálico, essa produziu um movimento muscular. Tal observação intrigou ao mestre que passou a investigar a relação existente entre eletricidade e as células biológicas. Por isso, os estudos feitos nessa área levam o nome de galvinismo.
Luigi Galvani
Alguns animais são capazes de sentir o campo eletromagnético da Terra ou de outros seres. No primeiro caso temos o exemplo dos pássaros que se orientam pelo eixo norte-sul através das ondas do planeta. No segundo caso, podemos citar o tubarão. Esse animal é dotado de sensores no focinho que detectam o mínimo sinal elétrico, imperceptível aos seres humanos, de grandes animais e de pequenos peixes. Esses sensores são chamados de Ampolas de Lorenzini que são pequenas aberturas recheadas com uma substância gelatinosa que recebe os sinas elétricos, enviando-os, em seguida, ao cérebro.
Pássaros
Tubarão branco
Na natureza podemos encontrar ainda, fenômenos incríveis de peixes e arraias que são capazes não só de produzir como gerar uma corrente elétrica no ambiente. No caso dos peixes, o seu corpo é capaz de armazenar a energia gerada pelos músculos e, ao receber um estímulo externo, produz a descarga elétrica. Os motivos pelos quais levam esses animais a terem esse tipo de comportamento podem ser muitos, como, por exemplo, defesa, caça e acasalamento. A maioria desses peixes encontram seu habitat natural em águas escuras, turvas e profundas, tanto salgadas quanto doces. Geralmente tem a visão limitada e movimentos lentos, isso explica o porquê de terem desenvolvido um comportamento tão excepcional. A corrente elétrica, geralmente começa na cabeça e corre em direção à cauda e se espalha, em seguida, pelo ambiente.
Arraia
O peixe que apresenta o choque mais forte entre todos é o Poraquê que vive em mar africano. Esse animal tem a capacidade de gerar uma descarga elétrica de 600 watz. Apesar de não existir relatos sobre mortes devido a essa descarga, ela pode causar paralisia e, consequentemente, afogamento. É fácil notar que os animais que produzem choque elétrico vivem na água, porque nesse meio é mais fácil criar o campo eletromagnético e mais do que isso, expandi-lo. Se esses animais vivem na atmosfera, o choque só seria possível em contato direto com o corpo do animal.
Poraquê africano
O campo elétrico gerado por esses animais é responsável, também, por dar-lhes todas as informações sobre o ambiente que os circunda. Todos os objetos, animais, plantas e mudanças de qualquer natureza são captados por esse campo. O que acontece é que todos esses estímulos deformam o campo elétrico de forma a passar detalhes do meio, tais como forma, volume, tamanho, se está vivo, morto, se é planta, outro peixe ou uma ameaça.
A eletricidade, como acreditava Galvani, está de alguma forma ligada à vida. É certo dizer que se não fosse por todos esses processos sensíveis e delicados de cada célula do nosso corpo e dos corpos dos outros seres vivos, ela nunca seria possível.
Cobre: um mineral precioso12/04/2010
Danielle M. Bohnen
O ser humano retira da natureza todos os recursos necessários para a criação de objetos e materiais que são utilizados no seu dia-a-dia. Com a energia elétrica não poderia ser diferente. Observando o curso da história da produção de energia podemos notar que os grandes gênios responsáveis pela eletricidade tal como a conhecemos hoje, utilizaram diferentes materiais para seus experimentos. Dentre eles, Stephen Gray, cientista inglês, constatou que certos objetos quando friccionados apresentam corrente elétrica que pode ser passada para qualquer coisa que o toque, ao passo que outros apresentavam mais dificuldade para conduzir um corrente. Assim, denominou os do primeiro tipo de “condutores” e os demais de “não-condutores”. A partir das descobertas de Gray, os cientistas puderam testar quais materiais eram mais apropriados para suas próprias experiências. Assim passaram a utilizar minerais que apresentam maior condutividade que outros tipos de materiais.
Cabo de cobre
 Atualmente é sabido que certos minerais são melhores condutores do que outros. A prata e o ouro são os minérios que apresentam menor resistência para a passagem da corrente elétrica, por isso, são melhores condutores. Porém, por seu custo elevado, o alumínio e o cobre são os minerais mais comuns para todo o tipo de uso. A diferença entre os dois é bastante grande. O alumínio, apesar de apresentar um peso inferior, tem a resistência 65% maior que o cobre. Alem disso é mais vulnerável a danos e apresenta maior dilatação quando exposto a temperaturas elevadas. Sendo assim, o cobre é o material que está em primeiro lugar, largamente usado para transmissão de redes, aparelhos eletrônicos, condução de energia em longas distancias, industrias, etc.
Cobre
A utilização do cobre data entre 8000 e 4000 a. c., com o descobrimento de um colar de bronze no Iraque em 1991. Por alguma razão o homem neolítico fundiu cobre com estanho no fogo e descobriu que o resultado é um material mais resistente para a fabricação de armas e outros objetos, assim o ser humano passa da idade da pedra para a Idade do bronze, foram descobertos muitos utensílios feitos desse material por todo o mundo datados nesse período. Alem do colar no Iraque, foram encontradas moedas, armas e outros objetos sumérios e egípcios. Na China, há mais de 2000 anos o cobre foi descoberto e refinado ao ponto de uma qualidade superior. O povo fenício costumava importar o minério da Grécia, porém logo encontrou fontes desse mineral em seu próprio território, Chipre, que se localiza entre Grécia e Egito. Os romanos nomearam o metal decyprium ou cuprum, - que sigfinica metal da ilha e Chipre - originando nome atual. O uso do cobre continuou durante a Idade Média para a fabricação de armas, moedas e utensílios diversos.
Colar de cobre
O cobre pode ser obtido puro diretamente da crosta terrestre, ou a partir de outros materiais que apresentam cobre em menor quantidade, como é o caso da pirita, calcosina, covelina, calcopirita, bornita, azuquita e malaquita. Os países ricos em cobre são Estados Unidos, Inglaterra, Egito, Rússia, Japão, Congo e Chile. No Brasil, não existe grandes quantidades desse mineral, o que já foi encontrado são pequenas quantidades em forma nativa e, em maior quantidade, em forma de sulfetos, em Viçosa no Ceará. Por não apresentar quantidades consideráveis de cobre nativo, se torna pouco rentável sua exploração em solo brasileiro. Portanto, a exploração é voltada aos compostos que se apresentam em quantidade considerável por todo território nacional. As principais jazidas se localizam na Bahia, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, de onde são retirados principalmente, zinco e níquel para a obtenção do cobre. O minério é utilizado em larga escala no mundo inteiro, sendo 60% do total refinado é destinado ao uso de transmissão de energia elétrica. 
Cobre nativo                          Pirita
As propriedades do cobre são, segundo Carlos A. Rojas da Unoversidade Federal do Paraná:
 
“Físicas:
metal de cor rosa avermelhado.
Densidade: 8,9 kg/dm3.
Ponto de fusão: 1083 ºC.
Resistividade elétrica: 0,0171 mm2/m (cobre + 0,04 %
O2).
Coeficiente de dilatação a 20 ºC: 16,5.10-6 por ºC.
Químicas:
A água pura não exerce ação nenhuma sobre o cobre,
qualquer que seja a temperatura. A temperatura comum, o
ar úmido provoca a oxidação do cobre. Há a formação de
uma camada superficial de vedete que protege o metal de
um ataque em profundidade. O cobre é atacado por todos
os ácidos.
Mecânicas:
Variam muito, segundo o estado do metal. O cobre é
dúctil e maleável a frio, contudo, este trabalho leva a um
estiramento intenso que se pode fazer desaparecer, em se
procedendo a um recozimento”.
 
O cobre e o Organismo
O nosso corpo também necessita de cobre para o seu pleno funcionamento. Ele se torna essencial por ser responsável por diversos processos metabólicos das enzimas. Ele ajuda, por exemplo, na defesa dos radicais livres, participa da síntese da elastina e do colágeno, tornando-se essencial para a pele, participa também na síntese dos hormônios da tireóide. A deficiência do cobre pode causar fios brancos nos cabelos, anemia, já que o cobre ajuda na absorção do ferro, osteoporose e insuficiência cardíaca. Já o seu excesso pode causar, vômitos, dores epigástricas e hemólise.
Panela de cobre
Existem doenças serias causadas pela deficiência ou excesso de cobre no organismo. Algumas delas estão associadas à predisposição genética do paciente. Como é o caso de pessoas que sofrem da Doença de Menkes, que é uma mutação genética associada ao cromossomo X. A proteína responsável pela absorção e distribuição do cobre tem seu funcionamento comprometido, o que gera deteorização cerebral gradativa, cabelo frágil e quebradiço, por isso é também conhecida comosíndrome dos cabelos torcidos. A mutação é passada pelas mães, porém somente os filhos homens apresentam a doença.
Mina Chuquicamata
Já o excesso de cobre no organismo pode causar a Doença de Wilson. Essa síndrome é um distúrbio do gene ATP7B, que causa alteração no transporte do cobre gerando seu acumulo no fígado, rins, córneas, tecidos e cérebro. As pessoas portadoras dessa doença sofrem distúrbios hepáticos e renais, anormalidades motoras, osteoporose, anemia entre outros sintomas. As alterações podem ocorrer durante toda a vida da pessoa, sendo mais comum os casos em que se manifesta cerca dos 25 anos.
 
Cuidados
O cobre é também um material tóxico. O sulfato de cobre é letal e deve ser manejado de forma responsável. Nas metalúrgicas e nas minas é necessário o uso de luvas, mascara e óculos. Cobre em pó pode provocar dor de garganta, problemas respiratórios e dores de cabeça. Deve-se ter precaução já que reage com oxidantes podendo, assim, causar explosões. A água pode ser contaminada com o manejo irresponsável e por abandono de minas, que contaminam lençóis freáticos e rios. A água quando contaminada, apresenta uma coloração avermelhada, odor e sabor característicos o que a torna não apropriada para o consumo. Utensílios feitos de cobre devem ter atenção de manutenção, já que pode contaminar os alimentos, roupas, etc.
Tubo de cobre
Bibliografia:
www.procobre.org.br
Wikipedia
www.medicinacomplementar.com.br
ROJAS, Carlos. O Cobre e sua obtenção. UFPR
www.coladaweb.com
www.dicionariosdesindromes.blogspot.com
www.hepcentro.com.br
Tempestade, raio e trovão: o medo da humanidade e sua explicação mitológica05/04/2010
Desde que a humanidade surgiu no mundo em forma de civilização passou a questionar-se e a questionar o mundo em que vivia. Assim o homem leva consigo por toda sua existência sua explicação sobre a vida, a origem e o fim do mundo. Um dos temas que freqüentemente aparece na maioria dos mitos dos povos antigos, é sobre as forças da natureza e seu significado, sendo que a origem e manifestação de raios, trovões, relâmpagos e tempestades é o que mais fascinou e amedrontou o ser humano durante milhares de anos. A partir dessa intrigante questão, o ser humano deixou de procurar entender, para tentar interagir com esse fenômeno. Assim com anos de estudos de grandes gênios, chegamos ao que conhecemos hoje como energia elétrica, ou simplesmente, eletricidade.
Se voltarmos nos olhos para o passado e fizermos uma rápida leitura das mitologias de diversas culturas antigas que influenciaram o ocidente, podemos encontrar muitas coincidências e perceber que certas duvidas intrigam o ser humano até os dias atuais. Os trovões e tempestades, luz e som que vem do céu de forma rápida e assustadora tem explicações mais profundas que fazem parte do inconsciente humano do que apenas a explicação científica do magnetismo causado por diferenças de energias positiva e negativa entre céu e terra. Vejamos o exemplo da cultura Nórdica, germânica, onde o Deus Thor, consagrado ao trovão e tempestades é considerado a divindade mais forte entre todos os deuses dessa cultura. Segundo os escritos datados de duas décadas depois de cristo (já que os nórdicos, assim como os celtas possuíam apenas comunicação oral) diz que Thor era um guerreiro gigante que matava gigantes de gelo.
Thor
Sua arma era um martelo mágico de cabeça grande e cabo pequeno, chamado mjolnir, de onde jorrava raios de luz. Segundo o panteão nórdico, Thor era o maior destruidor do mal, alem do martelo, que nunca errava o alvo e sempre voltava à sua mão, ele usava luvas de ferro especiais para segurar o martelo e um cinturão que dobrava as suas forças. Thor era o deus mais próximo dos camponeses e pessoas humildes, a sua lenda conta que depois de lutar em guerras, ele voltava a seu castelo e recebia os espíritos dos pobres que haviam morrido.
O Deus Thor, tem um significado importante para a cultura anglo-saxônica, como protetor do mundo e da comunidade, temas extremamente importantes para os povos nórdicos, por isso tem como símbolo o carvalho representando o tronco da família. É atribuído a ele a morte da serpente Jormungand que ameaçava a terra. Os povos nórdicos elegeram o quinto dia da semana ao deus Thor, “Thursday”, em inglês, “Thor`s Day”. Em muitas histórias podemos encontrar relatos de que quando ele percorria o céu em sua carruagem puxada por dois bodes havia um grande barulho que estremecia toda a terra. Essa imagem é vista também na cultura celta em relação ao deus Taranis, um dos mais populares entre as tribos celtas. Deus do fogo e das tempestades, a lenda conta que o barulho do trovão era causado pelas rodas de sua carruagem e a luz dos relâmpagos pelas fagulhas que saltavam dos cascos de seus cavalos, seu nome deriva da plavra “Tarah” que significa “relâmpago”.
Taranis
Na mitologia grega, o Deus mais poderoso do Monte Olimpo é o qual controla os trovões e as tempestades. Zeus é sempre retratado com sua arma mais poderosa: os raios. Patrono das chuvas, sua mitologia o retrata como um deus forte, rei dos deuses. Assim como Thor, tem como símbolo sagrado, o carvalho. Sua lenda conta que era filho de Reia (Deusa mãe-terra) e Cronos (Deus do tempo). Apesar de muitas historias terem diferenças de dados e datas na maioria delas foi casado com Hera, deusa da família, e mostra muitas vezes cenas eróticas, de traição e descendência. Zeus é atribuído como pai de muitos dos heróis e deuses gregos, como por exemplo Hercules. Os jogos olímpicos era feitos em sua homenagem.
Zeus
A história de Zeus conta que a Deusa Gaia (terra) profetizou que Cronos, rei do Olimpo, seria destronado e substituído por um de seus filhos. Assim, a cada um que nascia ele os devorava. Quando Reia estava gestando o sexto filho, temeu que tivera o mesmo destino dos outros, então, com a ajuda de Gaia, deu à luz às escondidas à criança que chamou de Zeus, “tesouro que reluz”. Aos cuidados das ninfas, Zeus cresceu forte e saudável, quando atingiu idade adulta foi de encontro ao pai. Disfarçado, deu-lhe de beber uma beberagem que o fez vomitar todos os filhos engolidos e que agora eram adultos. Zeus uniu todo eles em uma rebelião contra Cronos. Depois de uma grande guerra, conhecida como Titomaquia, os jovens deuses ganham o controle do Monte Olimpo destituindo Cronos e reconhecendo Zeus como Deus dos céu e da terra, o oceano passou aos domínios de Poseidon e Hades deus do submundo ou mundo dos mortos.Zeus como deus dos deuses e dos homens era o mais forte de todos e o mais justo. Fazia suas leis e punia imediatamente quem as descumprisse seja deus ou mortal. A forma de punição mais usada contra a humanidade era provocar tempestades e raios contra a terra.
Na cultura considerada berço do mundo, podemos encontrar como divindade dos trovões e tempestades, o Deus Seth. No Egito a lenda conta que Osíris, deus do mundo, foi destituído e assassinado por seu irmão Seth. Isis esposa de Osíris, desesperada encontra o corpo do marido e consegue engravidar mesmo com ele morto, o fruto dessa união é Horus. Isis se esconde com o filho para que Seth não saiba de sua existência e tente contra sua vida. Mesmo assim, ela precisa da ajuda de outros deuses para curar as diversas moléstias que sofreu seu filho durante toda sua infância. O protetor mais amável de Horus foi Rá seguido de Toth, deus da sabedoria.
Seth
Depois de adulto, Horus decide vingar a morte do pai e vai de encontro a Seth. Este com seu caráter destruidor e implacável, prega diversas armadilhas em Horus que corre aos braços de sua mãe para curar-se. Depois de diversos conflitos entre os dois deuses sobre quem era o mais apropriado para governar o mundo, o deus soberano Rá, ordena que Osíris volte para acertar suas contas com o seu assassino, ordenando que cada um desse o seu melhor para que os outros deuses pudessem avaliar qual era o melhor candidato. Osíris ofereceu a todos trigo e cevada enquanto Seth fez demonstrações de força e poder. Assim os deuses elegeram Osíris como vencedor e seu filho Horus foi escolhido como seu sucessor e passou a governar em seu lugar.
Diante do caráter explosivo, poderoso, implacável e atormentador de Seth, Rá lhe concedeu um lugar no céu, como deus dos trovões e das tempestades. Símbolo da desordem e violência e, apesar de muitas vezes ser visto como um deus cruel, Seth era considerado um deus bom e terno. Era venerado no Alto Egito e tem como principal símbolo o burro e o Oasis.
Podemos encontrar também símbolos para as tempestades e trovões entre as culturas cristãs. No catolicismo, é a imagem de um mulher que representa essa força da natureza. Conta a lenda que Santa Barbara era uma virgem linda e rica que viveu entre 235 ou 313, em Nicomédia, Egito. Por sua exuberante beleza e temendo pela vida da única filha, seu pai, Dióscoro a aprisionou em uma torre. Já em idade amadurecida, ela rejeitava todos os pretendentes a casamento, seu pai atribuiu essa atitude como conseqüência de anos de reclusão, assim a permitiu que conhecesse a cidade. No meio de tanta gente, ela encontrou um rapaz que lhe falou sobre a nova fé em um Deus único, lhe explicou sobre a santa trindade e outros dogmas cristãos.
Santa Barbara
Quando seu pai saiu de viagem, ela ordenou que se construísse mais uma janela na torre, que até então tinha duas, para representar a Santa Trindade e se foi batizada. Seu pai quando voltou, descobriu as pretensões da filha e não aceitou sua nova fé. A denunciou ao prefeito que a condenou à tortura e à sentença de morte, foi obrigada a andar nua pela cidade e teve seus seios cortados. Seu próprio pai foi responsável pela sua morte degolando-a com uma espada, segundo a lenda, quando sua cabeça caiu no chão, se formou uma tempestade e um enorme raio caiu do céu e atravessou o corpo de seu assassino. Por isso, Santa Barbara é conhecida como protetora das tempestades, raios, trovões e também, padroeira de todos aqueles que trabalham com fogo.
No Brasil, devido ao sincretismo religioso, conseqüência de uma diversidade cultural que forma a sociedade do país, encontramos nas religiões afro-brasileiras, Umbanda e Candomblé, a Orixá Iansã, Oyá, sincretizada como Santa Barbara. Ela é reconhecida como a entidade que anula cargas negativas e feitiços maléficos. As tempestades também podem ser vistas como simbólicas, representantes dos feitiços ou demandas. Mas ao contrario de Santa Barbara que é sempre vista como meiga e ingênua, Iansã é retratada como uma mulher forte, autoritária e impetuosa. Ao lado de Xangô forma o trono da lei e da justiça. É também atribuída ao submundo, protetora dos espíritos desencarnados. Ela é vista como a divindade que abre os reservatório de água para fecundar a terra, que sopra os ventos do mundo e que dá passagem aos raios de Xangô à terra.
Xangô
Oyá é cultuada na Nigéria onde se faz preces antes das tempestades para pedir-lhe clemência a Xangô, divindade dos trovões. A lenda conta que Iansã é um título que recebeu Oyá que significa “entardecer” ou “Céu rosado”, de Xangô que dizia que ela era radiante como o entardecer. A historia conta que foi uma princesa Yorubá muito forte, casou-se com seu primo e governou a cidade de Irá com valentia e coragem, não se deixou abater por conflitos ou guerras, conquistando reinos próximos e expandindo o reino yorubano.
Este pequeno esboço sobre algumas das principais mitologias que compõe o mundo ocidental atual mostra como o ser humano na tentativa de sanar duvidas profundas, cria e descobre meios de entender e controlar a natureza. Mas mesmo depois da evolução da energia elétrica e toda a ciência física que estuda esses fenômenos naturais, eles continuam fascinando e intrigando a humanidade, que ainda estremece e se amedronta com qualquer pequeno sinal de tempestade.
  
Fonte:
Wikipédia www.wikipedia.com
http://www.mundodosfilosofos.com.br/deuses.htm
www.nomismatike.hpg.ig.com.br
www.sobiografias.hpg.ig.com.br
http://www.tione.h-br.com/Egipcia_arquivos/Page455.htm
 
http://www.arlekimbr.hpg.ig.com.br/egpcia.html
http://www.claudiocrow.com.br/mitos_galia.htm
www.nuss.com.br/os-orixas/inhansa.html
www.rosanevolpatto.trd.br/deusaiansa.htm
http://www.ruadasflores.com/stabarbara/
Um brasileiro em meio às controvérsias sobre a origem do rádio29/03/2010
A origem do rádio está vinculada, assim como todos os eletrônicos, à evolução da Energia Elétrica com seus principais personagens (leia nossa matéria “A evolução da Energia Elétrica” que se encontra em nosso arquivo online). Onde cada um deu seu próprio conhecimento como uma peça básica que compõe todo o sistema que hoje conhecemos.
Em fins de 1870, Nicola Tesla, cientista italiano se opôs às pesquisas de Thomas Alva Edison, o famoso inventor da lâmpada, que só utilizava correntes contínuas e passou a fazer experimentos com correntes alternadas. Assim então, descobriu que não era necessário fios para se obter uma corrente elétrica e inventou o primeiro “transformador amplificador” na tentativa de iluminar o mundo gratuitamente, porém interesses políticos e coorporativos o impediram de seguir com suas pesquisas. Na tentativa e conseguir verba para seus reais interesses, Tesla apresentou o projeto para uma nova invenção sobre um rádio transmissor, mas que acabou abandonando para seguir as pesquisas com o transformador.
Nikola Tesla
Outros dois nomes muito importantes são James C. Maxwell, professor inglês da Universidade de Combridge, que provou a existência de ondas eletromagnéticas na teoria onde luz e calor são vibrações eletromagnética. E, Henrich Rudolph Hertz, que provou na prática as pesquisas de Maxwell. Através de aparelhos de sua invenção ele pôde definir a velocidade e longitude dessas ondas, por isso as “ondas de rádio”, até hoje, levam o seu nome.
James C. Maxwell
Hertz
Mas para quem conhece um pouco da história das telecomunicações já ouviu falar em um nome que se tornou famoso na história, mas que hoje é sabido e questionado o seu valor quanto à inventor do rádio: Guiglielmo Marconi. Natural da Itália, Marconi utilizou as descobertas de Tesla, Maxwell e Hertz para compor o primeiro aparelho radiofônico conhecido pelo mundo, fez seus primeiros testes no ano de 1895. Porém já é de conhecimento mundial que o padre brasileiro Roberto Landell de Moura criou aparelhos de transmissão de ondas de rádio em 1893.
Guglielmo Marconi
Marconi conseguiu a patente da rádio em 1896 e Landell só a conseguiria em 1900. Infelizmente, apesar de haver registros que comprovam as experiências do sacerdote, nem o mundo nem o Brasil lhe dá o lugar que lhe cabe na historia das telecomunicações. Segundo Luiz Netto em seu texto “O Radio é uma invenção produto do trabalho de um homem só?”, o autor explícita: “Se estivessemos preocupados com quem fez o que e em que datas, os registros são claros: Em06 de junho de 1900 Landell de Moura fez uma transmissão da palavra humana articulada com a presença da imprensa registrando o fato e a presença de autoridades na época incluindo o consul britânico em São Paulo, P.C.Lupton, isto para dizer o mínimo já que são feitas referências às datas de 1893, época em que isto já foi conseguido, já com fonia, mas que alguns questionam. Recordemos que é consignado à Marconi em 1895 somente a telegrafia utilizando o Código Morse e não fonia… Isto mostra que apesar de, em geral, na história do rádio um nome só ser lembrado, aqui os norte-americanos quando a questão envolvia consequências econômicas não fizeram coro nessa concordância”.
Pe. Roberto Landell de Moura
Para Netto a descoberta das telecomunicações não pode estar vinculada a apenas um nome. Já que todas as invenções foram criadas a partir de pesquisas realizadas pelos seus antecessores. “No caso das telecomunicações, existe um evidente exagero ao se mencionar o nome de Guglielmo Marconi como o inventor, "o pai" do rádio. Tal afirmação levanta uma onda de protestos e reclamações sôbre a prioridade em muitos países inclusive no Brasil. Poucos brasileiros têm conhecimento dos trabalhos do Padre Roberto Landell de Moura,o primeiro radioamador do mundo, (Eletrônica Popular, nov/dez 1967) e um dos indiscutíveis pioneiros das telecomunicações, não só no Brasil, mas no mundo inteiro”. Segundo o autor, o padre Landell de Moura, fez uso de alguns aparelhos conhecidos na época em combinação com suas invenções totalmente originais e descnhecidas dentro da sociedade científica da época: “O padre Landell de Moura construía e demonstrava seus engenhosos aparelhos de comunicações, tanto telegráficos como telefônicos, justamente na época em que o telefone com fio era a grande novidade em aplicação nos grandes centros europeus e americanos. O telégrafo ja era bastante usado e conhecido, porém o "telégrafo sem fio", era uma novidade total mesmo nos meios científicos europeus ou americanos. O "telefone sem fio" usando como onda portadora um raio de luz ou outra vibração eletromagnética, era uma idéia totalmente original e cuja prioridade pertence indiscutívelmente ao brasileiro Landell de Moura… Hoje examinando os esquemas, circuitos e descrições dos aparelhos do incrível padre Landell, surpreende a sua engenhosidade ou mesmo a sua genialidade, absoluta segurança de julgamentos sôbre as próximas e futuras possibilidades das comunicações por ondas eletromagnéticas”.
Assim é evidente a importância do padre Roberto Landell de Moura para a evolução das telecomunicações no Brasil e no mundo. Seu nome merece receber um lugar junto aos dos grandes cientistas e pesquisadores que ajudaram e aos que ajudam hoje a montar o quebra-cabeça sem fim de uma história em constante evolução.
Fontewww.srhistoria.blogspot.com
www.landelldemoura.qsl.br/antena.htm
Para saber mais:
Livro:
-       FORNARI, Ernani. “O incrível padre Landell de Moura”. Ed. Globo.
Na web:
-       http://depokafe.wordpress.com/2007/06/20/o-verdadeiro-inventor-do-radio
-        http://inventors.about.com/od/rstartinventions/a/radio.htm
-       http://en.wikipedia.org/wiki/Invention_of_radio
Como a Energia elétrica chega às nossas casas?12/03/2010
Danielle M. Bohnen
Nada seria sem ela! O mundo se move a partir dela, a maioria dos equipamentos que são fabricados tem a energia elétrica como principal fonte para o seu funcionamento. Quando acendemos uma luz, ligamos a televisão ou o rádio, quando o despertador toca para nos acordar, nem nos damos conta de que nada disso seria possível se não fosse pela energia elétrica.
A energia elétrica pode ser gerada de diversas formas, como pela força dos ventos, os raios solares e até pela biomassa, entre outras. Mas, a hidrelétrica é principal fonte de energia utilizada no Brasil,  mais de 90% do total, pois o país conta com uma grande quantidade de rios em seu território.
As hidrelétricas são basicamente uma barragem construída no meio de um rio, criando desnível entre as quantidades de água antes da barragem, que é maior e, depois dela, menor. Forma-se uma cachoeira quando a correnteza passa de um nível ao outro, a queda da água determina o aproveitamento de geração da eletricidade, quanto maior a vazão de água, maior é esse aproveitamento. Por isso a variação de aproveitamento está sujeita às quantidades de chuva, pois em tempos de estiagem o nível do rio tende a baixar, o que prejudica a geração de energia. A energia hidráulica obtida através da força da água é transformada em energia mecânica, quando a água passa por uma turbina e a faz girar, depois, através de um gerador é transformada em energia elétrica. Esta energia é transmitida para as linhas de transmissão que são conectadas à rede de distribuição que conduz através de fiação, postes, cabos e transformadores, a energia elétrica para as residências.
Qual o sistema de medida para energia elétrica?
A forma de medida utilizada para energia Elétrica é a Watt-hora, com a sigla Wh.

 

K  
quilo 
mil
KWh
M
mega
milhão
MWh
G    
giga
bilhão
GWh
T    
tera
trilhão
TWh

 

 


Suíça: Encantos no Coração da Europa08/03/2010
Suíça: Encantos no Coração da Europa
Danielle M. Bohnen
A Suíça é conhecida mundialmente pelo souvenir mais apreciado no mundo inteiro: o chocolate. De fato, ninguém volta de uma viagem à Suíça sem algumas caixas de chocolate. A indústria manufatureira de chocolate na Suíça tem reconhecimento internacional devido à qualidade dos produtos. De cremosidade, sabor e texturas variados, o chocolate suíço é produzido durante o ano todo, oferecendo as peculiaridades em cada estação, como os “chocolates de flores” na primavera, o chocolate quente no inverno, os especiais de Natal e assim por diante. Também cada região suíça produz seus tipos de chocolate, como em Berna, onde se pode encontrar os famosos “chocolates ursos”.
Cenários encantadores
Quem deseja conhecer esse país encantador que é a Suíça, não pode deixar de visitar as montanhas que formam os Alpes. As montanhas são cobertas de neve o ano inteiro e podem ser vistas no horizonte de qualquer cidade. Os Alpes têm uma extensão que vai desde a fronteira com a França, passando pela Áustria cobrindo todo interior suíço, onde ficam as fazendas e os campos. Os esportes de inverno são praticados principalmente na região das montanhas Jura, nome dado pelos ancestrais celtas, termo que significa “floresta”. A montanha mais alta é Dufourspitze, de 15,203 pés de altura, seguida por Dom e a Matterhorn com 14,913 e 14,691 pés de altura, respectivamente.
Onde a reciclagem dá certo
Esse pequeno país no coração da Europa, além de um grande produtor de chocolate e apresentar paisagens belíssimas, tem desenvolvimento cultural e tecnológico notável, modelo para os países do mundo todo. A Suíça é o país que mais recicla lixo do mundo, 66% a 96% de tipos diferentes materiais são reciclados. Na maioria das cidades, o lixo comum (exceto itens perigosos) só é recolhido se estiver dentro de um saco lacrado ou em sacolas oficiais, em ambos os casos é necessário pagar uma taxa para o serviço, assim o país incentiva financeiramente a reciclagem, que é gratuita. Oficiais de saúde do governo e a polícia têm permissão para abrir as latas e procurar objetos, como antigas contas e papéis de documentos, para encontrar as pessoas que não pagaram a taxa de depósito para que sejam punidas com multas que vão de 200 a 500 francos suíços.
A Evolução da Energia Elétrica01/03/2010

Stephen Gray

 
Nos dias atuais, nada seria possível sem a energia elétrica, já que o mundo se move pela eletricidade e também, na mesma velocidade que ela. Pode ser uma conclusão um tanto relativa, mas é fato que as descobertas e invenções proporcionadas pela energia elétrica são responsáveis pela forma que o mundo é hoje e, principalmente, pela forma como a humanidade pensa e interage com o mundo. A palavra eletricidade tem origem na Grécia antiga, quando Tales de Mileto, esfregando um pedaço de lã em um âmbar, que em grego é “elektron”, constatou que este tinha um comportamento curioso de atrair objetos para si. Mais de dois mil anos depois, um inglês, William Gilbert constatou que outros materiais, como pedras preciosas, quando friccionados por certos materiais apresentavam o mesmo comportamento do âmbar. Gilbert atribuiu à propriedade de objetos atraírem outros corpos de força elétrica, um “fluido”, que, segundo ele, depois de removido pela fricção, deixava uma “emanação”. No século XVII, um físico chamado Otto Von Guericke construiu uma máquina que consistia em uma bola de enxofre girando em um eixo horizontal enquanto friccionada com a mão do operador. A esfera acumulava eletricidade que, devido ao atrito, era descarregada em forma de faíscas enquanto que a esfera apresentava um comportamento similar ao do âmbar de Tales e as pedras de Gilbert.

 

Willian Gilbert
Stephen Gray, cientista inglês, friccionou um tubo de vidro oco que atraiu penas. Depois vedou as extremidades do tubo com rolhas e repetiu a experiência, logo as penas foram atraídas não só pelo tubo, mas também pelas rolhas, ficando clara a existência da eletricidade e sua capacidade de se movimentar. A fim de testar as distâncias que a eletricidade era capaz de percorrer, prendeu uma vareta de metal com uma bola de marfim pendurada em uma das rolhas, friccionou somente o vidro constatando que a bola também passou a atrair as penas, observou a movimentação da eletricidade através dos objetos, denominando esse fenômeno de “corrente elétrica”. Usando pedaços de barbantes, cada vez maiores, ele testou as distâncias entre a bola e o vidro, ambos atraíam as penas, mas quando prendeu o barbante com pregos, a atração parou. Constatou que por algum motivo, a eletricidade estava ausente, atribuiu aos pregos a culpa pelo fracasso da experiência, então os cobriu com seda, assim a eletricidade voltou. Depois experimentou trocar a seda por latão, mas a corrente de novo desapareceu, ele concluiu que o material para revestir os pregos tinha importância fundamental na movimentação da corrente. Denominou de “condutores” os materiais que conduziam melhor a corrente elétrica e os que a eletricidade era conduzida com dificuldade, denominou de “não-condutores”.
Garrafa de Leyden
Gray, concluiu que alguns objetos necessitavam de fricção para atrair outros, pois os não-condutores precisam ser eletrificados mantendo a eletricidade em si, já os materiais condutores quando friccionados, geram eletricidade que logo é passada para qualquer coisa que o toque. A partir das descobertas de Gray, um químico francês chamado Charles Francis Du Fay, realizou experiências com pedaços de cortiças revestidas com ouro. Ele pendurou dois pedaços lado a lado, depois eletrizou um bastão de resina e outro de vidro. Quando tocou o bastão de resina em um dos pedaços e o bastão de vidro no outro, observou que as duas cortiças se atraiam uma para a outra. Depois tocou com o mesmo bastão os dois pedaços, observou uma repulsa entre eles. Concluiu então, que havia dois tipos de fluidos, vítreo e resinoso, quando os pedaços ficavam cheios de fluidos diferentes, atraíam-se, já quando cheios de fluidos iguais, repeliam-se.

 

 

Benjamin Franklin

 
Pieter van Musschenbroek, professor da Universidade de Leyden na Holanda, foi o inventor da famosa “garrafa de Leyden”, uma estrutura de vidro com a base de metal e uma vara de latão. A eletricidade pode ser acumulada dentro da garrafa. Quando a garrafa era descarregada por fio de metal, material condutor, o fluido fazia esquentar e derreter o fio, gerando uma série de estalidos. Observando esse fenômeno e a dúvida sobre de onde vinha a eletricidade, Benjamin Franklin, por volta de 1750, constatou que todos os objetos são dotados de eletricidade, porém se comportam como não-eletrizados, pois quando o objeto é friccionado uma quantidade de fluido é retirada ou passada para ele, ficando com mais ou menos fluido. Denominou o objeto que tem mais fluido “carregado positivamente”, e o que tem menos de “carregado negativamente”. Quando dois objetos carregados positivamente eram aproximados, se repeliam, pois já tinham cargas suficientes, assim acontecia com os carregados negativamente, nenhum “cede” a eletricidade para o outro, pois têm menos que o suficiente. Quando dois objetos com cargas opostas são aproximados, há atração, pois o positivo “doa” o excesso ao negativo, assim se neutralizam. Franklin determinou que o vidro era carregado negativamente e a resina positivamente. Mais tarde, cientistas descobriram que, na realidade o vidro é carregado positivamente e a resina negativamente. Franklin entendeu que a garrafa se enchia de um tipo de carga. Notando que a carga do metal da cobertura da garrafa em um dos lados do vidro era negativa, enquanto que o metal do outro lado do vidro era positiva. O vidro impede que as cargas se unam, mesmo assim, elas se atraíam. Franklin provou que os raios são um fenômeno da natureza elétrica, comparando a descarga da garrafa, e seu som
 
Alessandro Volta
 
característico com o comportamento dos raios e trovões em uma tempestade. Segundo ele, as nuvens poderiam ter uma carga contrária à da terra e, o ar, um não-condutor, separando as duas cargas. Quando as nuvens, cheias da mesma carga começasse a ceder, haveria um grande descarrego da carga em direção ao seu oposto, criando uma semelhança com a “garrafa de Leyden”, os estalidos seriam o trovão e a faíscas o raio. Para provar sua teoria, Franklin armou uma pipa com uma vara de metal na armação, nessa vara amarrou um barbante e no barbante amarrou uma chave, que tocou a “garrafa de Leyden”, esta se encheu de carga. Franklin provou que no laboratório, acontecia o mesmo que na tempestade, concluindo que o raio é uma descarga elétrica. Dessa forma, ele criou o primeiro pára-raios, pois uma casa com uma armação de metal fica a salvo de ser atingida já que, a armação recebe a descarga elétrica levando-a à terra.

Alexandre Volta, cientista italiano, foi o responsável pela descoberta de que se pode obter eletricidade sem a necessidade de fricção. Ele dispôs de várias tigelas de água com sal ligadas uma na outra alternando fios de cobre e estanho, de cargas positiva e negativa, respectivamente. O último fio de estanho foi ligado ao primeiro fio de cobre na outra extremidade. O excesso de carga foi percorrendo todo o percurso até a capacidade química dos materiais perdurassem, produzindo assim uma corrente elétrica. Como Volta utilizou diversas tigelas dispostas em fila, chamou sua invenção de “pilha”. Como a corrente não saía do circuito, foi denominada como corrente “estática”. Depois de Volta, muitas experiências passaram a ser testadas com as pilhas, descobrindo-se que fenômenos elétricos podiam produzir fenômenos químicos e vice-versa. Humphy Davy, conseguiu dissolver substâncias rochosas com a corrente elétrica, obtendo metais até então desconhecidos. Hans Cristian Oersted, descobriu que corrente elétrica tinha uma ligação estreita com o magnetismo. Michael Faraday foi responsável por criar o primeiro “gerador elétrico”, um disco de cobre que girava movido por uma máquina a vapor. Joseph Henry uniu as experiências de Faraday com suas próprias e criou o primeiro motor elétrico. A partir daí, os eletrônicos começaram a ser inventados. Já em 1878, nos Estados Unidos, Thomas Alva Edison utiliza a energia elétrica para obter luz. Edison usou um filamento de algodão

 
Nikola Tesla
 
carbonizado, preso dentro de um bulbo de vidro a vácuo. O filamento aquecia-se com a passagem da corrente elétrica e tornava-se incandescente, ficava aceso por 48 horas consecutivas sem queimar. Edison utilizava correntes elétricas contínuas como base de suas invenções. Um de seus assitentes, Nikola Tesla, opôs-se a essa teoria e apresentou ao mundo a idéia de correntes alternadas. Tesla descobriu que não era necessário fios para que a energia pudesse ser transportada, assim criou o primeiro “transformador amplificado”, na tentiva de iluminar o mundo gratuitamente. Interesses políticos e coorporativos impediram suas pesquisas para esse fim, assim criou um projeto que disfarçava seus interesses, conseguindo verba para suas pesquisas. Seu projeto era um rádio transmissor, mas abandonou para continuar pesquisas em torno da transmissão de energia elétrica sem fio. Um de seus assistentes, Guglielmo Marconi, continuou pesquisas com o transformador e inventou o rádio. Tesla foi considerado cientista maluco, inspiração para muitos vilões da ficção, principalmente pela sua teoria do “raio da morte”. Segundo ele um raio formado por energia elétrica e conduzido pela atmosfera era possível e seria uma grande arma de destruição em massa à distância. Louco ou não, as correntes elétricas alternadas é o que move o mundo hoje.